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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Estaca Zero

Mais uma vez eu havia aberto mão de algumas coisas por algo incerto, peguei minhas coisas e voltei para onde nunca deveria ter saído. Era estranho, totalmente estranho! 
Eu queria mudar, mas não conseguia. Havia algo me atrasando, me puxando para baixo, me soltei e tentei criar azas para o inserto... Sem sucesso.
Voltei para aquele velho apartamento que ficava em frente a uma praça, aquela velha sacada onde as bitas de cigarro ainda estavam por ali, aquele velho sofá e mesa de centro, marcados por noites inteiras ali bebendo e escrevendo. Voltei ao meu velho habito de sentar-me no chão, encostar no sofá e escrever até as coisas pararem de fazer sentido.
Depois de ter ficado a noite toda escrevendo, peguei o carro e fui dar uma volta pela cidade, ir aos lugares que eu gostava e que estava com saudades.
Uma volta por aqui, outra por ali... Parei na padaria, comprei cigarro e fui até o mirante. Caderno e caneta na mão, me restou acender um cigarro e olhar a cidade iluminada pelas luzes da noite, pela lua e estrelas.
De repente com os olhos cheios de lágrimas eu decidi não escrever mais, joguei o caderno e a caneta dentro do carro o tranquei e fiquei sentada ali olhando as luzes da cidade, enquanto passavam por mim alguns casais felizes e cheios de amor, me levantei, entrei no carro e quando estava para sair dali, olhei pelo retrovisor e a vi chegando com seu namorado, felizes e sorridentes. Arranquei com o carro e fui apenas dirigindo, sem rumo.
É... Agora eu tinha certeza que havia voltado e que muita coisa havia mudado, apenas meu sentimento ainda era o mesmo, apenas aquele amor de anos não havia acabado dentro de mim.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Dizer que tudo continua igual é mentir duas vezes, nós sabemos que muita coisa mudou. Mudou tanto que não sabemos ao certo quantas foram as mudanças, sabemos apenas que mudou, sabemos apenas que nada nunca mais será como antes, sempre ficará algo no ar...
É assim, coisas morrem e outras nascem no lugar. Pessoas vão e deixam suas marcas, outras encontram um lugar para ficar no seu coração e ali se aconchegam de uma forma toda meiga e fofa como aquelas músicas que você ouve milhões de vezes e não se cansa, como belas palavras que são sempre prazerosas de serem ouvidas repetidamente.
Tudo mudou, os pés no chão ganharam azas e agora a dura realidade bate a porta, mas eu não a deixo entrar. É como mergulhar no mar, nadar ao lado dos peixes e sentir a liberdade de poder subir para respirar só quando der vontade.
É caminhar na beira da praia e sentir a água te levar e ao olhar para trás ver que o rastro que você deixou a água fez questão de apagar para ninguém lhe seguir.
Agora é você, seu coração e suas vontades. Você tem o poder, o direito de fazer o que quiser a hora que sentir vontade, obrigações?! Sim elas ainda existem, mas são muito mais fáceis de lidar agora, seus pés não estão mais presos em lugar algum e se o passado voltar, você sabe que é apenas a lembrança de algo que foi realmente bom, mas que nunca mais irá acontecer.
Sim nunca mais, alias isso não é tempo demais, é tempo o suficiente para novos aprendizados.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Incompleto

Eu já havia me esquecido como era ter a tarde toda livre para fazer o que quiser, uma volta no parque, um sorvete na praça e assim o céu ia escurecendo e a chuva caia para molhar uma alma que apenas sabe chorar.
A chuva me fez lembrar de vários momentos, de vários "amigos". Os anos passaram e a rotina obrigou todos a tomarem caminhos distintos que não se cruzam em momento algum.
Cansada disso eu voltei para casa, ensopada e fui logo tomar um banho quente para não me resfriar. Enrolada no roupão sentei-me no sofá e coloquei uma boa música para ouvir, preparei um chá para tentar acalmar o pensamento e fui para a janela acender um cigarro. A casa era outra e a grande maioria das coisas estavam em caixas, eu ainda não havia tido tempo para organizar tudo como deveria ser, uma hora quem sabe eu ainda não voltava aquele velho apartamento, aquela velha vida que estava tentando deixar para trás?! 
O tempo poderia dizer como seriam as coisas e eu estava apenas deixando acontecer.
Eu me sentia sozinha, pois sabia que naquele lugar ela não apareceria de surpresa para passar aquela noite comigo. Eu olhei o celular sobre a mesa pensei em telefonar para ela, mas desisti assim que a música dela começou a tocar...

"I love a girl in a whole another language
People look at us strange
Don't understand us, they try to change it
I try to tell her don't change
Talk love and they say it sounds crazy
Love's even more wild when you're angry
Don't understand why you wanna change it
Girl listen to me
You're just running from the truth
And I'm scared of losing you
You are worth too much to lose..."

Acendi outro cigarro e me lembrei perfeitamente dela me dizendo "Nunca vai largar isso?!"
Ignorei meu pensamento e apenas voltei a observar a chuva que voltava a cair.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Irreal

Estava tudo escuro, parecia um beco daqueles de histórias em quadrinhos com super heróis. Chovia forte e o vento cortava o meu corpo todo, mesmo bem agasalhada eu sentia o vento entrar e bater diretamente na minha pele fazendo meu corpo congelar aos poucos.
Eu já estava cansada de andar e não encontrar um rumo certo, cansada de procurá-la e ela sempre fugir de mim. Decidi ir para casa, caminhando na chuva como de costume e xingando o mundo por ele ter resolvido chorar junto comigo.
Passe em frente a casa dela, luzes apagadas e nenhum sinal de vida lá dentro. Continuei caminhando, quando estava quase chegando em casa escutei alguém me gritar, me virei e tive o maior susto da minha vida...
- Esp..
Ela caiu bem na minha frente, longe de meus braços. Chamei a ambulância que demorou uma eternidade para chegar e levaram-na para o hospital, por algum motivo que ninguém sabia explicar ela havia desmaiado, assim do nada.
Sentada em um banco duro e ruim, fiquei ao lado dela o tempo todo esperando que acordasse e pudesse me explicar porque raios aquilo havia acontecido. Eu tentava de algum modo manter a calma, mas no fundo eu estava com medo, medo de perde-la para sempre.
Ela abriu os olhos um tempo depois e então levantei-me e segurei sua mão...
- Esta tudo bem agora meu anjo.
- Chama o médico, por favor.
Ela me assustara novamente, chamei o médico que me pediu para sair e deixa-los a sós. Meu coração saltava de medo, o mesmo me corroía e eu não sabia o que fazer ou pensar. Um tempo depois o médico me pediu para entrar.
- Alguém pode me explicar o que esta acontecendo antes que eu morra do coração?! - Indaguei logo de cara.
- Estou grávida e o pai da criança não quer assumir. - Ela disse com lágrimas nos olhos.
O médico então explicou o motivo do desmaio, eu estava sem chão. A noticia era linda, mas havia chego em péssima hora, sobraria pra mim uma responsabilidade que não era bem o que eu queria, sobraria pra mim cuidar do amor da minha vida, mas ela não sabia que eu havia decidido deixar tudo de lado e viver minha vida longe dali. Com lágrimas nos olhos eu disse:
- Eu estou indo embora dessa cidade, essa noite sai para andar e me despedir de tudo isso. Eu... Eu estou indo para um lugar onde eu não lembre de você e de tudo que aconteceu entre nós, apesar de tudo que sinto eu não posso mais ficar.
- Mas você disse que estaria aqui sempre que eu precisasse, EU PRECISO DE VOCÊ AGORA!
- Mas eu também disse que uma hora poderia ser tarde demais...
- Não! Você nunca disse isso, esse tarde demais nunca existirá entre nós... Me diz que é mentira, que você não vai embora, eu preciso de você. Eu... Eu preciso do seu amor e carinho para me manter forte.
Nessa hora eu cai sentada naquele banco desconfortável, totalmente sem chão, sem rumo. Eu não tinha mais certeza de nada do que eu queria fazer, eu apenas tinha medo da minha escolha, medo de mim. Olhei nos olhos dela me despedi e sai.

Nessa hora eu acordei, olhei para o lado e não reconheci onde eu estava...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Carta Sem Remetente

"Você merece muito mais do que imagina merecer, muito mais do que já lhe prometeram ou lhe deram um dia. Você é uma flor rara em meio a tantas comuns por ai, sua essência e fragrância não existem a venda em lugar algum, são únicos.
Algumas pessoas ao seu redor não mereciam todo esse carinho que você tem por elas, algumas não sabem que a cada passo seu deveria existir um tapete de rosas vermelhas, a cada lágrima um ombro para muitas outras, a cada sorriso um espelho de alegria.
Eu poderia lhe prometer o mundo, as estrelas do céu. Mas eu me contentaria em estar na tua presença e tirar de você cada milímetro de preocupação e estresse, me contentaria em te ver sorrir, em ser o espelho da tua alma.
Estaria ali para lhe abraçar quando se sentisse sem chão, estaria ali para sorrir ao seu lado, estaria ali lhe mostrando a malicia do cotidiano, lhe fazendo crescer cada dia mais. Lhe mostraria que o ciúmes existe sim, mas que ele pode ser usado para uma coisa boa... Crescimento pessoal.
Estaria ali se você deixasse, mas mesmo não deixando eu continuo ali em um cantinho onde ninguém vê, onde eu apenas sinto a sua falta e lhe vejo passando por coisas que não merece, permaneço aqui."

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Heroína da Minha Vida - Final

Ela me olhou assustada e sem pensar, sentou-se na cama e já foi logo dizendo:
- Eu não posso, você merece alguém melhor que eu. Alguém que te ame assim como você é capaz de amar. Me desculpe, preciso ir.
Eu não fiz nada, deixei-a sair sem correr atrás. Eu estava cansada de dar murros em pontas de facas, a deixei partir afinal aquele ponto final era necessário para uma nova história poder ter inicio um dia. Guardei a caixinha no criado mudo novamente, me ajeitei na cama e dormi.
Acordei tarde e com uma sensação de vazio dentro de mim, tomei um banho me troquei e fui para longe dali, fiz as malas e só havia a passagem de ida. No aeroporto fiz algumas postagens em redes sociais, afinal pra variar a chuva estava me impedindo de sair daquela cidade. Perdi a noção do tempo que fiquei naquele banco de aeroporto até então meu voo ser anunciado, nesse mesmo instante meu celular tocou, era ela. Ignorei a ligação e entrei na fila de embarque, ao longe escutei alguém gritar o meu nome, ela vinha correndo na minha direção e ao chegar perto de mim, não disse nada apenas me beijou.
A minha reação não foi das melhores, segurei-a pelo braço e afastei de mim perguntando:
- Por que isso?!
- Você não pode ir assim do nada.
- Não é do nada, eu planejei isso a tempo. A única pessoa que me prendia aqui me disse não na noite passada, eu preciso ir.
- Não pode, aqui eu tenho certeza de que podemos nos ver, nos esbarrar e eu vou sempre poder aparecer de surpresa para você.
- NÃO! PARA COM ISSO! Você não faz ideia do quanto isso tudo me machuca, eu me faço de forte pra você se sentir melhor, mas a verdade é que eu to destruída por dentro de tanto você "brincar" com meus sentimento. Cansei, eu preciso ir, perdão!
A deixei ali, dei as costas e embarquei... Lágrimas e mais lágrimas eram as únicas coisas que eu sentia no meu corpo. Eu chorava feito criança, aquela dor me corria cada vez mais e um buraco havia se aberto no chão, meu corpo não me obedecia.
O avião decolou e eu estava indo para onde nunca deveria ter saído, mas sabia que voltar poderia me fazer sentir coisas que haviam adormecido dentro de mim. Mas eu precisava correr esse risco, mesmo sabendo de todas as consequências, afinal um ponto final é necessário para que hajam novos parágrafos e novas histórias!
FIM!

domingo, 13 de novembro de 2011

Heroína da Minha Vida - Parte II

- Sai da minha casa agora. - Disse em tom de ordem!
- Eu não vim aqui pra falar com você, sai da minha frente me deixa terminar de falar com ela.
- Cala a sua boca, na minha casa mando eu. Sai agora ou eu chamo a policia e te acuso de invasão domiciliar.
Nessa mesma hora aquela guria cresceu pra cima de mim, a empurrei e a briga começou. Eu ouvia alguém chorando e pedindo para nós pararmos, ela entrou no nosso meio e nos separou, virou-se para mim e disse:
- Eu vou com ela para que isso acabe.
- Você não pode ir com ela, não faz isso!
- Desculpa! Eu não consigo ver você se machucando por minha causa, eu vou para isso acabar.
- Se você sai por aquela porta com essa guria nunca mais olha na minha cara!
Ela pediu desculpa mais uma vez e saiu. Peguei a chave e desci atrás, entrei no carro e sai feito louca. Passei por elas, eu corria como se aquilo fosse me fazer fugir dali, esquecer o que havia acontecido. Mas me dei conta de que isso não adiantaria muito, fiz um retorno e voltei para tentar encontra-las, estavam sentadas na praça perto do apartamento. Estacionei o carro e fui até ela:
- Eu esqueci de fazer uma coisa.
Levantei-a do banco puxando pela cintura e a beijei, um beijo demorado e a chuva voltou a cair.
- Esquece o que eu te falei lá dentro, esquece essa garota que ta sentada ai nesse banco, esquece o passado e se de uma chance de ser feliz, de sorrir e não mais se preocupar. Esquece de tudo e me deixa tentar te fazer feliz. Fica comigo!
Ela me olhou com lágrimas nos olhos, me abraçou e pediu para que eu a tirasse daquele lugar. Viramos as costas para o passado e saímos abraçadas em direção ao carro, entramos e fomos para casa, sem reações contrárias... O passado havia ficado sentada no banco de uma praça, de uma praça qualquer.
Ela foi comigo para casa e então voltamos a nos deitar:
- Agora você pode contar a minha história.
- Ah sim, verdade... Mas agora a história é outra e rápida.
"Haviam duas pessoas, um sentimento não reciproco, mas existia respeito. Uma fazia de tudo pela outra que sabia que poderia contar sempre com aquela pessoa. Um belo dia, elas estavam deitadas na cama, abraçadas e uma delas abriu a gaveta do criado mudo e tirou de lá uma caixinha de presente, ao abrir..."
Eu ia contando a história e fazendo exatamente igual, havia tirado uma caixinha do criado mudo e aberto para ela, então disse:
- Namora comigo?!


Parte I

Heroína da Minha Viva

Sentada naquela velha sacada olhando aquele mesmo céu que outrora estava ensolarado, mas que agora parecia chorar comigo. Comecei a pensar em momentos, em situações, tentava a todo custo por os pés no chão. O irreal havia tomado conta da minha vida, eu estava cansada disso.
Peguei a carteira, maço, chaves e sai de casa. Descendo pela escada sem nem prestar muita atenção em quem subia eu passei por alguém que usava o mesmo perfume que ela, me virei e não havia ninguém. Subi alguns degraus e nada, voltei a descer. Entrei no carro e mal conseguia ligá-lo de tantas lágrimas que escorriam pelo rosto. Encostei a cabeça no banco, fechei os olhos respirei e então alguém bateu desesperada na minha janela, eu assustei e quando olhei para o lado ela estava ali toda ensopada e tremendo de frio. Sai do carro no mesmo instante e subimos, ela tomou um banho quente, trocou-se e eu fiz um achocolatado para ela beber, bem quentinho:
- Obrigada. - Ela respondeu.
- De nada, apenas não me assuste mais daquela maneira (risos).
- Desculpa.
- Agora me diz, por que veio até aqui?
- Preciso de um motivo?
- Sim!
- Desculpa, eu estava me sentindo meio mal, sozinha e você disse que sempre estaria aqui quando eu precisasse.
- Quem deve se desculpar aqui sou eu, pelo o que não disse ainda. Eu estou aqui, o problema é que você só lembra de mim quando "todos" lhe viram as costas. Assim nem eu aguento, ninguém aguenta. Desculpa, mas eu coloquei os pés no chão hoje.
Ela levantou-se e foi em direção a porta, corri e coloquei-me a sua frente, ela chorava. Abracei-a e pedi perdão, enxuguei suas lágrimas a levei na direção do meu quarto. Deitamos na cama e ficamos ali abraçadas:
- Conta uma história pra mim?
- Meu bebe quer ouvir uma história?! Que belezinha (risos)
Ela acabara de abrir aquela sorriso lindo para mim, meu coração agradecia.
- Eu quero.
- Vou contar a história de uma menina que tinha tudo e ao mesmo tempo nada...
Fui interrompida pela campainha, deixei-a no quarto e fui abrir a porta. Ao abrir só me lembro de estar no chão e com muita dor no rosto, ouvia gritos e xingamentos, pessoas discutindo. Levantei meio tonta, fechei a porta e fui para o quarto, minha boca sangrando e eu sem entender, de repente me deparo com mais alguém no meu quarto a ponto de agredir o meu amor. Entrei na frente a puxei para trás de mim...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Apenas mais um ponto de interrogação.

Era mais um fim de tarde, eu estava cansada e não sabia exatamente do que. Apenas queria um bar para sentar fumar meu cigarro e beber minha cerveja, sim eu havia voltado a fumar... Maldita mania.
Sentada em uma mesa que ocupava uma larga calçada, eu apreciava minha cerveja estupidamente gelada e meu careta que me dava mais calor ainda, o sol começava a se pôr e as horas passavam. Eu olhava todos pegando o caminho de suas casas e dando por encerrado mais um dia.
Um minuto de distração e logo senti meu corpo gelar, perna tremer e coração sair pela boca. O copo escorregou da minha mão e espatifou-se no chão, o passado e o presente caminhavam lado a lado para me confundir. Eu realmente não sabia por qual das duas eu me sentia daquele jeito, talvez por sorte apenas uma me viu e veio na minha direção, sorrindo...
- Quanto tempo, saudades de você.
Eu a cumprimentei sem me levantar, eu não conseguia me mexer...
- O... o q... O que você faz por aqui? - Enfim consegui dizer.
- A caminho da faculdade né e você, quando vai parar com essa mania idiota de fumar e beber?
Dei de ombros, trocamos algumas palavras e ela retirou-se. Eu ainda não sentia meu corpo e agora sabia por qual delas aquela sensação veio. Mas não entendia, não fazia sentido... O passado caminhou na minha direção e o presente simplesmente correu de mim, não olhou para o lado. Paguei a conta e fui para casa, precisava do meu computador e dos meus rascunhos.
Cheguei e joguei-me no sofá, abafei meu grito de desespero e confusão com uma almofada, eu estava a beira de um surto sentimental que eu não fazia ideia de como seria. Eu tinha medo, estava confusa. Peguei meus remédios e fui para o quarto, copo com gelo de um lado, garrafa e maço do outro.

Acordei com a cabeça pesada, garrafa e maço vazios e vários rabiscos espalhados em rascunhos pelo chão, no meio... Uma foto nossa.
Com a cabeça ainda rodando e o coração ainda confuso, fiquei a pensar no que o futuro estará a nos reservar...

sábado, 5 de novembro de 2011

Da Realidade a Ficção

Era fim de tarde, horário de verão como sempre uma merda e o sol estava escaldante sobre a cabeça da população. Cansada tentando voltar pra casa, parei e reparei as pessoas que me rodeavam dentro daquele ônibus parcialmente cheio, a uns dois bancos a minha frente havia um  garotinho todo feliz, sorridente, brincalhão que não parava quieto. Ele gesticulava de todas as formas, passa aquela mãozinha tão pequena no rosto de sua mãe e sorria como quem dizia "te amo", ele alegrou o ônibus todo. Não havia um que passava e ignorava aquela linda criança, morena com poucos cabelos, sorriso sem dentinhos, todo pequenino, todo fofo... A cara dela!
No momento que me toquei disso, sorri para o garotinho que me olhou, virou a cabecinha de lado e sorriu colocando a mãozinha na boca. Meu coração derreteu por dentro, a saudade bateu forte e meus olhos encheram de lágrimas de felicidade. Aquela criança nem imaginava o bem que acabara de me fazer, minha primeira reação foi mandar um sms para ela dizendo o quão lindo aquele menino era e como ele a lembrava. Saudade era tanta, uma vontade de atravessar novamente a cidade só para poder vê-la, mas eu não podia fazer isso. Além de loucura as responsabilidades me impediam.
Aquela imagem do garotinho sorrindo pra mim ficou a semana toda na minha cabeça, em uma noite, um sonho...

Havia decidido parar de beber, fumar e procurar algo mais útil pra fazer. Coloquei uma roupa de academia (fiquei igual aqueles ratos que ficam enfurnados em uma o dia todo) e fui caminhar pelo bairro, lindo bairro por sinal viu?! Eu conhecia apenas a praça porque era em frete ao prédio, uma volta tranquila e voltei para o apartamento, tomei um banho bem gostoso e logo depois lá estava eu com minha xícara de café na sacada procurando um cigarro, força do hábito. Tomei meu café e fui sentar-me na sala e ver se havia algo de bom na tv, antes mesmo que eu chegasse ao sofá a campainha tocou, eu assustei como sempre afinal não estou acostumada a receber visitas sem aviso prévio. Olhei pelo olho mágico e destranquei rapidamente a porta, ela caiu em meus braços assim que eu abri a mesma, peguei-a e a coloquei no sofá. Ela estava fraca, corpo gelado e logo em seguida desmaiou. Fiquei desesperada sem saber o que fazer, então fiquei cuidando dela da maneira que pude até que ela recobrasse a consciência. Algum tempo depois ela acordou e perguntou:
- Como vim parar aqui?
- Eu que lhe pergunto, abri a porta e você caiu em meus braços. - Respondi.
- Mas... 
Ela ficou em silencio e uma lágrima correu pelos seu rosto, sentei-me ao lado dela e limpei-o dizendo:
- Não faço ideia do que aconteceu, mas estou pronta para lhe ouvir desabafar.
- Eu briguei feio com uma pessoa, essa pessoa me pediu para não procurá-la mais e eu não me lembro como vim parar aqui. Não quero entrar em detalhes.
- Respeito isso e que bom que você esta aqui.
Ela sorriu e eu a abracei, levante de supetão...
- Não vamos ficar aqui enfurnadas nessa casa, vamos dar uma volta?!
- Aceito!
Corri no quarto peguei carteira, chave, celular e saímos. Andamos pela praça, fomos até o ponto de ônibus e pegamos um qualquer, iríamos para aonde ele nos levasse. Acabamos em um parque cheio de crianças, todas sujas de areia de tanto brincar, nos sentamos em um banquinho e ficamos conversando, rindo e observando as crianças. Então um garotinho com os olhos dela passou por nós, ele carregava um saquinho de pipoca, voltou até nós e esticando os pequenos bracinhos disse:
- Qué?!
Ele fazia uma carinha de quem dizia pega... Ela sorriu agradeceu e disse que não queria, eu só observava, toda boba. 
- Pai ela num qué. - Disse o menino andando todo desengonçado na direção do pai.
O mesmo disse algo para o menino que agora de longe mandava beijinho com a palminha da mão, ela parecia outra criança toda boba com o menino. Quando ele foi embora eu perguntei:
- Reparou nos olhos daquele menino?
- Sim e não, por quê?
- Eles eram iguais a esses olhos que me encaram e brilham agora!
Ela sorriu sem jeito, abracei-a e ali ficamos.

"Eu quero estar amanhã ao seu lado quando você acordar, eu quero estar amanhã sossegado e continuar a te amar, eu quero um sonho realizado, uma criança com seu olhar."

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Felicidade Alheia

Eu tentei me mexer, mas não conseguia. Era como se um carro tivesse passado por cima de mim, meu corpo doía e minha cabeça rodava me fazendo lembrar que eu havia exagerado na bebida.
Meu corpo imóvel jogado no tapete da sala condenava minha mente insana. Eu tentava olhar o teto, mas a única coisa que enxergava era o rosto dela não importava para onde meus olhos se virassem, ela sempre estava no meu campo de visão.
Dormi jogada e pensando o que faria da minha vida agora que já não havia mais nada me prendendo em lugar algum. Fui acordada pelo maldito interfone, me arrastei até ele e ao atender ouvia apenas uma respiração do outro lado, perguntei milhares de vezes quem era e não obtendo resposta, desliguei.
Me dirigi ao banheiro, um bom banho gelado e café forte era o que eu precisava, assim o fiz. Ainda de roupão peguei meu cigarro, uma xícara grande de café e fui para a sacada do apartamento, ao olhar a praça que ficava bem em frente me assustei. Ela estava sentada no banco, passava a mão no rosto como quem enxugava uma lágrima. Apaguei o cigarro, virei à xícara de café e fui correndo me vestir para poder ir atrás dela.
Desci correndo 4 andares, passei pelo portão igual uma louca que corria para não perder o seu amor. Ela havia se levantado e caminhava para ir embora, gritei por ela e pedi que esperasse, ela continuou andando só que dessa vez mais rápido, corri e pulei sobre ela para que ela não fugisse de mim, caímos na grama da praça. Eu estava em cima dela e ela me batia, me empurrou de lado e me xingava de tudo quanto é nome. Eu a segurei e sentadas abracei-a, ela desabou em meus braços. Eu não entendia nada, mas sentia que não seriam necessárias muitas palavras, apenas disse:
- Depois que você tiver chorado tudo que tinha pra chorar eu vou estar aqui para enxugar suas lágrimas e te fazer sorrir. - Ela ma abraçou ainda mais forte e sussurrou:
- Obrigada!
Perdi a noção do tempo, apenas sei que ficamos ali sentadas na grama e abraçadas por horas. Quando enfim ela se 'recuperou' eu perguntei:
- Esta se sentindo melhor, quer conversar?
- Estou sim, obrigada mais uma vez. Eu... eu... - Coloquei minha mão na boca dela em gesto de silêncio...
- Não precisa dizer nada, sei que algo que você queria muito deu errado. Mas eu já lhe disse e vou repetir, eu sempre vou estar aqui pra te fazer sorrir quando seu mundo parecer desabar.
- Às vezes acho que você não é real de tão linda que é. - Retrucou sorrindo.
- Eu sou real sim quer ver?
- Quero (risos).
- Então vem comigo.
Levantamos e saímos correndo até meu apartamento, parecíamos duas crianças brincando de pega-pega, eu a puxava e ela sorria dizendo para irmos mais devagar. Quando chegamos ao meu apartamento eu cobri os olhos dela com a minha mão e fui guiando-a até meu quarto, de frente para o espelho eu tirei minhas mãos dos olho dela e perguntei:
- O que você vê?
- Eu com uma cara de choro e você sorrindo. Mas o que significa isso?
- Sem explicações, agora faça a mesma pergunta pra mim (risos).
- O que você vê?
Respirei fundo e criei uma coragem enorme para deixar o coração falar:
- Eu vejo a mulher da minha vida, aquela que eu quero aqui comigo pra sempre. Dormir e acordar ao lado dela, sempre fazê-la sorrir, assim como ela sorri agora. Essa carinha de boba que é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida. Eu quero amar essa mulher para sempre, quando tudo parecer dar errado eu quero estar ao lado dela, quero ela ao meu lado porque juntas somos mais fortes. Eu vejo meu amor com cara de choro e um sorriso bobo que é só meu e atrás desse amor uma pessoa esperando a única chance que a vida vai lhe dar de ser feliz, e sabe qual é essa chance? - Nesse momento ela fez cara de interrogação e perguntou:
- Que chance é essa?
- Para eu descobrir primeiro você precisa aceitar namorar comigo.
Lágrimas de felicidade saiam de seus olhos e dos meus também, eu a abracei por trás e disse:
- Não tenha pressa de me dizer sim ou não, tenha pressa de viver e de ser feliz. Porque eu te espero o tempo que for necessário para nossa felicidade ser compartilhada. E sabe por quê?
- Por quê?
- Porque eu amo você.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Minha garota

Estava em casa naquele lugar... amigos, cerveja, cigarro e música boa. Me faltava ela para o sorriso ser completo.
Eu saia do bar quando dei de cara com ela entrando totalmente perdida a procura de alguém que por sinal era eu, quando ela me viu pulou em meus braços e me deu um forte abraço. Me assustei e só soube dizer "que bom que você veio".
Saímos andando e conversando, nesse meio tempo percebi que havia mais alguém de olho na minha garota. Já tinha visto aquele cara antes... Conversa vai, conversa vem e eu morrendo de vontade de agarrá-la e beijá-la, mas eu não conseguia fazer isso. Ela me deixava completamente sem ação, até o momento que disse:
- Vamos entrar pra ver a banda?
Era a minha hora, eu precisava apenas ser eu... Difícil?!
Entramos e o show estava agradável, melhor ainda ela ali ao meu ladinho abraçada comigo. Mas tinha que ter alguém para fazer o meu sangue ferver, tinha que existir aquele cara. Ele veio, aproximou-se dela enquanto eu estava no bar pegando uma bebida para nós, quando voltei ele estava de xavequinho no ouvido dela. Meu sangue ferveu, me vi quebrando duas garrafas na cabeça daquele idiota, mas me contive.
Me aproximei, dei uma garrafa na mão dela e disse:
- Vai dispensar ou ficar com ele?
Ela me olhou com uma cara de quem não gostou do que ouviu virou-se de frente para mim e sem dizer nada me beijou. Naquele momento eu não ouvia nada, eu não estava ali. Era como se estivesse em uma espécie de 'casulo acústico', eu só sentia sua boca na minha e ouvia sua respiração. Depois do beijo ela emendou:
- Dispensar né!
Eu sorri meio boba, meio sem graça e então abracei-a por trás e ficamos assim durante o show. Mas quem disse que o cara deixou por isso mesmo?! O filho da puta não desistiu de atormentar minha vida e voltou a insistir, na minha mente a seguinte frase repetia-se "Com a minha mulher ninguém mexe e fica por isso mesmo."
E quem foi que disse que ficaria por isso mesmo?!
Estávamos sentadas conversando, rindo, entre amigos, o maldito do cara veio e sentou-se perto dela. Ela segurava minha mão e ele a fez soltar, ficou de xavequinho no ouvido dela, nesse momento eu não me lembro muito bem da minha reação, lembro apenas de ter o visto levantando-se do chão e da minha mão dolorida. Eu acabara de enfiar a mão na cara daquele idiota, estava feliz pelo meu feito. Ele levantou-se e atrás de mim todos meus amigos levantaram-se também, eu me sentia foda naquele momento. Ela veio me abraçou e pediu para sairmos dali. 
Entramos, fomos ao bar e eu pedi gelo para colocar na mão, nunca havia dado um soco tão forte assim em alguém. Ela toda linda cuidando de mim, brigando comigo por eu ter brigado, mas depois me agradeceu dizendo que foi uma prova linda de tudo aquilo que eu já vinha falando para ela.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mania do subconsciente, insistente (part. II)

Ela me beijava e eu não queria que aquilo acontecesse com nós duas bêbadas, afinal eu queria lembrar de cada detalhe e queria isso dela também. Discretamente eu fui me esquivando, ela percebeu e segurou meu rosto com força e disse:
- Vai fugir de mim? Ta com medo do que?
- Não é medo, apenas não quero que façamos isso bêbadas.
- Quer esperar até de manhã?
Eu ri e ela também não o conteve, então ela me abraçou e disse que ninguém havia dito algo desse tipo a ela, ninguém nunca havia pensado nela primeiro (eu pensava e muito). Ela deitou-se ao meu lado, abraçadas dormimos.
Acordei no meio da madrugada, sai da cama bem devagar para não acorda-la e fui até a cozinha beber água, 'maldita seja a pessoa que inventou a ressaca'. Não demorou muito lá vinha ela na minha direção, cabelos bagunçados, cara de sono e sem toalha, linda, nua, caminhando toda desengonçada. O copo que eu segurava caiu ao chão, gritei para que ela não desse mais nenhum passo para não se cortar, fui logo pegando uma vassoura e limpando a bagunça que havia feito. Ela sorriu e disse:
- Sou tão feia assim que você até deixou o copo cair?
Gaguejando e rindo eu respondi meio sem graça:
- Você é perfeita, por isso o copo caiu da minha mão.
Ela me fez soltar a vassoura e deixar a limpeza para depois, me abraçou, me beijou e foi me levando para o sofá. Me jogou no mesmo e sentou-se em cima de mim, ela dizia tudo que eu não queria ouvir, tudo que no momento não eram propícios, a calei com um beijo demorado, peguei-a no colo e levei-a para o quarto.
Aquele corpo nu em minha cama, eu só sabia admira-lo com os lábios. Cada sentimento do seu corpo era admirado da forma que merecia.
Quanto mais eu a beijava e acariciava seu corpo mais ele contorcia-se na cama, ela gemia baixo enquanto minha mão percorria seu corpo, ela puxou meu ouvido para perto de sua boca para que eu pudesse ouvi-la e sentir sua respiração ofegante.
Entregava-se cada vez mais a mim, tudo acontecia de uma forma muito espontânea nada havia sido arquitetado, pelo menos aquela noite eu podia dizer que ela era toda minha, apenas minha. Algum tempo depois, ela deitou-se novamente sobre mim e dormimos, estávamos exaustas.
Quando acordei percebi que ela me olhava dormir e que sorria feito criança:
- Bom dia! - Ela me disse.
- Bom dia meu bebe.
Uma resposta seguida de um beijo e por ali ficamos até quando deu vontade, sem pressa para vida, sem pressa de dizer adeus.

Parte I

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mania do subconsciente, insistente

Mais um dia começava e o sol já não nascia como antes, tudo vinha em menor quantidade, menos dias bonitos, menos sorrisos, em contra partida o stress sempre em maior número.
As doses dobraram e as bebidas eram cada vez mais fortes, cigarros e copos espalhados na mesa de centro da sala se misturavam com os papeis, histórias, desenhos, ideias, sonhos e pensamentos fúteis. Na rua os carros passavam em alta velocidade e as pessoas corriam, a noite chegou e o vento frio cortava a pele, na sacada olhei a rua e logo acima a lua se escondia entre as nuvens.
A campainha tocou, coração acelerou de susto, o porteiro não havia interfonado, então... Me dirigi até a porta e fui logo abrindo-a, me deparei com uma linda mulher que sorria e trazia na mão uma garrafa de rum, olhei para trás aquela bagunça, ela foi logo entrando e dirigindo-se a cozinha, pegou dois copos e me puxou para a sacada, antes pegou algumas folhas que estavam no chão e começou a ler, elogios e conversas, risos e bobeiras e as horas foram passando. Ela olhou no relógio e disse que precisava ir, era muito tarde eu não podia deixá-la sair aquela hora, pedi que ficasse e disse que poderia dormir na minha cama eu me arruma na sala, ela riu e me puxou para o quarto, estávamos um pouco bêbadas acho. Ela me jogou na cama e foi tomar um banho, voltou enrolada na toalha e deitou-se em cima de mim com os cabelos molhados, me beijou e disse qualquer coisa no ouvido e assim a noite caminhava para ser perfeita...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Primeiro ato

Eu caminhava enquanto respondia um sms no celular, sem olhar para frente esbarrei em alguém e pedi desculpa. Percebi que a pessoa ainda olhava para mim como se esperasse algo, então percebendo que eu não havia prestado atenção resolveu falar comigo:
- Não vai ao menos olhar no meu rosto e me dar um oi?!
Eu simplesmente parei e meu coração acelerou mais que motor de formula1 em arrancada, era ela. Aquela voz doce e inconfundível, fiquei vermelha de vergonha e então olhei para a frente, ela sorria como quem dizia "maldito celular."
A abracei como quem não queria mais soltar, beijei seu rosto e enfim falei:
- Me perdoa!
- Tudo bem, você e seu celular... Sempre assim. - Ela retrucou.
- Pois é (risos). - Falei meio sem graça e já querendo mudar de assunto, então ela soltou mais uma:
- Quando você vai deixar esse celular de lado e me dar atenção?
Eu ainda o segurava na mão e digitava mesmo sem olhar, vermelha novamente e percebendo que ela olhava minha mão, o fechei. Ela logo me olhou e sorriu, sorri de volta e então perguntei para onde ela ia...
- Para o mesmo lugar que você, fazer a mesma coisa! - Me respondeu sem pensar muito.
Como ela poderia saber o que eu ia fazer e para onde ia?!
- Vamos ou então vamos perder o por-do-sol. - Retrucou.
Ela me puxava pelo braço, quando chegamos o sol perdeu toda sua majestade, algo brilhava muito mais em minha frente e me entorpecia em pensamentos insanos. Olhando o por-do-sol não pensei duas vezes e a abracei por trás, com minha boca bem perto do ouvido dela aproveitei para sussurrar algo:
- Obrigada!
- Não há de que! - Ela respondeu também sussurrando.
Abraçadas assistindo ao espetáculo da natureza eu simplesmente não pensava em mais nada, o tempo havia parado e só existia nós duas naquele momento. A virei segurando em seu quadril e aproximei meu rosto do rosto dela, ela afastou-o de mim e então eu pedi desculpa pelo ato. Ela me olhou e disse:
- Estou esperando a próxima atitude....

Perdendo-se

As estações do ano não se respeitam mais, o tempo ficou louco assim como nós, perdido no próprio tempo e espaço, ficção e realidade.
Os dias amanhecem chuvosos, cinzas e frios. As tarde são normais, parece que nada acontece. As noites são alternadas, noites com lindos luares ou noites chuvosas, fica a gosto do freguês.

Meus dias tem se resumido em dormir ouvindo a chuva bater no telhado e acordar com ela me dizendo para voltar a dormir. Minhas noites em bares quaisquer ao lado de amigos, falando de nada e ao mesmo tempo de tudo que nos importa no momento, minhas manhãs e tardes se resumem em trabalhar e esquecer que existe vida além disso.
Preciso dar férias aos meus pensamentos, anseios e receios. Preciso me dar férias de mim.
Essa enchente de sentimentos faz contraste com o cinza do céu, me perdi dentro de mim procurando algo que eu julgava ter achado. Mas a chuva levou com ela tudo que um dia poderia ter me pertencido. Tenho apenas solidão, músicas, ombro amigo e nenhum amigo, também tenho o copo sempre cheio.
Não tenho nada além de quatro paredes, um copo, algumas garrafas de solidão, martírio, tristeza e um computador furreca com uma internet ruim que as vezes me permite escrever.
Eu procurava mais, porém cansei de perder tudo toda vez que procurava por algo ou alguém.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nostalgia de Dias Igual

Tem dias que as horas parecem não passar, tem momentos que parecem não existir e os que existem passam em câmera lenta. 
Sentada em baixo de uma árvore assistindo a um espetáculo da natureza, senti o tempo parar e tudo ao meu redor passar devagar. Os passos das pessoas eram lentos, os carros pareciam parar, tudo passava devagar ao meu redor. A brisa soprava suave em meu rosto e eu apenas queria você ao meu lado naquele momento, eu conseguia apenas pensar em você e no que estaria fazendo ou pensando.
Coloquei os fones no ouvido e ao clicar no play ouvi "É parte de mim quero bem perto assim, tão longe eu já não sei viver." Então aquele pensando em você tornou-se lembrança dos momentos ao teu lado, uma lágrima de saudade escorreu pelo meu rosto e um sorriso bobo tentou se esboçar mas logo se foi, a saudade e as lágrimas falaram mais alto.
Um tempo depois me levantei e tudo a minha volta voltou ao normal. Todos com pressa, aquela correria do dia-a-dia, então sai caminhando olhando tudo a minha volta e sentindo o cheiro do seu perfume no ar.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vida em Trapos

Os dias me sufocam, sua ausência me angustia e eu já não encontro mais a vontade de sorrir, de levantar a cabeça e dizer que tudo vai passar. A cada dia eu peço ainda mais que tudo isso passe, eu procuro um caminho pra fugir mesmo esse não sendo o melhor remédio para a minha dor, me acostumei a sentir sua falta, a sentir vontade de ligar-te e não o fazer.
Preciso de novos ares, preciso ficar longe de uma cidade que todos os lugares me fazem lembrar você. A cada esquina, a cada canto eu penso na gente, penso no que vivemos e lembro que o nunca mais é o que restou para nós. Nunca mais juntas, nunca mais nós. 
O pra sempre vem com a tradução, pra sempre sem quem eu tenho como amor da minha vida. De que vale os dias se estou longe de quem quero perto? De que vale cada sacrifício se você nem se lembra de mim, se você não esta aqui?
Queria ser como você esquecer rápido, apagar da memória o que não pertence mais ao coração... Eu queria aprender a mentir para mim mesma e a acreditar também, seria mais fácil, talvez. Quem sabe assim eu não viraria uma página na minha vida e faria tudo diferente, quem sabe assim eu não aprendesse a viver?
Tantos "se" e "quem sabe" que eu já não sei mais para onde correr, quero distancia dos dias cinzentos e vazios. Apenas um nascer do sol, um pôr-do-sol qualquer e um luar sem nexo, céu estrela, limpo e minha vida vazia, em trapos.
Eu não quero aprender a amar novamente, eu quero aprender a desamar, aprender a me desapegar das pessoas que marcam minha vida. Quero aprender a virar a página e sorrir, aprender que eu sou melhor que tudo isso, mas quem me ensinava isso não faz mais parte da minha vida.
Percebeu como é difícil esquecer-te? Em todos os cantos, em todas as coisas você está presente... Ensina-me a te esquecer já que você não me quer na sua vida.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma desconhecida

Toda criança um dia tem que crescer, sem perder a essência dos bons tempos de infância. O tempo passa e nos faz mudar de pensamento a todo momento, mas os valores trazemos conosco desde aquele tempo onde a maior preocupação era qual seria a brincadeira do dia.
Os tempos são outros e as responsabilidades também, conforme o tempo passa as opiniões amadurecem e a gente vai se encontrando, se conhecendo melhor a cada tropeço ou queda. A cada reerguida uma nova fase inicia-se, pessoas vem e vão a todo momento e as amizades verdadeiras persistem com o passar dos anos. Descobrimos que amar dói, mas que sem ele não vivemos. Descobrimos que nada melhor do que amigos e família para curar qualquer que seja o "sofrimento". Vamos descobrindo o que é amar...
Sem perder a essência de viver, sem perder valores, vamos aceitando as diferenças e aceitando quem somos. Tatuagens, piercings, opções sexuais e derivados não mudam o caráter de ninguém. Vamos deixando o preconceito de lado e lutado por uma sociedade mais justa, vamos lutando por nossos direitos, luta herdada de tempos atrás, vamos caminhando e seguindo com a vida.
O tempo que passou é apenas o começo da nossa história, o presente e o futuro só depende de nós para ser escrito e modificado a qualquer momento, para então uma hora tornar-se passado e novas coisas começarem a serem escritas. Porém nunca podemos esquecer do que já vivemos, afinal isso tudo nos fez o que somos hoje: Eternas crianças!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aquilo que ainda existe dentro de mim

Escrevi lindos versos pra falar do meu amor, fiz lindas canções e serenatas para expressar tamanha importância que ela tem na minha vida. Mas os dias cinzentos me rodeiam e eu apenas sinto, calada e trancada em um quarto, as musicas da minha história ecoarem pelos cantos. A saudade é companhia constante e meus versos são vazios, não existem motivos para a existência deles, ela  não esta aqui.

Madrugadas frias, uma xícara de café e um cigarro me fazem companhia, a vontade de ouvir a voz dela para poder descansar em paz me atormenta e me tira lágrimas. Sentada em frente a janela eu observo o dia nascer e o sol tímido não querendo aparecer para me fazer sorrir.
Na minha vida quase tudo se perdeu, eu me perdi. Vejo a cada esquina uma nova oportunidade e as deixo lá, apenas ela me faria viver de novo, me tiraria desse casulo de medo, apenas ela é a razão de tudo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Porque amar é assim

Eu preciso acordar e saber que você é minha, eu preciso acordar e sentir você em meus braços, abraços e beijos e sentir a vida passar de vagar, sem pressa de ser feliz, de sorrir e dizer que amo te amar.
Eu preciso de você aqui bem perto de mim, longe assim eu não sei viver. Eu preciso desse seu jeito durona para crescer, preciso do seu jeito protetora sempre a me guiar, preciso dessa menina mulher que segura a minha mão quando estou com medo.
Eu quero fazer planos, construir o futuro e pensar na vida daqui a alguns anos, mas eu quero que nisso tudo você esteja comigo, faça planos comigo e viva o presente sem perder o habito de sonhar e desejar o melhor para nós.
Eu te quero por inteira, corpo, alma e coração. Quero sonho, mas também quero manter os pés no chão. Quero acordar e saber que foi tudo real e que os sonhos são tão bons quanto. Quero você, meu melhor sorriso, minha melhor invenção... a menina mais bonita da cidade.
Porque amar é assim, é sentir, é gritar é tentar expressar de algum modo. Porque eu te amo e não preciso ter medo de dizer isso muito menos de sentir.

domingo, 11 de setembro de 2011

A falta de você

Era fim de tarde, o expediente havia acabado e eu me dirigia para o ponto de ônibus para enfim tentar chegar em casa e poder descansar.
Dentro do coletivo a hora parecia ser eterna e quanto mais demorava pra chegar mais eu sentia o cansaço bater, olhei para o céu já havia escurecido e vi radiante no céu a lua e as estrelas. Aumentei o volume do fone de ouvido para tentar não ouvir o que as pessoas falavam, foi quando me desliguei do mundo e fiquei a observar o céu e pensar em muitas coisas ao mesmo tempo, acabei fechando os olhos e tirando um cochilo.
"Ela me observava e chorava em meu ombro toda a sua decepção, eu era apenas uma amiga que acabará de estender o ombro para que ela chorasse sua raiva naquele momento. Poucas foram as palavras, ela apenas me agradecia por esta ali ao seu lado em um momento que ela dizia ser difícil pra ela, eu entendia perfeitamente porque eu ainda me sinto assim."
Depois de alguns segundos, me lembrei que eu estava dentro de um coletivo e que eu precisa abrir os olhos para saber onde estava, o fiz. Estava perto de casa, ao desembarcar do mesmo o senti leva-la para bem longe de mim, caminhei pela rua vazia até em casa. No meu quarto o frio e o vazio de sempre.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Desespero de uma alma que não aprendeu sobre o desamor

Eu procurava um alguém ou um simples olhar que me fizesse voltar, que me fizesse entender os rumos da vida. Eu procurava por ela em um lugar estranho, desabitado. Eu caminhava com pressa e perdida por becos escuros, por lugares destruídos e desabitados, eu andava perdida tentando achar o sorriso que me fazia ver a vida da melhor maneira.
Eu cai e a chuva veio molhar o meu corpo fadigado de tanto procurar por alguém que não existe, as lágrimas brotavam em minha face desesperada, eu tentava gritar mas a minha voz ninguém ouvia, eu não sabia onde estava e muito menos para onde ia.
O desespero me encontrou frágil sentada na calçada, mas ao longe eu conseguia ver a sombra de uma pessoa, que tentava se aproximar mas algo a impedia, seus gritos ecoavam mas eu não conseguia entende-los. O desespero bateu, a vontade de fugir, sair daquele lugar era muito forte, porém eu não tinha força para me mover.
Ainda sentada na calçada senti meu corpo todo doer, minha alma desprender do meu corpo e meu coração ameaçar parar de bater, era uma sensação totalmente estranha. Eu apaguei e quando meu corpo encontraria o chão, senti que braços me seguravam e uma voz feminina dizia "Vai ficar tudo bem, confia em mim". Era uma voz conhecida, meu coração voltou a bater forte, frio na barriga, mas eu ainda não conseguia abrir os olhos. 
Acordar daquele sonho era voltar para a triste realidade de dias cinzentos e vazios.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Era eu e um sentimento


Ela veio correndo em minha direção, gritos desesperados e um abraço. Caímos ao chão e ela sorria como quem dizia, que bom te ver de novo. Levantamos, sacudimos a poeira e a fala se foi. Nada sai da boca dela nem da minha, mais risos, porém dessa vez eram risos envergonhados pelo silêncio ou talvez pelo tombo. 
Ela pegou minha mão, me puxou para a galera e me fez curtir a noite toda, ela me puxou em um canto e deixou as palavras de lado, era apenas olho no olho, lábios próximos e sua mão macia em minha face cansada. Ela sorria e eu viajava em pensamento querendo parar o tempo, querendo não mais acordar daquele sonho. Eu olhava ao meu redor e não via nada, via apenas ela me fazendo sentir o que nunca havia sentido antes. Me fazendo ser apenas eu, criança inconsequente, pseudo adulta, sobrevivente do caos dos dias.
Eram juras sem citar uma palavra, eramos cúmplices de um sentimento que não podíamos descrever, era eu e ela e todo aquele amor. A noite foi chegando ao fim, o dia amanhecendo e ela se indo... 
Ao nascer do sol eramos eu e meus pensamentos sentados em um banco qualquer, olhando o movimento das ruas. Era eu, pensamentos e lágrimas de uma noite em vão, de um sonho sem fim. Era eu e todo o amor que nunca vai passar.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Viés noturno


Alguém bateu a minha porta corri abri-la e havia apenas um envelope no chão, peguei-o, entrei e o joguei na mesa sem dar importância a tal, sem nome, sem destinatário. Fui até a cozinha abri a geladeira peguei algo para beber e caminhei em direção a janela, observei a chuva fina que caia lá fora, voltei meus olhos para o envelope sob a mesa. Sentei-me no sofá e resolvi abri-lo para saber qual seu conteúdo, era uma carta.
Largada no sofá lendo-a, lágrimas encontravam o chão e a garrafa suada sob a mesa já não me entendia mais. Li e reli a mesma por inúmeras vezes, eu não conseguia acreditar no que estava escrito. Garrafas atrás de garrafas e de repente eu não sabia mais o que fazia, apenas não conseguia parar de chorar e sentir o coração em pedaços dentro de mim. Meio cambaleando fui até o quarto, carta em uma das mãos e a garrafa na outra, abri uma caixa e joguei a carta lá dentro, uma caixa com fotos e lembranças do passado. Voltei arrastada para a sala, puxei uma cadeira perto da janela e fiquei olhando o céu negro, chuva e a luz das ruas, tentando não pensar em anda e pensando em muita coisa ao mesmo tempo.
Acordei largada no sofá, não sei como cheguei até ele, mas não havia garrafas nem bagunça na casa. Havia um bilhete sob a mesa dizendo bom dia e alguém na cozinha preparando o café. Eu havia sonhado ou estava sonhando?
Levantei e fui caminhando até a cozinha, antes de chegar até lá senti uma forte dor no peito, cai no chão e acordei com a cara amassada e cheia de marcas do sofá, era apenas mais uma brincadeira do subconsciente, porém rente ao peito estava a carta.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Uma brincadeira do subconsciente

Ao acordar senti que havia alguém a me observar, abri os olhos bem devagar temendo ser um sonho que podia levar-me a imaginar o que não queria. Olhei ao meu redor e vi que alguém estava sentado ao lado da porta do quarto com um copo meio vazio e um cigarro na mão.
Sentei na cama, esfreguei os olhos e vi um corpo feminino no contraste da escuridão, ela encheu o copo com o líquido de uma garrafa que eu não conseguia identificar o que era, aliás tudo não passava de uma sombra. Quando fui perguntar quem estava ali, ela falou primeiro "Aceita?" Me deu seu copo e ao beber senti minha garganta queimar, ela se aproximou e eu não conseguia vê-la, apenas sentir seu perfume. Perfume que me deixava sem ar me fazendo ir além das barreiras da imaginação, era ela eu tinha certeza. Sua mão corria minha face e meu coração acelerado não sabia como agir, ela me dizia meias palavras ao pé do ouvido, um beijo e eu despertei sentindo seu cheiro ainda no quarto.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Registro I

Esbarrei em alguém e algo caiu no chão, não me recordo onde estava e quem passou por mim, apenas acordei com uma pulseira nas mãos.
Pensei que tivesse sido um sonho ou um pesadelo, minha cabeça girava e meu corpo dolorido da noite passada dava sinal de ressaca. Olhei para aquela pulseira, era igual a uma que havia lhe dado a um tempo atrás, pensei ser impossível ela ter vindo de você e logo imaginei que era de outro alguém. Mas nada adiantou, eu só conseguia olhar para a pulseira e ter quase certeza de que era sua, em um ato desesperado com a cabeça ainda rodando, peguei o telefone e liguei pra você.
Você me chamava de louca, gritava comigo e logo em seguida desligou o telefone, sem entender nada eu fui atrás de você, ao te encontrar, você estava abraçada com outro alguém, sorrindo e dizendo amá-lo, meu mundo acabou naquele instante. Sem que você me visse me virei e fui embora, peguei o telefone e liguei pra você, deixei um recado dizendo que nunca mais iria aparecer na sua vida, que você não saberia mais de mim.
Sentada no mirante olhando os carros passarem eu decidi abrir mão de tudo e fugir, fugir pra onde eu sabia que não iria lhe encontrar, não iria lembrar de você em cada esquina.
Chegando em casa fui logo pegando uma mochila e algumas roupas, peguei dinheiro e sai sem falar com ninguém, eu estava abrindo mão de tudo por um motivo que eu não sabia qual era. Quando cheguei a rodoviária meu celular tocou, era você, atendi e disse que estava indo embora, você me pediu para esperá-la porque você tinha algo a me dizer, eu disse que era tarde demais para palavras.
Enquanto esperava o ônibus, você apareceu correndo, meio desesperada. Veio gritando, me pedindo para não fazer isso, olhei em seus olhos e disse "Você poderia sair dos meus sonhos e fazer parte da minha vida."

Então acordei, era apenas o subconsciente fazendo a tormenta dentro de mim, fazendo eu não saber mais como agir.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mais uma dose


Mais uma dose de silêncio, mais uma noite fria sozinha. Procuro por amigos, mas isso é algo que nunca tive. Meus melhores e piores momentos eu vivi acompanhada por um copo, garrafas, cigarros, cinzeiro e isqueiro.
Mais uma dose de você, me embriagar, me perder e ao mesmo tempo me encontrar em teus braços, abraços e beijos para dizer que tudo não passou de um pesadelo, dormir e ao acordar ver que você ainda está aqui, deitada ao meu lado, abraçada comigo, meu anjo.
Mais uma dose de amnésia para esquecer o que foi ruim, palavras em um papel, frases de amor ao pé do ouvido, volta.

Mais um copo, por favor! Não estou sozinha, a solidão veio me fazer companhia, traga uma cadeira e sente-se ao meu lado, veja a vida passar e as pessoas irem embora. Eu só queria voltar, não no tempo e sim para você. Voltar a fazer parte do que você chama de sua vida.
Mais alguns minutos, horas, dias, semanas e meses. Dê tempo ao tempo, traga ao pensamento aquilo que te fez sorrir, eu trago você sempre que penso na vida. Me ensina a esperar, me ensina a querer viver sem você, quero descobrir como é ficar longe e não sentir saudade.
Quero aprender a olhar com os olhos de quem agradece por um dia ter feito parte da sua vida, me ensina a agradecer por tudo que já vivi, me ensina a agradecer por te amar. Só não me ensina a te esquecer, isso eu não quero.

Quero lembrar com lágrimas nos olhos, quero lembrar e sorrir, quero lembrar e dizer "Foi perfeito do jeito que foi." Quero lembrar e poder lhe dizer, te ligar em noites de insônia e dizer "Sinto sua falta!"
Quero poder te ver, te abraçar e dizer "Obrigada!" Quero o que não posso querer, quero tanto estar perto e o fato de não poder me corrói, quero você.
Quero dizer que o tempo não irá mudar o que sinto, eu simplesmente te amo e isso me fez descobrir o sentido da palavra SEMPRE!