Sentada naquela velha
sacada olhando aquele mesmo céu que outrora estava ensolarado, mas que agora
parecia chorar comigo. Comecei a pensar em momentos, em situações, tentava a
todo custo por os pés no chão. O irreal havia tomado conta da minha vida, eu
estava cansada disso.
Peguei
a carteira, maço, chaves e sai de casa. Descendo pela escada sem nem prestar
muita atenção em quem subia eu passei por alguém que usava o mesmo perfume que
ela, me virei e não havia ninguém. Subi alguns degraus e nada, voltei a
descer. Entrei no carro e mal conseguia ligá-lo de tantas lágrimas que
escorriam pelo rosto. Encostei a cabeça no banco, fechei os olhos respirei e
então alguém bateu desesperada na minha janela, eu assustei e quando olhei para
o lado ela estava ali toda ensopada e tremendo de frio. Sai do carro no mesmo
instante e subimos, ela tomou um banho quente, trocou-se e eu fiz um
achocolatado para ela beber, bem quentinho:
-
Obrigada. - Ela respondeu.
-
De nada, apenas não me assuste mais daquela maneira (risos).
-
Desculpa.
-
Agora me diz, por que veio até aqui?
-
Preciso de um motivo?
-
Sim!
-
Desculpa, eu estava me sentindo meio mal, sozinha e você disse que sempre
estaria aqui quando eu precisasse.
-
Quem deve se desculpar aqui sou eu, pelo o que não disse ainda. Eu estou aqui, o
problema é que você só lembra de mim quando "todos" lhe viram as
costas. Assim nem eu aguento, ninguém aguenta. Desculpa, mas eu coloquei os pés
no chão hoje.
Ela
levantou-se e foi em direção a porta, corri e coloquei-me a sua frente, ela
chorava. Abracei-a e pedi perdão, enxuguei suas lágrimas a levei na direção do
meu quarto. Deitamos na cama e ficamos ali abraçadas:
-
Conta uma história pra mim?
-
Meu bebe quer ouvir uma história?! Que belezinha (risos)
Ela
acabara de abrir aquela sorriso lindo para mim, meu coração agradecia.
-
Eu quero.
-
Vou contar a história de uma menina que tinha tudo e ao mesmo tempo nada...
Fui
interrompida pela campainha, deixei-a no quarto e fui abrir a porta. Ao abrir
só me lembro de estar no chão e com muita dor no rosto, ouvia gritos e
xingamentos, pessoas discutindo. Levantei meio tonta, fechei a porta e fui para
o quarto, minha boca sangrando e eu sem entender, de repente me deparo com mais
alguém no meu quarto a ponto de agredir o meu amor. Entrei na frente a puxei
para trás de mim...
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