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domingo, 13 de novembro de 2011

Heroína da Minha Viva

Sentada naquela velha sacada olhando aquele mesmo céu que outrora estava ensolarado, mas que agora parecia chorar comigo. Comecei a pensar em momentos, em situações, tentava a todo custo por os pés no chão. O irreal havia tomado conta da minha vida, eu estava cansada disso.
Peguei a carteira, maço, chaves e sai de casa. Descendo pela escada sem nem prestar muita atenção em quem subia eu passei por alguém que usava o mesmo perfume que ela, me virei e não havia ninguém. Subi alguns degraus e nada, voltei a descer. Entrei no carro e mal conseguia ligá-lo de tantas lágrimas que escorriam pelo rosto. Encostei a cabeça no banco, fechei os olhos respirei e então alguém bateu desesperada na minha janela, eu assustei e quando olhei para o lado ela estava ali toda ensopada e tremendo de frio. Sai do carro no mesmo instante e subimos, ela tomou um banho quente, trocou-se e eu fiz um achocolatado para ela beber, bem quentinho:
- Obrigada. - Ela respondeu.
- De nada, apenas não me assuste mais daquela maneira (risos).
- Desculpa.
- Agora me diz, por que veio até aqui?
- Preciso de um motivo?
- Sim!
- Desculpa, eu estava me sentindo meio mal, sozinha e você disse que sempre estaria aqui quando eu precisasse.
- Quem deve se desculpar aqui sou eu, pelo o que não disse ainda. Eu estou aqui, o problema é que você só lembra de mim quando "todos" lhe viram as costas. Assim nem eu aguento, ninguém aguenta. Desculpa, mas eu coloquei os pés no chão hoje.
Ela levantou-se e foi em direção a porta, corri e coloquei-me a sua frente, ela chorava. Abracei-a e pedi perdão, enxuguei suas lágrimas a levei na direção do meu quarto. Deitamos na cama e ficamos ali abraçadas:
- Conta uma história pra mim?
- Meu bebe quer ouvir uma história?! Que belezinha (risos)
Ela acabara de abrir aquela sorriso lindo para mim, meu coração agradecia.
- Eu quero.
- Vou contar a história de uma menina que tinha tudo e ao mesmo tempo nada...
Fui interrompida pela campainha, deixei-a no quarto e fui abrir a porta. Ao abrir só me lembro de estar no chão e com muita dor no rosto, ouvia gritos e xingamentos, pessoas discutindo. Levantei meio tonta, fechei a porta e fui para o quarto, minha boca sangrando e eu sem entender, de repente me deparo com mais alguém no meu quarto a ponto de agredir o meu amor. Entrei na frente a puxei para trás de mim...

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