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domingo, 16 de junho de 2013

Pensamentos Inconscientes

Eram 7h50 da manhã de um domingo cinzento. Já tinha perdido o sono há algumas horas. Saí da cama com muito cuidado para não acordá-la, coisa que não exigia muito esforça já que sempre dormia como uma pedra era um urso. Fiz um chá e fui sentar na sala, onde me aconcheguei no sofá. Ali, sentada em seu “apertamento”, que só tinha livros, rabiscos e cigarros espalhados, obsevei algumas coisas minhas jogadas, talvez tivesse mais de mim ali do que dela.

Pensamentos me atormentavam e lembranças recentes me faziam chorar como uma criança sem a mãe. Comecei a pegar as minhas coisas jogadas com o intuito de juntar tudo e ir embora antes que ela acordasse, deixando aquele pequeno apartamento grande com a ausência das minhas coisas. Coisas que davam vida aquele lugar deprimido.

Foi quando vi emoldurado e pendurado na parede, em um canto escuro da sala, nossa primeira foto, que sorriso lindo, a primeira carta que ela me escreveu, roubada das minhas coisas, me fazendo lembrar dos momentos lindos que tivemos e a última escrita, dedicada a mim, mas nunca entregue. Aquela carta nunca entregue me fez lembrar de todos os obstáculos que já passamos e a poucos centímetros daquilo, entre muitas palavras um me chamou a atenção, escrita em vermelho e bem grande: PERDÃO!

Tudo isso colocado estrategicamente para eu ver quando esse dia chegasse. Fiquei ali parada até escutar uma respiração atrás de mim, e em meio de pensamentos inconscientes, lágrimas e uma xícara de chá fria ela me puxou, me fazendo voltar para a cama.


Escrito por Fabiana Souza