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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Eu sabia que você não tinha uma boa imagem de mim, alias, ninguém tem mesmo, assim como voce imaginava isso, todas as outras pessoas imaginam. Não que eu ligue, até prefiro, assim evito de gostar de alguém ou que alguém goste de mim.
Eu fui prai com intenção alguma, eu nunca quis que voce muda-se seu ponto de vista sobre mim, mas em meio a todas as nossas conversas antes de dormir, aquelas sussurradas ao pé do ouvido, eu senti que algo poderia mudar ali, me senti com medo e não quis demonstrar.
Guria, eu não sei se tinha algum ponto de vista a seu respeito, mas confesso que já sentia ciúmes de voce antes de tudo isso acontecer, principalmente né, enfim.
Passar o final de semana ao teu lado e te conhecer realmente me fez ter um ponto de vista, aquele que eu implorei para não ter tão cedo, para não sentir, por puro medo.
Já ouvi muitos parenteses sobre o fato de gostar de alguém, sei que existem várias formas disso acontecer, mas acho que a melhor delas é quando voce tem uma visão, fecha os olhos e no meio de um beijo os abre para ter certeza que não é um sonho, pra ter certeza que aquilo ta acontecendo de verdade, então os fecha de novo e quando os abre, eles brilham de uma forma diferente, eles vem as coisas ao redor de uma forma diferente.

"A gente tava deitada, era domingo, vc estava em cima de mim me beijando, eu fechei os olhos e me senti num sonho, prestes a acordar, então quando voce parou de me beijar e eu te olhei de novo, eu me senti em um abismo sem volta, eu só tinha um opção, me jogar e, eu me joguei. Só não imaginava que voce me segurar daquela forma."

Eu nunca quis voltar pra minha realidade, eu a sinto vazia, eu sinto uma puta falta do caralho de voce, eu acordo desejando o dia que vou acordar ao teu lado de novo, eu durmo implorando pro teu corpo ta aqui comigo pra eu me encaixar, sentir teu lábio e dormir em paz.
Voce me acalma, me traz paz, me faz melhor e eu, sou desse jeito que te permitir conhecer, sou mais viadinha ainda, mas isso voce descobre com o tempo, se quiser.
Eu gosto de voce de um jeito que eu não sei definir muito bem, é ciúmes misturado com o fato de não poder cobrar ou esperar muito de voce, voce é livre pra fazer as escolhas que julgar serem melhores pra ti, eu infelizmente sou um pouco ausente fisicamente, logo voce encontra outra pessoa pra sentir algo assim (talvez, não sei), logo o tempo me apaga de voce, todos esses vestigios que deixei, logo não existiram mais. Porem em mim eles vão resistir ao tempo, eu não sou de ficar por ai "pegando geral", quando eu gosto de alguém eu perco oportunidades, digamos assim, por ter uma esperança de que um dia algo pode mudar e eu não querer dar passos em falso e foder com tudo.
Eu vivia um dia de cada vez por isso, agora eu ando medindo meus paços. Voce me deixou te conhecer, me permitiu gostar de voce, e eu, eu gostei, eu gosto do seu jeito louco, bobo e ciumenta de ser, eu gosto da forma que voce olha pra onde eu to olhando, preocupada se eu vou achar outra coisa. Acontece que eu não quero mais nada, eu só quero voce.
Se tudo isso não significar nada pra voce, não responda e me esqueça, mas se isso significar algo, deixa o teu jeito de não falar sobre sentimentos de lado, eu preciso saber deles agora.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Proposta Indecente pt.2

Acordei jogava no sofá com garrafas para todos os lados, bitas de cigarro também. Ela estava vestida e eu também, acabei lembrando que a recusei por causa da bebida, mas a luz do dia a deixava muito linda, até pensei em algo mas levantei de vagar para não acorda-la.
Levantei e peguei um cobertor, fechei a cortina da sala e ela se arrumou no sofá, inconsciente mas o fez. Aproveitei e dei uma geral na casa, fui passar um café e só então ela acordou, perdida e confusa.

- O que aconteceu?
- Bom dia guria, bebemos muito e caímos no sono, apenas isso.
- Aah, lembrei, verdade você me recusou, risos.
- É. - Eu estava vermelha de vergonha, sentia meu rosto queimar.

Ela veio se sentar comigo na cozinha e tomamos um bom café meio amargo pra poder melhorar da ressaca, logicamente, fumando.

- Quer tomar um banho ou quer que eu te leve embora.
- Agora eu não quero nada, apenas tomar esse maravilhoso café.
- Então eu vou pro banho rapidinho.
- Uhum, eu não vou fugir não, relaxa.

Eu sabia que ela não fugiria e olhar pra ela estava me dando vontade de agarra-lá, era a carne e o desejo falando, como eu podia ser assim, as vezes me assustava com isso. Mas como eu vivia um dia de cada vez, porque faltava aquela pessoa que me prendesse, eu não ligava muito pra isso.
Entrei no banho, água quente caindo no corpo e nenhum pensamento, só minha dor de cabeça monstruosa pela excesso da noite.
Então eu senti um abraço, uma boca nas minhas costas e uma mão na minha barriga, me puxando e me apertando, me beijando e desejando.

- O que você ta fazendo guria?
- Matando a minha curiosidade e vontade, cala a boca e curte o momento.

Me virei, ela estava nua, a puxei e a beijei. As mãos dela percorriam todo meu corpo e as minhas cada vez mais embaixo, ela estava me deixando louca. A puxei pela nuca, ela se ensuava e provocava, ela era completamente safada. Fechei o chuveiro e a carreguei pra cama, ela tinha domínio da situação, sentou em cima de mim e se esfregava com vontade, a virei na cama e fui direto para chupa-lá, ela ainda se fez de difícil, mas quando comecei, ela puxava meu cabelo, gemia alto e me pedi pra fazer com mais força.
Quanto mais eu chupava ela, mais ela queria, com gemidos altos e movimentos com o corpo, ela me enlouquecia de tesão. Eu a sentia gozar e respondia a seus pedidos, ela me puxou pelo cabelo e inverteu a situação de novo, sentada em mim ela se esfregando e passando a mão nas minhas costas sussurrou ao meu ouvido "Você sabe como enlouquecer uma mulher com sua língua, isso é perigoso e antes que fique ainda mais eu vou embora".

Ela se levantou, vestiu-se e foi embora.

Proposta Indecente

Estava cedo para começar a beber, o sol ainda não havia se posto e eu já havia fumado um maço, me troquei, sai como um foguete pela porta do apartamento, desci 5 lances de escada porque não estava com paciência pra elevador, desci correndo como se eu fosse uma heroína e fosse salvar o mundo naquele momento, nada mais era do que a vontade de ver o sol se pondo.
Praça cheia de crianças, horário de saída de escola, eu no carro sem atenção ou concentração alguma pra dirigir, apenas olhava o céu, loucura eu poderia matar alguém naquele estado, mas me lembrei que já havia dirigido pior não feito mal a ninguém.
Fui até um pico ver o por do sol e fumar, quando a noite surgiu e trouxe consigo a lua cheia, eu entrei no carro e fui para o bar, eu precisa beber e esquecer o que poderia vir a pensar. Dentro do carro o celular tocou, número desconhecido aquela altura do campeonato eu não atenderia mesmo, acho que nem se minha mãe me ligasse pra dizer que estava com saudades eu atenderia.
Cheguei no bar estacionei um pouco longe como de costume, desci do carro e deixei o celular lá dentro, não queria nada tirando meu foco de ficar bem um dia na vida. Entrei estava tocando uma rádio qualquer local, só sei que era essas músicas pop que todo mundo canta sem saber o que diz, mas ela tinha uma melodia gostosa pra caramba e havia uma mesa com 5 amigas cantando-a. Me sentei em uma mesa para duas pessoas e pedi um cerveja, a de sempre, ser fregues a tanto tempo tinha lá suas vantagens.
Eu estava na quarta garrafa quando me deparei com olhares fixos vindo da outra mesa, eu já havia notado olhares fugitivos (quando a pessoa não sabe se olha ou disfarça), mas agora ela nem piscava, virava o copo obsecada em mim, apenas olhei e sai pra fumar, ela foi atrás e me pediu o isqueiro emprestado.

- Me empresta o isqueiro?
- Claro.
- Obrigada! Você vem sempre aqui pelo visto né?
- De nada, as vezes só. - Eu não queria papo.
- Desculpa ser tão intrometida assim, é que não pude deixar de reparar como é bonita - Nessa hora eu me olhei de cima a baixo, de camisa lisa, jeans surrado e um vans velho no pé, sério que eu era bonita daquele jeito, risos.
- Obrigada.

Joguei a bita fora pedi licença e voltei pra minha mesa, sentei de costas para a mesa delas agora, foi até sem querer mas veio a calhar, eu não queria mesmo papo com ninguém.
Dessa vez pude observar uma mesa com um casal de lésbicas, quanta melação pra pouco espaço, tava me cansando o olhar, resolvi olhar o teto e beber, olhar os lados, olhar o bar todo mas lá não, aquele casal me fazia pensar no que eu não tinha e no que eu queria ter, logo meu pensamento foi invadido pela minha pequena e eu estava ficando bêbeda o suficiente pra fazer merda, minha sorte era ter deixado o celular no carro.
Eu voltei meu olhar para o casal, agora havia uma terceira pessoa em pé a frente delas e uma gritaria começou, era a guria que me pediu o isqueiro a pouco, ela estava cantando uma das gurias e a namorada mandando ela voltar pro lugar dela pois não queria confusão, ou seja, confusão formada.

- Olha aqui sua piranha, você estava quieta lá na sua mesa e a gente não havia te notado até você vir aqui, então volte pra lá e para de dar em cima da minha namorada.
- Mas ela tava me olhando, eu não posso fazer nada se sou melhor que você!
- Não ela não estava te olhando sua vagabunda.

Aquilo ia longe ainda, eu paguei a conta e estava saindo quando um copo arremessado acertou minhas costas, puta da vida me virei para ver quem havia feito e a guria venho correndo na minha direção.

- Puta que o pariu, me desculpa, não era pra te acertar era pra acertar aquela vadia que ta dando em cima da minha namorada.
- Da próxima usa a mão pra bater e não o copo cheio.
- Me desculpa mesmo viu.
- Tudo bem vai, normal brigas acontecerem nesse bar. - Eu olhei por cima dos ombros dela e vi a vadia beijando a namorada dela, ela se virou.
- Filha da puta!

Ela foi correr pra cima das duas eu a puxei pelo braço e a segurei pela cintura e só a olhei como quem dizia, seja superior a isso.

- Vamos sair daqui, vai ser melhor pra você.
- Vamos sim.

Ela aos prantos foi para fora eu fui até a mesa, peguei a bolsa dela e sai. Mostrei onde estava o carro, abri a porta pra ela e saímos. Sem rumo, apenas saímos dali, por mim eu procuraria outro bar, precisa beber mais, muito mais.

- Por que ta fazendo isso por mim?
- Não sei guria. - Acendi um cigarro e ela tomou de mim para fuma-lo.
- Sério eu não te conheço e você me "salva" assim.
- Você só não merecia ficar lá sozinha depois do que aconteceu.
- Quero beber mais, me acompanha?
- Tudo que eu queria ouvir.

Fomos pra casa, sentados no sofá enchendo a cara ela me falou um pouco dela, eu estava ficando muito bêbada e sabia que logo não lembraria de muita coisa, mas foda-se também, não estava me importando mais.
Ela veio pra cima de mim, tentou me beijar e quando conseguiu sentou em mim e foi ficando fácil, fácil até demais, empurrei ela para o lado e disse que era a bebida fazendo isso, melhor seria deixar pra lá.
Dormimos jogadas no sofá em meio a garrafas e bitas de cigarro.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Diga

Os dias já não faziam sentido, eram todos iguais e meus pensamentos vidrados em ti, eu olhava sua foto o tempo todo, todo dia e jogava o celular longe pra parar mas era impossível, era um cigarro atrás do outros, eu lembrava do teu beijo e de seus bordões, eu lembrava da nossa conversa, eu sentia sua falta como nunca senti a de ninguém antes.
Eu sentia vontade de chorar, de fazer você desaparecer da minha vida, mas eu não conseguia, quanto mais eu tentava te afastar do meu pensamento mais eu pensava em você e em como eu te queria, isso estava me deixando louca, eu poderia ta perdendo a oportunidade de conhecer alguém por não me permitir, por só pensar em você, mas eu não ligava, eu não me importava, eu gostava desse sentimento, você me fazia bem ate quando deveria ao certo estar fazendo mal com tudo isso.
Era estranho, era algo ingenuo, sincero até onde eu não aguentava mais.
Era noite, eu enchi a cara e o cigarro estava acabando, a unica coisa que as vezes conseguia me afastar de você, mas eu lembrava o quanto você também fumava e ria sobre isso, pensando que poderíamos de longe estar fazendo a mesma coisa, exceto pelos pensamentos, eu sabia que eu não fazia parte dos seus, tinha completa consciência disso.
Eu me joguei no sofá e acendi o ultimo cigarro, sabia que depois dele eu possivelmente dormiria, ou sonharia acordada como de costume.

"Você chegava toda feliz, pulava em meus braços, me abraçava forte e agradecia, te segurei forte e rodamos até você me dar um tapa no ombro e eu te soltar. Saímos andando, estávamos em um parque, conversando e rindo e lógico fumando né, porque somos viciadas nisso (risos).
Sentamos perto de umas arvores, sombra é sempre bem vinda, você me falou como esta se sentindo sobre tudo que acontecia e eu fiquei quieta, não poderia abrir a boca que ia acabar falando sobre o que você não queria ouvir.
A noite caiu e fomos embora, te levei pro meu apartamento pra gente tomar um vinho e continuar conversando, eu cheguei e fui direto pra sacada, você atrás de mim, sentou e eu entrei pra pegar o vinho e as taças, ali ficamos sentadas, bebendo, rindo e fumando até a hora que eu não respondi mais por mais, você sorria feito uma criança de uma brincadeira minha, me chamava de boba e eu então te segurei pela nuca e te puxei, eu senti meu corpo arrepiar todo ao tocar seu lábio macio, te segurei pela cintura e te puxei de novo, agora você estava sentada na minha perna, minha mão na sua cintura começava a correr pelas suas costas, eu puxava de leve seu cabelo te conduzindo numa dança perigosa, você deixava.
Te peguei no colo e te levei pra minha cama, te beijando o pescoço fui levantando sua blusa até tirá-la, minha boca agora percorria seus ombros, descia pelo peito e chegava até sua barriga, que você encolhia respirando fundo, subi te beijando e sua respirando começava a ficar mais forte, minhas mãos terminaram de tirar o resto das suas roupas, você estava completamente nua na minha frente, você sorria, mordia minha orelha, eu percorri seu corpo com a boca até chegar onde queria, comecei a te chupar e você gemia, respirava ofegante e isso me deixava cada vez mais louca."

Eu abri o olho com o sol batendo na minha cara, tinha amanhecido e estava frio, mas eu estava suando, com a camisa molhada de suor e com o celular na mão aberto na foto dela e havia uma mensagem, mas não era dela, era de quem eu disse não pra poder espera-la. Eu estava ficando literalmente louca.

domingo, 13 de julho de 2014

Eu estava motivada a dar um jeito nas coisas, ela era uma garota legal, realmente merecia outra chance e se depois de todas as brigas e pequenas discussões ela ainda estava ali, devia gostar pelo menos um pouco de mim. Fui até a casa dela, começamos conversando, estávamos sozinhas em seu quarto, como de costume logo ela estava no meu colo.
Me beijava como se estivesse esperado todo tempo por aquele momento, mas eu não sentia o mesmo. Aquela boca que antes era tão atrativa, naquele momento não se diferenciava muito das outras e, aquele olhar de ressaca que costumava me puxar só me mandava mais pra longe. Mesmo assim insisti.
Deitei-a na cama, suas mãos correndo pelas minhas costas e um único pensamento em minha cabeça "eu preciso tentar, preciso fazer isso". Corri a mão pela sua barriga, enquanto beijava seu pescoço, apertei-a forte na cintura como sei que ela gosta, ela abriu um sorriso, fiquei feliz. Continuei descendo minha mão até alcançar o meio de suas pernas, ela gemeu. Entretanto não me senti excitada como de costume, e aquela vontade de possui-la que antes me dominava já não estava ali, pelo contrário.
Fechei os olhos e logo estava longe, bem longe daquele quarto. Você estava comigo, seu cheiro invadiu minha mente, deixei-me levar, seu sorriso, seu toque, parei de ouvir tudo o que acontecia a minha volta. Parei tudo que estava fazendo, deitei ao lado dela sem entender o que estava acontecendo. Você estava ali, dentro de mim.
Acendi um cigarro. Meu deus como ela odeia cigarro,. "Vamos ter que dar um jeito nisso", ela disse tirando-o das minhas mãos, foi então que percebeu. Meu olhar distante. Eu não estava ali, não estive ali em nenhum momento daquele dia. Ela sorriu e disse, "As coisas mudam rápido, não imaginei que ia ser to rápido assim". Eu sabia que ela sabia, não me dei ao trabalho de explicar, me vesti e fui embora.
Aquilo nunca tinha acontecido comigo antes, pensei, "Devo estar maluca. Com certeza estou maluca", seria to fácil ficar com ela agora, mas desde que você chegou as outras pessoas ficaram simplesmente desinteressantes.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Insanidade

Eu andava bebendo mais que o normal, aquele estado de embriagues me fazia chegar mais perto dela, eu estava virando uma alcoólatra da saudade que aquela guria me causava. Todos os meus vícios estavam piorando com tudo aquilo, era 3 maços por dia, litros e mais litros de cerveja e alguns bons de whisky, eu já não tinha mais como manter aquilo tudo por muito tempo.
Os dias iam passando e eu não conseguia seguir minha vida, a cada rosto eu via o dela. A cada mulher que eu tentava me relacionar era nela que eu pensava, era ele que eu via e queria o tempo todo, aquela guria estava me enlouquecendo de verdade, antes o que eram transtornos e sessões de analise, hoje nem elas resolviam mais.
Eu peguei o carro e sai por ai, andando sem rumo até o celular tocar e eu parar em frente a uma padaria, desci para comprar mais cigarros e atendi.

- Alô?!

Então o telefone ficou mudo e a pessoa desligou, até hoje não descobri quem ligou, eu só consegui ouvir uma respiração do outro lado e logo peguei o telefone para ligar para ela, mas desisti quando senti alguém esbarrar em mim.

- Quanto tempo, quem diria que te encontraria do outro lado da cidade numa noite tão linda.
- Ah, oi, pois é.
- Fumando pra esquecer?
- É, você me conhece muito bem mesmo, não tem como mentir pra você.
- Quer ir pra algum lugar fumar e conversar?
- Ta, pode ser.

Eu não estava me importando muito com aquela presença, mas sabia que seria bom se eu conseguisse falar com alguém a respeito da minha saudade e insanidade.
Ela fui levando o carro e eu apenas fumando e falando igual uma não sei  o que, ela as vezes ria e dizia, nossa eu já vi isso antes. Quando reparei estávamos na frente da casa dela.

- Esqueci que você é louca. Por que me trazer aqui?
- Vamos entrar e eu te digo.

Entramos e então ela abriu um whisky, serviu dois copos e sentou no meu colo de frente pra mim, me prendeu no sofá com seu corpo e começou a me beija, dizendo que me faria esquecer aquela guria, dizendo que ela seria toda minha e que seria a melhor noite da minha vida.
Mas não foi, quando ela começou a me beijar no pescoço e a passar a mão nas minhas costas, eu senti o toque de outra pessoa, senti a boca de outra pessoa e sem pensar duas vezes empurrei ela para o lado e sai, me levantei e pedi para ela abrir a porta pois eu ia embora. Ela veio para cima de mim como um furacão, me pegou de novo e começou tudo de novo, ela não me deixaria ir embora enquanto eu não matasse a vontade dela.
Eu me deixei levar pelo momento, mesmo pensando em outra pessoa eu estive com ela naquele momento, totalmente incompleta e ela sabia disso, mas ela quis do mesmo jeito, ela sabia que pra me curar de um amor só um novo amor ou um novo sexo, mas dessa vez ela errou, dessa vez tudo que eu sabia sobre mim estava errado.

Nicotina

Era nisso que pensava quando ela me vinha a cabeça. Eu já havia fumado porém não era um hábito frequente, mas ela me fez querer isso. Ela era embriagante e viciante como cigarros, e meus pensamentos sórdidos a respeito dela se misturavam em meio a fumaça que saia da minha boca. Eu tentei evitar, tentei realmente não me apaixonar por essa mulher, mas ela era extremamente excitante. O cheiro dela permaneceu na minha pele por dias e por mais que eu evitasse, aquela mistura de cigarros e perfume não deixava meu ser.
Fui então me adequando  a isso.
A ter pensamentos insanos sobre sorrisos e olhares, a acordar suada no meio da noite com aquela voz rouca na cabeça. Fui me acostumando a te-la por perto mesmo longe, a sentir seu cheiro mesmo quando ela não está por perto, fui parando de sentir medo e me deixando tomar pelo desejo. Fui deixando-a entrar, pouco a pouco e quando percebi, estava presa. Completamente presa em suas teias. 
Talvez ela tenha articulado tudo para que fosse assim, ou talvez ela nem se lembre de como foi, mas sinceramente não importava. Eu já estava ali, perdida, envolvida de todas as formas possíveis, afinal sempre fui movida pelas paixões, me fizessem elas bem ou não.
A chama é o que importa, saber que existe algo ali e que em algum momento vou poder sentir de novo, aqueles toques, aqueles lábios, o gosto da sua pele na minha boca. Não preciso de muito mais do que isso. Enquanto não tenho, fico com a nicotina.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Desejo

Eu acendi um cigarro, tentava olhar disfarçadamente para trás para que ela não percebesse meu olhar, mal sabia eu que intenções eram mutuas, eu continuei no meu canto sem dar sinais de intenção. Uma amiga apareceu e então vi que ela a conhecia, permaneci na minha sem demonstrar nada, ali não era lugar, já tinha histórias suficientes naquele lugar para querer mais uma.
A noite seguiu e os dias passaram, eu sabia que ainda viria aquela guria de novo, sabia que aquela noite não morreria ali e não morreu. Um acontecimento, uma frase e "boa noite, vamos conversar?!". Ali se iniciava algo que minha mente não imaginou, não se preparou e foi tudo meio rápido. Era o dia todo olhando a foto dela e deixando os pensamentos sórdidos bem a vontade para fazer a festa com o meu pensamento.
Eu dormia pensando e assim acordava, uma ligação, uma voz serena e bonita, doce, uma verdadeira melodia para os ouvidos. Ela não acreditava nas minhas cantadas baratas, mas foram as únicas verdades que a vida me ensinou a dizer, mas dessa vez existia um pouco mais que a intenção de uma simples noite em um motel, era um desejo que crescia dentro de mim para ser saciado aos poucos, esse desejo insolente, me fez perder noites de sono, me fez dizer coisas verdadeiras de mais para aquele momento, eu corria contra o tempo, contra a minha vontade.
Ela dizia acreditar, mas algo em mim dizia que ela me achava louca, de fato sou. Louca de desejo, de vontades e curiosidades, em uma noite minha mente a imaginou dentada sobre meu corpo, com algumas mexas do cabelo cobrindo seu rosto, escondendo seu sorriso bobo, minha mão deslisava pelas suas costas a dela pela minha barriga, sua boca encontrava minha nuca e a minha não encontrava ar para respirar, você me tirou o folego, então despertei de mais um sonho acordada, era tão real que por um instante pude sentir sua pele na minha, mesmo isso nunca tendo acontecido de fato.

domingo, 29 de junho de 2014

Um Sorriso Encantador

Fazia semanas que eu não dormi direito, era pesadelos um atrás do outro, mas algo me tirava o sono ainda mais, me fazia ficar pensando antes de dormir e sonhar acordada com algo que já havia acontecido e não chegado ao fim, aquele sonho real era uma provocação ao meu eu, eu não admitia que tal coisa acontecesse, mas não conseguia me livrar dos pensamentos, de certa forma eles me faziam muito bem.
Eu acendi um cigarro enquanto ficava olhando as pessoas na rua pela janela, mas quando desviava o olhar era o rosto dela que vinha na minha mente, essa guria estava me deixando louca, eu já não sabia mais o que pensar. Apelei para os calmantes para ter uma boa noite de sono.


"Ela dançava na minha frente, cantava bem baixinho tentando não me deixar ouvir sua voz, ela sorria e me dizia que eu era muito séria, quando arrancava um sorriso de mim, sorria ainda mais.
Ela tem um sorriso lindo, um jeito de viver a vida sem medo, isso prende a atenção da gente, um olhar fixador, eu não consigo esquecer aquele olhar, aquele beijo, aquele jeito de me abraçar e provocar.
Ela dizia quase que o tempo todo que ali não era o lugar certo, que querer não é poder, quanto mais ela provocava  mais me deixava com vontade de descobrir até onde ela poderia ir, na minha mente insolente, eu imaginava ela nua na minha cama, com seu sorriso lindo e sua mão pesada sobre o meu corpo, me apertando, arranhando e provocando. Eu beijava seu corpo todo, arrancando respirações profundas e gemidos contidos, quando mais fundo eu ia, mais ela se contorcia em cima de mim, me fazendo enlouquecer...
Eu não conseguia pensar em outra coisa."


Acordei com a respiração ofegante, suando e com ela na minha mente, acendi outro cigarro e desisti de dormir, o remédio não foi suficiente pra me fazer dormir por mais de 5hs, ela era perturbadora de mais e a distância deixaria isso cada vez mais excitante.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Ela andava com um caderninho onde anotava suas melhores ideias, era um publicitária nova e tinha uma memória um pouco falha as vezes, então quando ainda estava na faculdade adotou o método de anotar tudo que pensava, pra não passar carão como já havia acontecido tantas vezes.
Ela gostava de tomar café em uma cafeteria conhecida da cidade, eu gostava de ir lá pra ler e tomar um expresso, tinha o melhor expresso da cidade, ela nunca me olhara, mas eu sabia quem ela era pelos jornais e boca de conhecidos.
Nesse dia o café estava lotado, ela chegou pediu seu café e procurou um lugar para se sentar, até vir até mim:

- Se incomoda se eu me sentar aqui?
- Não, fique a vontade.

Eu continuei lendo e tomando meu expresso, na mesa uma folha e uma caneta, onde eu extraia as melhores frases do livro, ela olhou aquilo e voltou ao seu celular, tomou o café e saiu, eu não liguei muito o livro estava muito bom para eu reparar em outra coisa, eu terminei aquele livro e fui para casa, joguei o rascunho ao lado do próximo livro que iria ler e guardei o que acara de ler, acendi um cigarro e fui para a varanda do apartamento, estava frio e os casais ridículos andando abraçados e dizendo frases de amor, fiquei um tempo observando as pessoas enquanto fumava, quando percebi estava no terceiro cigarro e na primeira garrafa de cerveja.
Deixei tudo na cozinha, peguei um casaco quente e sai para andar e ver gente, eu fui até um mirante ver as luzes da cidade, mas de lá só se via a neblina, acendi outro cigarro, me sentei no chão do mirante e fiquei olhando pra lugar nenhum a procura de nada.

Passou um tempo aquela menina chegou e sentou ao meu lado e pediu o isqueiro emprestado, eu emprestei e então ela puxou assunto:

- Hey, você é a mina do café que dividiu a mesa comigo sem perceber, talvez.
- Sim, estava concentrada lendo, lá estava cheio e não tinha porque eu não dividir a mesa.
- Você tinha um rascunho, o que anota nele?
- Eu anoto as frases que causam algum efeito em mim, apenas isso.
- Interessante, eu anoto algumas coisas também, mas é para não esquecer, anoto minhas ideias.
- Entendi.

Me virei e continuei fumando, ela pegou o caderninho dela e anotou alguma coisa, não resisti a curiosidade:

- O que esta anotando ai?
- Uma ideia que me veio de passagem.
- Sou tão inspiradora assim? (risos)
- Ah, você sabe sorrir, sempre tão séria (muitos risos)
- Sem graça, vamos sair daqui vai, vamos tomar um vinho?
- Eu não bebo, aceito um café.
- Tudo bem, vamos tomar um café.

Voltamos ao café, sentamos e ela me acompanhou em um expresso.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A Falta da Realidade

Eu fechei os olhos tentando sonhar com algo bom, mas a todo momento eu me lembrava da nossa briga e dos tapas e xingamentos. Eu me lembrava a quão ridícula fui e como isso prejudicou tudo, eu só queria ficar com você, não queria te dar adeus ou dizer até logo, depois resolvemos tudo, isso não existe.
Foi um telefonema fora de hora, uma tentativa em vão. Tocou até cair na caixa postal, nada de mensagens, já passei dessa faze. Tentei ir atrás de você, mas descobri da pior maneira que deveria ter ficado quieta na minha.

Você estava naquele café que adora, tomando seu cappuccino com chocolate, comendo um pão de queijo quentinho, ele até estava fazendo como eu, assoprando os pedacinhos antes de dar para você comer para que não queimasse a boca, ele parece te conhecer melhor que eu, só estava esperando a vez dele de te fazer feliz. Eu havia perdido, entrei, comprei cigarros, você me viu, ele notou algo estranho e eu cai fora.
Algo me diz que se fosse em outra época você até viria atrás, implorando para eu não sumir ou fazer algo que nos prejudicasse, mas naquele momento, você não podia mais fazer nada, estava tentando da melhor forma seguir sua vida e me esquecer, como havia dito que faria (eu só não pensei que fosse tão rápido assim).

Eu sai na boa, parei em casa para tomar um banho e me trocar, queria reencontrar amigos se é que isso ainda era possível nesses tempos de hoje, me arrumei e fui para um Pub que havia na cidade, estava tudo diferente, mas as pessoas que frequentavam lá ainda eram as mesma, acho que a única coisa boa era isso, eu poderia conseguir os reencontros com amigos que queria.
O primeiro DJ começou tocando um house bem tranquilo, a banda do bar cantava Cazuza e isso me soava tão gostoso, estava me sentindo na sala do meu apartamento. Logo os casais começaram a chegar e isso me causou um pouco de inveja, vê-los felizes e se beijando me dava saudade da minha morena, mas eu tratei logo de olhar para outro lado, onde havia duas meninas conversando e olhando pra mim (aquela coisa de mulher, uma olha comenta a outra olha e diz se aprova ou as vezes isso da tão errado que só nos faz passar vergonha). Ela não tirava os olhos, até a amiga estava se incomodando com a situação, assim como quem não queria nada ela veio caminhado na minha direção, passou pelo bar e pegou duas cervejas, chegou até mim:

- Toma essa comigo?
- Claro que sim, obrigada.
- Você já veio aqui antes? Não me lembro de você!
- Vim sim, mas faz muito tempo isso, hoje vim aqui para reencontrar amigos ou ao menos tentar, mas vejo que já encontrei algo melhor.
- Opa, opa, calma ai, é só uma bebida.
- Você fuma?
- Sim, porque?
- Vamos pra área de fumante então?
- Tudo bem.
- Se quiser chamar sua amiga, pra ela não ficar sozinha eu não me importo.
- Sério?
- Lógico, afinal você veio com ela e não comigo (risos).

Fomos para a área de fumante que não era muito grande, mas era mais confortável do que de outros lugares que já havia ido, fumamos um cigarro enquanto as duas falavam um pouco de si, o que faziam da vida, essas coisas que considero chata quando não estou afim de nada sério com alguém.

- E você o que faz?
- Bom eu tenho um emprego norma, uma vida normal, fazia tempo que não saia sozinha e estou estranhando tudo isso. Mas até agora normal também.
- Terminou um namoro recentemente?
- Digamos que sim.

Essa indagação me fez lembrar tudo que vivi, momentos naquele Pub juntas dela, mas logo tratei de afastar esses pensamentos de mim, olhei para o lado e vi alguns amigos e tratei logo de despistar aquelas duas.

- Já volto meninas, vou ali cumprimentar uns velhos amigos.
- Tudo bem, estamos te esperando. (É aquele momento famoso que você vai e não volta mais).
- E ai cara quanto tempo, como vai a vida?
- Não acredito que você esta aqui, quanto tempo cara. Eu to bem sim e você e sua mina?
- Eu to bem, ela ficou em casa.
- Conta outra vai, você não sabe mentir.
- É cara, agora parece ser pra valer, rompemos e ela até ta saindo com outro cara.
- E você não perdeu tempo também né, tem duas minas ali que não param de olhar pra você, qual delas você ta pegando? Divide com os amigos poxa (risada).
- Na verdade to querendo despistar, topa?
- Demoro, pego bem quando você faz isso, simbora.

Saímos sem elas nos notarem (o que um minuto de distração não faz com a pessoa hein?!), fomos para outra área da casa onde estava rolando um pop rock animado, a galera dançando e cantando todas com a banda, peguei outra bebida e fiquei ali com meu amigo conversando e colocando o papo em dia, até ele pedir minha ajuda pra conseguir ficar com uma mina da casa.

- Aquela mina ali veio, ela é linda demais, deixa ela virar que você vai ver. – Ela virou, eu vi e quase desmaiei, era um dos meus rolos antigos da época de putaria quando não namorava, não podia acreditar que isso estava acontecendo de novo.
- Véio você vai me desculpar, mas eu não vou poder te ajudar se não eu vou ferrar sua noite, eu já fiquei com essa mina, tive um caso com ela antes de namorar e tudo mais, maior rolo e na moral, to de boa de trombar e trocar ideia com ela essa noite, então fica a vontade e vai fundo.
- Você e sua sinceridade, valeu mano. Eu vou lá, a gente se tromba ai.

Ele saiu eu dei uma volta e pude ver, dançando bem em frente ao palco uma guria linda de cabelos curtos, com alargadores e tatuagens, mas totalmente feminina. Ela rodopiava em um curto espaço e cantava se entregando a música e ao momento, eu apenas fiquei do bar olhando, não cheguei perto.
Ela estava sozinha, a música terminou ela saiu e veio na minha direção, quero dizer, na direção do bar onde eu estava. Pediu uma bebida e ficou observando a banda tocar de longe, ainda cantando todos os sucessos tocados por eles, ela deve ter ficado ali ao meu lado uns 30 minutos. Quando me virei para sair, ela olhou e foi atrás, mas não chegou perto, só foi fazer como eu, observar.


Eu fui para a área de fumante onde não tinha ninguém, pois todos os ambientes da casa estavam rolando boa música para todos os públicos, as duas malucas falantes tinham desaparecido, ela linda menina me seguiu até a área de fumante onde pediu meu isqueiro emprestado, apenas, não puxou assunto nem nada, foi pro canto dela e curtiu seu cigarro me observando. Aliás ficamos os dois um olhando o outro sem dizer uma palavra, apenas nos estudando para saber o próximo passo a ser tomado. O próximo passo foi a ida para a casa, pois aquele lugar a todo momento me fazia lembrar dela, eu não estava bem ali, faltava ela ao meu lado para me fazer rir e conversar.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Para os seus braços

Era como se todos os problemas do mundo aparecessem de uma vez na minha vida, tudo caminhava para trás, correndo;
A vida passava como o vento, despercebido. As pessoas, passavam como a água na rocha, deixando marcas. E eu me pegava no mesmo lugar, apenas observando tudo acontecer, sem fazer nada.
Uma guria do outro lado do bar fazia o mesmo que eu, porém ela me observava e não ao resto, passei a observa-la também e ao cruzar os olhares, ela se foi, assim sem mais nem meio mais, apenas se foi.

Deixei o mundo desabar, a vida desmoronar e quando já não tinha mais nada a fazer, sai para espairecer. Na beira da praia, sentei na areia e acendi um cigarro, então percebi uma sombra atrás de mim, me virei e me deparei com aquela guria do bar:
- Te conheço?
- Não, mas já me observou.
- No bar, certo?
- E onde mais seria?! Você vive mais lá do que na sua própria casa.
- Pelo visto sabe muito sobre mim!
- Nada que todos que frequentam o bar não saibam.
Ela trazia um violão, então se sentou ao meu lado e começou a tocar, músicas desconhecidas pra mim, mas que de certo modo me descreviam um pouco, ou faziam sentido, não sei.
Ela tinha um olhar distante, como se estivesse fugindo dos pensamentos ao cantar, seu olhar foi ficando vazio até ela não aguentar e lágrimas percorrerem seu rosto, ela não disse nada, apenas deixou acontecer e continuou cantando e tocando.
Ficamos ali boas horas, então levantamos e ela se foi, eu pensei em ir atrás, em saber mais dela, ela me chamou a atenção, aquela atenção cafajeste, mas eu simplesmente deixei-a ir.

Amanheceu e o interfone tocou...
- Quem é?
- Alguém que pensou em você e não conseguiu dormir.
- Hã?!
- Me deixa entrar vai, você sabe quem é.
Era aquela guria, abri a porta e lá estava ela com seu violão, eu preciso cantar uma música pra você, pra você entender porque fugi de você no bar e na praia, na verdade eu já fugi de você várias vezes, mas você nunca notou ou lembrou, porque já estava bêbada. Fugindo da sua realidade amorosa escancarada aos quatro cantos do mundo.
Então ela começou a tocar, uma melodia bem conhecida por mim, eu fiquei assustada, nunca imaginei que ela cantaria aquela música, mas lá estava ela, implacável em sua escolha e eu encantada ou desnorteada com tudo aquilo...

"Tinha uma menina nova na cidade
Ela tinha tudo decidido
Bom, eu vou dizer algo imprudente
Ela tinha o mais maravilhoso sorriso
Aposto que você não esperava por isso
Ela me fez mudar o meu jeito
Com olhos como por-do-sol
E pernas que andavam por dias
Estou me apaixonando
Mas estou caindo aos pedaços
Preciso achar meu caminho de volta ao começo..."


Ela terminou de cantar e ia saindo de novo, eu a puxei pelo braço e perguntei:
- Por que foge de mim assim?
- Porque eu tenho medo dos meus sentimentos por você, eu nunca quis sentir nada assim por você, você se conhece o bastante para saber o motivo.
- É ninguém quer estar nesse lugar, já me acostumei. Pode ir.
- Tudo bem, desculpa. Mas eu estou gostando mais de você a cada dia.
- ...