Ela me olhou assustada e sem pensar, sentou-se na cama e já foi logo dizendo:
- Eu não posso, você merece alguém melhor que eu. Alguém que te ame assim como você é capaz de amar. Me desculpe, preciso ir.
Eu não fiz nada, deixei-a sair sem correr atrás. Eu estava cansada de dar murros em pontas de facas, a deixei partir afinal aquele ponto final era necessário para uma nova história poder ter inicio um dia. Guardei a caixinha no criado mudo novamente, me ajeitei na cama e dormi.
Acordei tarde e com uma sensação de vazio dentro de mim, tomei um banho me troquei e fui para longe dali, fiz as malas e só havia a passagem de ida. No aeroporto fiz algumas postagens em redes sociais, afinal pra variar a chuva estava me impedindo de sair daquela cidade. Perdi a noção do tempo que fiquei naquele banco de aeroporto até então meu voo ser anunciado, nesse mesmo instante meu celular tocou, era ela. Ignorei a ligação e entrei na fila de embarque, ao longe escutei alguém gritar o meu nome, ela vinha correndo na minha direção e ao chegar perto de mim, não disse nada apenas me beijou.
A minha reação não foi das melhores, segurei-a pelo braço e afastei de mim perguntando:
- Por que isso?!
- Você não pode ir assim do nada.
- Não é do nada, eu planejei isso a tempo. A única pessoa que me prendia aqui me disse não na noite passada, eu preciso ir.
- Não pode, aqui eu tenho certeza de que podemos nos ver, nos esbarrar e eu vou sempre poder aparecer de surpresa para você.
- NÃO! PARA COM ISSO! Você não faz ideia do quanto isso tudo me machuca, eu me faço de forte pra você se sentir melhor, mas a verdade é que eu to destruída por dentro de tanto você "brincar" com meus sentimento. Cansei, eu preciso ir, perdão!
A deixei ali, dei as costas e embarquei... Lágrimas e mais lágrimas eram as únicas coisas que eu sentia no meu corpo. Eu chorava feito criança, aquela dor me corria cada vez mais e um buraco havia se aberto no chão, meu corpo não me obedecia.
O avião decolou e eu estava indo para onde nunca deveria ter saído, mas sabia que voltar poderia me fazer sentir coisas que haviam adormecido dentro de mim. Mas eu precisava correr esse risco, mesmo sabendo de todas as consequências, afinal um ponto final é necessário para que hajam novos parágrafos e novas histórias!
FIM!
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