As doses dobraram e as bebidas eram cada vez mais fortes, cigarros
e copos espalhados na mesa de centro da sala se misturavam com os papeis,
histórias, desenhos, ideias, sonhos e pensamentos fúteis. Na rua os carros
passavam em alta velocidade e as pessoas corriam, a noite chegou e o vento frio
cortava a pele, na sacada olhei a rua e logo acima a lua se escondia entre as nuvens.
A campainha tocou, coração acelerou de susto, o porteiro não havia
interfonado, então... Me dirigi até a porta e fui logo abrindo-a, me deparei
com uma linda mulher que sorria e trazia na mão uma garrafa de rum, olhei para trás
aquela bagunça, ela foi logo entrando e dirigindo-se a cozinha, pegou dois
copos e me puxou para a sacada, antes pegou algumas folhas que estavam no chão
e começou a ler, elogios e conversas, risos e bobeiras e as horas foram
passando. Ela olhou no relógio e disse que precisava ir, era muito tarde eu não
podia deixá-la sair aquela hora, pedi que ficasse e disse que poderia dormir na
minha cama eu me arruma na sala, ela riu e me puxou para o quarto, estávamos um
pouco bêbadas acho. Ela me jogou na cama e foi tomar um banho, voltou enrolada
na toalha e deitou-se em cima de mim com os cabelos molhados, me beijou e disse
qualquer coisa no ouvido e assim a noite caminhava para ser perfeita...
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