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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mania do subconsciente, insistente

Mais um dia começava e o sol já não nascia como antes, tudo vinha em menor quantidade, menos dias bonitos, menos sorrisos, em contra partida o stress sempre em maior número.
As doses dobraram e as bebidas eram cada vez mais fortes, cigarros e copos espalhados na mesa de centro da sala se misturavam com os papeis, histórias, desenhos, ideias, sonhos e pensamentos fúteis. Na rua os carros passavam em alta velocidade e as pessoas corriam, a noite chegou e o vento frio cortava a pele, na sacada olhei a rua e logo acima a lua se escondia entre as nuvens.
A campainha tocou, coração acelerou de susto, o porteiro não havia interfonado, então... Me dirigi até a porta e fui logo abrindo-a, me deparei com uma linda mulher que sorria e trazia na mão uma garrafa de rum, olhei para trás aquela bagunça, ela foi logo entrando e dirigindo-se a cozinha, pegou dois copos e me puxou para a sacada, antes pegou algumas folhas que estavam no chão e começou a ler, elogios e conversas, risos e bobeiras e as horas foram passando. Ela olhou no relógio e disse que precisava ir, era muito tarde eu não podia deixá-la sair aquela hora, pedi que ficasse e disse que poderia dormir na minha cama eu me arruma na sala, ela riu e me puxou para o quarto, estávamos um pouco bêbadas acho. Ela me jogou na cama e foi tomar um banho, voltou enrolada na toalha e deitou-se em cima de mim com os cabelos molhados, me beijou e disse qualquer coisa no ouvido e assim a noite caminhava para ser perfeita...

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