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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vida em Trapos

Os dias me sufocam, sua ausência me angustia e eu já não encontro mais a vontade de sorrir, de levantar a cabeça e dizer que tudo vai passar. A cada dia eu peço ainda mais que tudo isso passe, eu procuro um caminho pra fugir mesmo esse não sendo o melhor remédio para a minha dor, me acostumei a sentir sua falta, a sentir vontade de ligar-te e não o fazer.
Preciso de novos ares, preciso ficar longe de uma cidade que todos os lugares me fazem lembrar você. A cada esquina, a cada canto eu penso na gente, penso no que vivemos e lembro que o nunca mais é o que restou para nós. Nunca mais juntas, nunca mais nós. 
O pra sempre vem com a tradução, pra sempre sem quem eu tenho como amor da minha vida. De que vale os dias se estou longe de quem quero perto? De que vale cada sacrifício se você nem se lembra de mim, se você não esta aqui?
Queria ser como você esquecer rápido, apagar da memória o que não pertence mais ao coração... Eu queria aprender a mentir para mim mesma e a acreditar também, seria mais fácil, talvez. Quem sabe assim eu não viraria uma página na minha vida e faria tudo diferente, quem sabe assim eu não aprendesse a viver?
Tantos "se" e "quem sabe" que eu já não sei mais para onde correr, quero distancia dos dias cinzentos e vazios. Apenas um nascer do sol, um pôr-do-sol qualquer e um luar sem nexo, céu estrela, limpo e minha vida vazia, em trapos.
Eu não quero aprender a amar novamente, eu quero aprender a desamar, aprender a me desapegar das pessoas que marcam minha vida. Quero aprender a virar a página e sorrir, aprender que eu sou melhor que tudo isso, mas quem me ensinava isso não faz mais parte da minha vida.
Percebeu como é difícil esquecer-te? Em todos os cantos, em todas as coisas você está presente... Ensina-me a te esquecer já que você não me quer na sua vida.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma desconhecida

Toda criança um dia tem que crescer, sem perder a essência dos bons tempos de infância. O tempo passa e nos faz mudar de pensamento a todo momento, mas os valores trazemos conosco desde aquele tempo onde a maior preocupação era qual seria a brincadeira do dia.
Os tempos são outros e as responsabilidades também, conforme o tempo passa as opiniões amadurecem e a gente vai se encontrando, se conhecendo melhor a cada tropeço ou queda. A cada reerguida uma nova fase inicia-se, pessoas vem e vão a todo momento e as amizades verdadeiras persistem com o passar dos anos. Descobrimos que amar dói, mas que sem ele não vivemos. Descobrimos que nada melhor do que amigos e família para curar qualquer que seja o "sofrimento". Vamos descobrindo o que é amar...
Sem perder a essência de viver, sem perder valores, vamos aceitando as diferenças e aceitando quem somos. Tatuagens, piercings, opções sexuais e derivados não mudam o caráter de ninguém. Vamos deixando o preconceito de lado e lutado por uma sociedade mais justa, vamos lutando por nossos direitos, luta herdada de tempos atrás, vamos caminhando e seguindo com a vida.
O tempo que passou é apenas o começo da nossa história, o presente e o futuro só depende de nós para ser escrito e modificado a qualquer momento, para então uma hora tornar-se passado e novas coisas começarem a serem escritas. Porém nunca podemos esquecer do que já vivemos, afinal isso tudo nos fez o que somos hoje: Eternas crianças!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aquilo que ainda existe dentro de mim

Escrevi lindos versos pra falar do meu amor, fiz lindas canções e serenatas para expressar tamanha importância que ela tem na minha vida. Mas os dias cinzentos me rodeiam e eu apenas sinto, calada e trancada em um quarto, as musicas da minha história ecoarem pelos cantos. A saudade é companhia constante e meus versos são vazios, não existem motivos para a existência deles, ela  não esta aqui.

Madrugadas frias, uma xícara de café e um cigarro me fazem companhia, a vontade de ouvir a voz dela para poder descansar em paz me atormenta e me tira lágrimas. Sentada em frente a janela eu observo o dia nascer e o sol tímido não querendo aparecer para me fazer sorrir.
Na minha vida quase tudo se perdeu, eu me perdi. Vejo a cada esquina uma nova oportunidade e as deixo lá, apenas ela me faria viver de novo, me tiraria desse casulo de medo, apenas ela é a razão de tudo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Porque amar é assim

Eu preciso acordar e saber que você é minha, eu preciso acordar e sentir você em meus braços, abraços e beijos e sentir a vida passar de vagar, sem pressa de ser feliz, de sorrir e dizer que amo te amar.
Eu preciso de você aqui bem perto de mim, longe assim eu não sei viver. Eu preciso desse seu jeito durona para crescer, preciso do seu jeito protetora sempre a me guiar, preciso dessa menina mulher que segura a minha mão quando estou com medo.
Eu quero fazer planos, construir o futuro e pensar na vida daqui a alguns anos, mas eu quero que nisso tudo você esteja comigo, faça planos comigo e viva o presente sem perder o habito de sonhar e desejar o melhor para nós.
Eu te quero por inteira, corpo, alma e coração. Quero sonho, mas também quero manter os pés no chão. Quero acordar e saber que foi tudo real e que os sonhos são tão bons quanto. Quero você, meu melhor sorriso, minha melhor invenção... a menina mais bonita da cidade.
Porque amar é assim, é sentir, é gritar é tentar expressar de algum modo. Porque eu te amo e não preciso ter medo de dizer isso muito menos de sentir.

domingo, 11 de setembro de 2011

A falta de você

Era fim de tarde, o expediente havia acabado e eu me dirigia para o ponto de ônibus para enfim tentar chegar em casa e poder descansar.
Dentro do coletivo a hora parecia ser eterna e quanto mais demorava pra chegar mais eu sentia o cansaço bater, olhei para o céu já havia escurecido e vi radiante no céu a lua e as estrelas. Aumentei o volume do fone de ouvido para tentar não ouvir o que as pessoas falavam, foi quando me desliguei do mundo e fiquei a observar o céu e pensar em muitas coisas ao mesmo tempo, acabei fechando os olhos e tirando um cochilo.
"Ela me observava e chorava em meu ombro toda a sua decepção, eu era apenas uma amiga que acabará de estender o ombro para que ela chorasse sua raiva naquele momento. Poucas foram as palavras, ela apenas me agradecia por esta ali ao seu lado em um momento que ela dizia ser difícil pra ela, eu entendia perfeitamente porque eu ainda me sinto assim."
Depois de alguns segundos, me lembrei que eu estava dentro de um coletivo e que eu precisa abrir os olhos para saber onde estava, o fiz. Estava perto de casa, ao desembarcar do mesmo o senti leva-la para bem longe de mim, caminhei pela rua vazia até em casa. No meu quarto o frio e o vazio de sempre.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Desespero de uma alma que não aprendeu sobre o desamor

Eu procurava um alguém ou um simples olhar que me fizesse voltar, que me fizesse entender os rumos da vida. Eu procurava por ela em um lugar estranho, desabitado. Eu caminhava com pressa e perdida por becos escuros, por lugares destruídos e desabitados, eu andava perdida tentando achar o sorriso que me fazia ver a vida da melhor maneira.
Eu cai e a chuva veio molhar o meu corpo fadigado de tanto procurar por alguém que não existe, as lágrimas brotavam em minha face desesperada, eu tentava gritar mas a minha voz ninguém ouvia, eu não sabia onde estava e muito menos para onde ia.
O desespero me encontrou frágil sentada na calçada, mas ao longe eu conseguia ver a sombra de uma pessoa, que tentava se aproximar mas algo a impedia, seus gritos ecoavam mas eu não conseguia entende-los. O desespero bateu, a vontade de fugir, sair daquele lugar era muito forte, porém eu não tinha força para me mover.
Ainda sentada na calçada senti meu corpo todo doer, minha alma desprender do meu corpo e meu coração ameaçar parar de bater, era uma sensação totalmente estranha. Eu apaguei e quando meu corpo encontraria o chão, senti que braços me seguravam e uma voz feminina dizia "Vai ficar tudo bem, confia em mim". Era uma voz conhecida, meu coração voltou a bater forte, frio na barriga, mas eu ainda não conseguia abrir os olhos. 
Acordar daquele sonho era voltar para a triste realidade de dias cinzentos e vazios.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Era eu e um sentimento


Ela veio correndo em minha direção, gritos desesperados e um abraço. Caímos ao chão e ela sorria como quem dizia, que bom te ver de novo. Levantamos, sacudimos a poeira e a fala se foi. Nada sai da boca dela nem da minha, mais risos, porém dessa vez eram risos envergonhados pelo silêncio ou talvez pelo tombo. 
Ela pegou minha mão, me puxou para a galera e me fez curtir a noite toda, ela me puxou em um canto e deixou as palavras de lado, era apenas olho no olho, lábios próximos e sua mão macia em minha face cansada. Ela sorria e eu viajava em pensamento querendo parar o tempo, querendo não mais acordar daquele sonho. Eu olhava ao meu redor e não via nada, via apenas ela me fazendo sentir o que nunca havia sentido antes. Me fazendo ser apenas eu, criança inconsequente, pseudo adulta, sobrevivente do caos dos dias.
Eram juras sem citar uma palavra, eramos cúmplices de um sentimento que não podíamos descrever, era eu e ela e todo aquele amor. A noite foi chegando ao fim, o dia amanhecendo e ela se indo... 
Ao nascer do sol eramos eu e meus pensamentos sentados em um banco qualquer, olhando o movimento das ruas. Era eu, pensamentos e lágrimas de uma noite em vão, de um sonho sem fim. Era eu e todo o amor que nunca vai passar.