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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mania do subconsciente, insistente (part. II)

Ela me beijava e eu não queria que aquilo acontecesse com nós duas bêbadas, afinal eu queria lembrar de cada detalhe e queria isso dela também. Discretamente eu fui me esquivando, ela percebeu e segurou meu rosto com força e disse:
- Vai fugir de mim? Ta com medo do que?
- Não é medo, apenas não quero que façamos isso bêbadas.
- Quer esperar até de manhã?
Eu ri e ela também não o conteve, então ela me abraçou e disse que ninguém havia dito algo desse tipo a ela, ninguém nunca havia pensado nela primeiro (eu pensava e muito). Ela deitou-se ao meu lado, abraçadas dormimos.
Acordei no meio da madrugada, sai da cama bem devagar para não acorda-la e fui até a cozinha beber água, 'maldita seja a pessoa que inventou a ressaca'. Não demorou muito lá vinha ela na minha direção, cabelos bagunçados, cara de sono e sem toalha, linda, nua, caminhando toda desengonçada. O copo que eu segurava caiu ao chão, gritei para que ela não desse mais nenhum passo para não se cortar, fui logo pegando uma vassoura e limpando a bagunça que havia feito. Ela sorriu e disse:
- Sou tão feia assim que você até deixou o copo cair?
Gaguejando e rindo eu respondi meio sem graça:
- Você é perfeita, por isso o copo caiu da minha mão.
Ela me fez soltar a vassoura e deixar a limpeza para depois, me abraçou, me beijou e foi me levando para o sofá. Me jogou no mesmo e sentou-se em cima de mim, ela dizia tudo que eu não queria ouvir, tudo que no momento não eram propícios, a calei com um beijo demorado, peguei-a no colo e levei-a para o quarto.
Aquele corpo nu em minha cama, eu só sabia admira-lo com os lábios. Cada sentimento do seu corpo era admirado da forma que merecia.
Quanto mais eu a beijava e acariciava seu corpo mais ele contorcia-se na cama, ela gemia baixo enquanto minha mão percorria seu corpo, ela puxou meu ouvido para perto de sua boca para que eu pudesse ouvi-la e sentir sua respiração ofegante.
Entregava-se cada vez mais a mim, tudo acontecia de uma forma muito espontânea nada havia sido arquitetado, pelo menos aquela noite eu podia dizer que ela era toda minha, apenas minha. Algum tempo depois, ela deitou-se novamente sobre mim e dormimos, estávamos exaustas.
Quando acordei percebi que ela me olhava dormir e que sorria feito criança:
- Bom dia! - Ela me disse.
- Bom dia meu bebe.
Uma resposta seguida de um beijo e por ali ficamos até quando deu vontade, sem pressa para vida, sem pressa de dizer adeus.

Parte I

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