Alguém bateu a minha porta corri abri-la e havia apenas um envelope no chão, peguei-o, entrei e o joguei na mesa sem dar importância a tal, sem nome, sem destinatário. Fui até a cozinha abri a geladeira peguei algo para beber e caminhei em direção a janela, observei a chuva fina que caia lá fora, voltei meus olhos para o envelope sob a mesa. Sentei-me no sofá e resolvi abri-lo para saber qual seu conteúdo, era uma carta.
Largada no sofá lendo-a, lágrimas encontravam o chão e a garrafa suada sob a mesa já não me entendia mais. Li e reli a mesma por inúmeras vezes, eu não conseguia acreditar no que estava escrito. Garrafas atrás de garrafas e de repente eu não sabia mais o que fazia, apenas não conseguia parar de chorar e sentir o coração em pedaços dentro de mim. Meio cambaleando fui até o quarto, carta em uma das mãos e a garrafa na outra, abri uma caixa e joguei a carta lá dentro, uma caixa com fotos e lembranças do passado. Voltei arrastada para a sala, puxei uma cadeira perto da janela e fiquei olhando o céu negro, chuva e a luz das ruas, tentando não pensar em anda e pensando em muita coisa ao mesmo tempo.
Acordei largada no sofá, não sei como cheguei até ele, mas não havia garrafas nem bagunça na casa. Havia um bilhete sob a mesa dizendo bom dia e alguém na cozinha preparando o café. Eu havia sonhado ou estava sonhando?
Levantei e fui caminhando até a cozinha, antes de chegar até lá senti uma forte dor no peito, cai no chão e acordei com a cara amassada e cheia de marcas do sofá, era apenas mais uma brincadeira do subconsciente, porém rente ao peito estava a carta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.