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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Mente embriagada de você

"Tudo começava com uma briga por ciúmes, ela me dava um tapa na cara e terminava dizendo que nunca mais queria me ver. Sai correndo em direção do carro sem a menor condição de dirigir, eu fui atrás dela, mas ela saiu antes que eu pudesse impedi-lá de fazer alguma coisa.
Fui para casa, abri uma cerveja, acendi um cigarro e fiquei tentando te ligar, você não atendia, eu deitei na cama na tentativa de dormir e o interfone tocou, era você aos prantos querendo conversar.
Mas a conversa novamente não aconteceu, você brigando e berrando comigo o tempo todo e eu quieta. Até o momento que eu cansei de ouvir você brigar e te calei com um beijo, te joguei na cama e ficamos ali deitadas "namorando", eu estava tentando algo mais, mas você não deixava, me inibia e fugia o tempo todo de mim, falando que dependendo de como fosse tudo seria muito fácil e depois eu não iria te querer mais.
A cada bobeira que você dizia eu te beijava com mais força e te prendia na cama e você tentava fugir de mim cada vez mais, eu não entendia o motivo de tanto medo."

Acordei, olhei o celular e vi a última chamada, as últimas mensagens e percebi que era apenas um sonho, mas que eu queria que fosse verdade. Queria ter acordado ao teu lado naquele momento.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Do fim

De tudo que sempre fugi na vida, a despedida era sempre algo inevitável que eu sempre odiei. Nunca fui a nenhuma, nunca me despedi de ninguém, mesmo os falecidos e nunca se despediram de mim, até então.

"Você e sua mania idiota de não se despedir das pessoas, eu vou me despedir de você!
Quando receber essa mensagem eu já estarei a anos luz de você e só restará nossas lembranças, então ao terminar de ler procura uma caixa com adesivos do seu time preferido e do meu dentro do seu guarda roupas, mas é para procurar mesmo viu, eu não vou dizer onde está, então saberá que ao menos uma vez alguém tentou. Adeus!"

E nem pra vir acompanhado de um bom dia, eu e minha maldita bebedeira e dor de cabeça, li a mensagem 30 vezes para entender o que estava acontecendo, eu não me recordava muito bem da noite passada, como de costume. Só sabia que havia saído para beber para não ir me despedir de quem um dia fez diferença pra mim, mas que tomou rumos diferentes na vida, me deixando para trás bem antes de partir.
Eu e minha curiosidade fomos procurar tal caixa, era meio grande e fácil de achar, eu só queria saber a quanto tempo aquilo estava ali para eu nunca a ter notado antes.
Ao abrir, bem de cara nossa primeira foto e remexendo mais fotos, nossa juntas, individuais, montagens e cartas, milhões de cartas, todas escritas ao longo do tempo que "durou" o que tivemos, ou nunca tivemos.
Cada uma relatava um momento diferente, haviam meus textos no meio, aqueles escritos a ela e que ela percebeu ser, haviam frases soltas em mensagens e indiretas, cartas com coisas que conversávamos no bar, cartas com coisas ditas na cama, todas com um "eu sempre disse como seria" no fim.
O fim, ele nunca precisava ter chego. Veio como ela sempre disse "vou sair da sua vida e você nunca vai perceber", ela já estava bem longe quando a falta bateu de uma maneira diferente, a falta do amor, da atenção, do carinho de tudo que só ela soube me dar e que depois passei a procurar em outras pessoas. As brigas por ela ter se relacionado com outra pessoa que eu sentia inúmeras vezes ao dia a vontade de matar, as brigas em bar por causa dela as brigas em outros lugares por ela também.
De repente me vi com os olhos cheios de lagrimas e algumas derramadas sob as fotos e cartas, era tarde como ela escreverá na ultima:

"Eu sempre quis estar por perto, viver ao seu lado, mas nos perdemos antes que tudo pudesse ser vivido. Você nunca mudou ou me deixou cuidar de você, sempre na defensiva, me atacava sem motivo e eu sempre querendo o contrário. Agora é tarde, eu não posso te contar para onde estou indo, não quero você atras de mim, preciso viver longe de todo esse mundo que eu tinha, preciso viver longe de vocês e você precisava disso para tomar uma direção na vida, agora vê se cresce!"

...

domingo, 16 de junho de 2013

Pensamentos Inconscientes

Eram 7h50 da manhã de um domingo cinzento. Já tinha perdido o sono há algumas horas. Saí da cama com muito cuidado para não acordá-la, coisa que não exigia muito esforça já que sempre dormia como uma pedra era um urso. Fiz um chá e fui sentar na sala, onde me aconcheguei no sofá. Ali, sentada em seu “apertamento”, que só tinha livros, rabiscos e cigarros espalhados, obsevei algumas coisas minhas jogadas, talvez tivesse mais de mim ali do que dela.

Pensamentos me atormentavam e lembranças recentes me faziam chorar como uma criança sem a mãe. Comecei a pegar as minhas coisas jogadas com o intuito de juntar tudo e ir embora antes que ela acordasse, deixando aquele pequeno apartamento grande com a ausência das minhas coisas. Coisas que davam vida aquele lugar deprimido.

Foi quando vi emoldurado e pendurado na parede, em um canto escuro da sala, nossa primeira foto, que sorriso lindo, a primeira carta que ela me escreveu, roubada das minhas coisas, me fazendo lembrar dos momentos lindos que tivemos e a última escrita, dedicada a mim, mas nunca entregue. Aquela carta nunca entregue me fez lembrar de todos os obstáculos que já passamos e a poucos centímetros daquilo, entre muitas palavras um me chamou a atenção, escrita em vermelho e bem grande: PERDÃO!

Tudo isso colocado estrategicamente para eu ver quando esse dia chegasse. Fiquei ali parada até escutar uma respiração atrás de mim, e em meio de pensamentos inconscientes, lágrimas e uma xícara de chá fria ela me puxou, me fazendo voltar para a cama.


Escrito por Fabiana Souza

sexta-feira, 24 de maio de 2013

"Ela veio correndo no meio daquela tempestade, aos berros, chorando. Se jogou em cima de mim e começou a me bater, me xingando de todos os adjetivos mais "lindos" que existem.
Ela estava enfurecida com toda aquela situação, eu estava com raiva dela devido ao show que estava fazendo em praça pública.
Em um momento, ela parou se levantou, me chutou e saiu (vai entender). Eu não aguentei, a puxei pelo braço e comecei a gritar com ela, a chamei de vadia, de filha da puta, de fácil em todos os sentidos, mas acho que nada doeu tanto quando "Eu usei você, eu nunca quis nada além do tivemos".
Ela se soltou de mim, foi andando para 'trás' sem olhar, simplesmente saiu desnorteada com a situação. Me virei e fui para casa, naquele minusculo apartamento, eu terminei um maço e abri outro, bebi muitas cervejas e fiquei olhando o celular, na esperança daquela noite ter sido apenas um pesadelo. Dormi no sofá.
Ao acordar, com a cabeça dolorida e com a sala imunda de bitas de cigarro e garrafas, meu primeiro instinto foi pegar o celular e ver se havia algo, havia.
"Você pode ter me usado sim, mas eu amo você, isso infelizmente vai demorar para mudar sua filha da puta."
Eu pensei em responder, em ligar, mas resolvi apenas tomar um banho e sair para andar, esfriar a cabeça, ver pessoas (de novo)."

terça-feira, 2 de abril de 2013

Álcool, um vilão em potencial

"Você fugia de mim como se eu fosse te matar, vai ver era o que eu estava fazendo sem perceber, acabando com você aos poucos, te deixando mal a cada palavra, a cada ato.
Você corria e gritava por ajuda, até alguém apareceu para tal feito. 
Socos, chutes, gritaria e muito sangue. Eu estava largada ao chão com o rosto estourado de tanto apanhar, com a mão vermelha de tanto bater e com a roupa suja de sangue meu e do outro.
Você o abraçou, deu um selinho e agradeceu por aquilo, me deixou ali, com um olhar vazio e lágrimas. Não voltou, não esteve presente como havia prometido, eu falhei também, a maior culpa disso tudo que acontecia era minha".

Fui despertada por um berro, percebi que você não estava ao meu lado dormindo, por alguns segundo eu havia esquecido disso, então percebi que eu estava com o rosto totalmente machucado, com a mão dolorida e que tudo aquilo que aconteceu era verdade.
Havia bebido muito por isso confundi realidade com sonho, eu comecei a chorar desesperadamente, senti vontade de sair correndo atras de você, porém havia uma mensagem na minha caixa postal.
"Por favor, que isso seja a ultima coisa que você faz por mim. Não venha mais atras de mim, deixe que quando eu sentir que devo, te procuro. Mesmo que.... mesmo que seja para ser sua amiga. Adeus".
Eu não sabia se chorava, se ma matava, se ficava sofrendo, se fumava, se escrevia, se bebia. Eu estava sem reação, eu não sabia o que fazer. Fiquei sentada a beira da cama com o celular na mão durante 1 hora, até que decidi tentar esquecer isso.

Fui a uma casa noturna nova que havia inaugurado a três semanas, a dona era minha amiga de velhos tempos, de infância. Cheguei e a encontrei, entramos, ela me mostrou a casa toda, muito organizada e bonita, então me deixou a vontade.
Eu circulei, peguei uma bebida e fui para a área externa, acendi um cigarro e fiquei observando as pessoas, mulheres vulgares, outras com cara de menor de idade, outras com cara do que é melhor nem comentar para não virem me chamar de preconceituosa ou coisas assim.
A maioria bem vestida, homens com porte físico de ratos de academia, outros gays com os quais fiz amizade com um casal que ali estava, isso porque era apenas para emprestar o isqueiro.
A noite estava agradável, subi para pegar mais bebida, ela entrou acompanhada pelo outro da noite anterior, fui novamente para a área externa, dei um tempo e sai sem que ela me notasse.
Fui para casa, sentei em uma cadeira próximo a janela (não há mais a sacada), olhei para a vizinha do prédio da frente que trocava de roupa com a janela aberta, ouvi alguém gritar gostosa, ela olhou pra mim e gritou:
- Então fica me olhando?
- Você de novo? - (Essa é uma vizinha que sempre fico admirando, mas sempre à vi acompanhada de um cara bombado, vai entender).
- Vamos sair?
- Acabei de voltar de um role, estou de boa, vou ficar por aqui.
- Que pena.
Ela colocou um vestido vermelho, sem nada por baixo e saiu. Eu continuei observando-a até aparecer na portaria do prédio e atravessar para o meu, interfone tocou eu a deixei subir:
- Pensei que iria a outro lugar.
- Você não quis ir, achei melhor vim para cá. Vinho?
- Não, fico no whisky mesmo, entra.
Ela entrou, bebemos a noite toda e assistimos filmes, ela me fez explicar da forma que eu lembrava o que havia acontecido, nem ela e muito menos eu entendia ao certo, mas era o que eu lembrava.
Dessa vez ninguém pegou no sono, ficamos acordadas o suficiente para ver o sol nascer pela janela da sala, a lateral dos prédios. Nesse momento ela segurou meu rosto:
- Tem uma coisa que eu queria ter feito antes e não tive coragem.
Ela me beijou e eu só conseguia lembrar da minha morena e da noite da briga, mais fleches apareceram e me fizeram quase entender o que havia acontecido.

domingo, 31 de março de 2013

Ela sentou-se a mesa, acendeu um cigarro e encheu o copo com vinho tinto suave. Me encarava pelas costas sem dizer uma palavra:
- Amor, traz um copo de água por favor?
- Está aqui seu copo com água. - Ela o jogou na minha cara e logo em seguida arremessou o copo contra a porta do apartamento.
- Tá ficando louca? Por que fez isso?
- Sua filha da puta, por que você mentiu?
- Eu o que?
- É por que mentiu, o que eu te fiz para você mentir assim?
- Do que você está falando?
- Disso. - Ela me entregou um envelope, com fotos de alguma festa, bar, algo assim, não sou distinguir.
- Fotos velhas, nós não estávamos juntas mais, você está casada com aquele filho da puta.
- Mas você disse que depois de mim não se envolveria com mais nenhuma mulher e olha o que você fez, mentiu para mim.
- Não menti, eu não namorei nenhuma delas, eu apenas estava afogando as mágoas de algo que eu não sabia ao certo.
- Algo que não sabia ao certo?
- Sim, eu não sabia se sentia saudade ou ódio de você pelo que fez.
- Mas eu não fiz de....
- CALA A BOCA! Que não fez, ta com amnésia por acaso, esqueceu que você saiu daqui para se casar com um cara que você dizia amar, me pediu para nunca mais te procurar. Naquele momento todas as nossas promessas foram quebradas.
- Então agora a culpa é minha?
- NÃO, é minha por te amar.
Ela ficou com silêncio, pulou no meu colo, caímos no sofá, ela me beijava com força, me apertava, deslizava sua mão por mim. Fomos para o quarto, a roupa ficou no sofá, ela tentava me chupa e eu não deixava, a joguei na cama, escorreguei um pouco para baixo e comecei a chupa-lá, ela se retorcia na cama, pedindo com mais força, mais rápido, me dominando como sempre.
Subi até ela coloquei minha mão na boca dela abafando sua voz:
- Cala a boca, eu sei o que tenho que fazer porra.
- Então faz, caralho.
Ela voltou a se contorcer na cama, gritava, gemia, puxava meu cabelo e quando não aguentávamos mais, ela ainda tinha a pachorra de pedir mais, mais rápido e forte.
Caímos exaustas na cama, ela deitou-se em mim e dormiu.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Não querendo ser feminista, mas sendo. Descobri que o lado de baixo é bom, mas estar por cima e acompanhar todo o desenrolar da história não tem preço. Vai ver é isso que despertou a curiosidade dela, o querer saber como é o outro lado.
O carinho ficou diferente, a mão ficou mais pesada, o lábio mais denso, os beijos intensos  o toque quase uma erupção.
Ela percorria um corpo conhecido, mas ao mesmo tempo novo ao seu olhar.
Ela não sabia ao certo por onde começar, queria tudo de uma vez só, eu bem que tentei acalma-la, mas a sede dela não me deixa respirar.
Ela apertava, mordia, arranhava.
Toda vez que eu tentava inverter a situação, ela me pegava mais forte.
Eu estava gostando da brincadeira, do desconhecido.
Ela estava com uma cara inconfundível, a do desejo, tesão.
Insaciável, maléfica.

Deitamos uma ao lado da outra sem conseguir respirar, ela levantou preparou uma bebida para mim, pegou algo na bolsa e foi para a sala. Eu fui atrás dela e a peguei fumando e bebendo, caímos na risada e ficamos largadas no sofá, fumando, bebendo e conversando, nos descobrindo ainda mais.
Não demorou muito a pegar no sono, a levei para a cama e deitei também.

- Amor, acorda. Vamos tomar um banho antes de você ir.
- Hmmmm.... Bom dia amor (smack)
- Dormiu bem?
- Muito bem.
- Banho juntas?
- Ah, sim claro.

No banho era inevitável não reparar na água escorrendo pelo seu corpo, não havia nada de novo ali, mas aquele corpo perfeito me encantava e toda vez parecia que eu o vi-a pela primeira vez.
- Vai ficar me olhando e não vai entrar no banho?
- Ah, desculpa. É que não consigo parar de admirar sua beleza.
- Beleza que só você vê.
- Que bom, só eu preciso ver mesmo.
Ela me encostou na parede, segurou o meu rosto e perguntou no meu ouvido:
- Quando vai assumir que me ama?
- Quando você também fizer o mesmo!

O Lado de Baixo

Odeio me mudar, mas existem momentos que isso torna-se quase uma obrigação levando em consideração vários fatores nem sempre bons. Com essa obrigação, embalei minhas poucas coisas, coloquei no carro e fui seguindo o caminhão com os móveis até o novo apartamento.
Não havia mais praça alguma de frente para a sacada, não havia nem sacada, era um apartamento pequeno, sala com cozinha americana, quarto com suite e banheiro social (pelo menos isso), meus poucos móveis couberam perfeitamente no lugar, ficou parecendo um apartamento planejado.
As garrafas ganharam um lugar de destaque aos meus olhos, o cinzeiro ficou mais negro do que de costume, a pilha de livros ficou maior, os rascunhos agora tinham lugar, o computador ficava no quarto, o caderninho e a caneta na mesa de centro (no canto) da sala.

Me sentei perto da janela da sala, ao menos ela era grande e ventilava bem o local, acendi um cigarro e fui observar a nova paisagem, a minha frente nada além de outro prédio e outras pessoas com suas vidas medíocres e hipócritas, ninguém interessante para ser observado, apenas um fato curioso, havia um menino a uns 3 andares abaixo com um binóculo, acho que me ele me olhava, mas loco desviou para o apartamento de cima, então só pude ouvir "Vai se foder moleque abusado!"
Aquilo parecia mais um cortiço do que um condomínio, mas era o que eu podia pagar no momento, sem emprego de novo, escrevendo muito raramento contos e vendendo a jornais, eu me considerava falida demais para continuar morando no mesmo lugar.
Empregos me apareciam, mas existia algo que me prendia dentro de casa, nenhum analista conseguia entender, não era depressão, era falta de amor.

Conhecer pessoas novas não estava sendo bom, quanto mais novidade mais saudade do velho eu tinha, até que a vizinha de cima bateu a minha porta:
- Oi tudo bem?
- Oi!
- É você sabe trocar pneu? O meu furou e estou com um pouco de pressa para ir trabalhar.
- Acho que a senhorita bateu na porta errada, não deveria chamar um homem para fazer isto?
- Não, dispenso! Você poderia?
- Ok, vamos lá.
Eu não entendi nada do que acabará de acontecer, ela bateu a minha porta e teve sorte de eu saber fazer isto, porque confesso, até aprender leva tempo.
- Pronto, está trocado, a senhora só precisa calibrar o pneu.
- Tudo bem faço isso no caminho. Toma, obrigada.
Ela deu na minha mão uma nota de 50 reais, imediatamente devolvi:
- Senhorita não precisa. - Dei as costas e subi, ela ficou me olhando, acho que no fundo analisando que tipo de pessoa eu seria, porque afinal o pneu dela não estava furado, estava ótimo, mentir ao menos ela é péssima.

A noite chegou solitária como sempre, uma chamada perdida no celular, um interfone tocando pela terceira vez, um porteiro ainda perdido comigo, mas deixei a pessoa que me esperava entrar. Fazia tempo que algumas coisas não aconteciam, não havia porque manda-la embora, afinal aquela morena mexia comigo, era inexplicável.
- Boa noite, trouxe vinho para o nosso jantar.
- Boa noite, eu tenho uma ideia melhor para ela, podemos ir?
- Onde vamos?
- Surpresa.
Saímos no carro dela, eu indicava o caminho e ela ia...
- Novidades meu amor?
- Não nenhuma, confesso que estou assustada com a sua presença, lembrou de mim morena?
- Eu sempre lembro, não te procurei antes porque algumas coisas chatas andaram acontecendo, mas esquece, isso não é interessante a nossa noite.
Indiquei um restaurante a ela, ela estacionou e entramos, o lugar era lindo, meia luz, velas e mesas postas a dois. O restaurante era especializado em massas, um bom vinho para acompanhar e ali ficamos, saboreando o jantar, conversando.

Ela me levou para casa, entramos e fomos ao banho, nem um toque. Ela me olhava com ar de quem queria e ao mesmo tempo não, eu odiava quando ela fazia isso, mas no fim era bom.
Um beijo na orelha, uma mordidinha, um carinho nas costas com a mão, uma mão deslizando sobre o corpo da outra, uma boca desvendando o gosto do corpo alheio.
Saímos do banho e fomos para o quarto, a cama não ajudou muito, fez um barulho como nunca havia feito antes, ela ria, gemia, gozava, tudo ao mesmo tempo. Ela pedia mais, com mais força, com mais carinho, com mais beijos, mais língua...
Me jogou na cama e fez o que nenhuma mulher ousou fazer até então, me chupou, me acariciou, me fez gozar e me fez ama-la como nunca havia acontecido.
Eu estava mais do que hipnotizada, até então eu havia sempre tomado conta da situação, mas ela virou o jogo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Será que eu fiz tudo que estava ao meu alcance?

Ela usava uma roupa normal, nada muito chamativo, bebia e cantava todas as músicas. Aquela copo nunca ficava vazio, sempre alguém estava lá de prontidão para enche-lo, haviam muitas pessoas querendo ver ela "sair do corpo", cheio de abutres em volta, esperando a hora certa.
Eu observava de longe tudo aquilo, sentada em uma mesa comendo uma porção e bebendo minha adorável cerveja. Ela começou a dançar, sem querer provocar, mas era inevitável, uma mulher linda como aquela não chamar atenção ou provocar alguém. Rodopiando pelo salão, com seu inseparável copo, percebi no dedo uma aliança de prata, não demoraria muito até a outra pessoa chegar ali e formar um barraco.
De repente entra um cara todo perturbado, nervoso a pega pelo braço e leva para o lado de fora, discussões, berros, tapas. Eu havia saído para fumar e ver onde aquilo terminaria.
Ele jogou a aliança nela e foi embora, sem levantar a mão para ela, enquanto a mesma havia feito o contrario. Ela chorava, bebia, cantava e dançava o mesmo tempo que mandava a merda quem estava olhando e falando dela.

- Vem comigo.
- Quem é você?
- Alguém, vem?
- Tudo bem.
Ela veio, sentou-se ao meu lado e continuou bebendo, mas dessa vez calada.
- Quer sair daqui?
- Quero sim - Falou enquanto usava um guardanapo para limpar as lágrimas do rosto.
- Por que está me ajudando?
- Porque já passei por coisas assim.
- Já esteve no meu lugar ou no dele?
- Acho que nós dois e em situações bem piores, acredite.
- Eu acredito.
- Quer que eu te leve para casa?
- Não, ele mora comigo, não quero vê-lo.
- Vamos tomar um café então?
- Sim, pode ser.

A levei pra casa, fiz um café, dei uma camiseta para ela se trocar após um banho. Tomamos o café, sentamos no sofá para conversar e ela acabou pegando no sono, levei-a para a cama e fiquei observando e pensando coisas de casal, bateu saudade de alguém que já estava em outra, vivendo a sua vida, vai ver nem se lembrava mais de mim, eu aqui ainda pensando em como seria se estivéssemos juntas. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Isso É Mulher

"Ela acordou, revirou-se na cama e não encontrou ninguém. Preparou-se para o banho e antes de entrar ainda olhou um pouco mais ao seu redor a procura de alguém que ela não sabia ao certo se estava ali ou se havia sonhado com isto.
A água escorria pelo seu corpo mostrando cada centímetro oculto pelas roupas, fazia desenho de um corpo maravilhoso, moreno de pele macia. Ela era encantadora, maravilhosa nua.
A pessoa que ela procurava estava ali na porta olhando a tomar banho e ela não perceberá, eu a observava como nunca havia feito com ninguém, ela era linda, uma beleza diferente das revistas e ditos de moda.
Ela era morena, cabelos no ombro ondulados, pele macia, olhos morenos, nada de anormal, mas o corpo dela me chamava muita atenção, coxa, peito e bunda enormes, naturais nada de silicones ou coisas assim, ela é a mistura do Brasil, a beleza perfeita para os meus olhos.
Quando ela terminou seu banho e se virou, deparou-se comigo a observando, sem graça jogou água em mim e fez uma brincadeira, eu sem pensar duas vezes a puxei para mim, seu corpo molhado me molhando, a beijei e fui levando-a para o quarto, de onde eu não queria sair mais.
Ela nua, molhada sobre mim, seu corpo me fazendo pensar coisas que antes eu não pensava, eu viaja no corpo daquela mulher, ela fazia questão de provocar, de me fazer sentir cada vez mais tesão por ela.
Ela dançava sobre mim, esfregando seu corpo sobre o meu, tirou minha roupa e eu a fiz mulher, beijei cada parte do seu corpo, a chupei como nunca havia feito em nenhuma mulher, além do tesão existia amor naquele momento, eu estava amando uma mulher que eu não sabia se era real, eu amei."

Acordei suando, com o corpo molhado e ela estava nua ao meu lado, minha morena gostosa.
Acordei-a com beijos pelo corpo, ela sorriu:
- Bom dia meu amor.
- Bom dia...
- Vou preparar nosso café da manhã, fica aqui na cama enquanto isso.
- Nossa, o que aconteceu com você?
- Eu descobri o que é amar enquanto sentia seu corpo, seu gosto, seu beijo.
- Hmm, que gostoso acordar e me sentir mulher assim com você.
- Então fica na minha vida, pra você sempre se sentir assim.
- Já estou nela.

Fui fazer nosso café, misto quente com suco de laranja e umas torradinhas com geleia, coloquei tudo na bandeja  e levei o café na cama para nós. Ela ainda deitada me esperava, tomamos o café e descemos para a piscina.
Ela como sempre deslumbrante em um biquíni comportado, na moda e nada pequeno, ela sabia se valorizar.
Ficamos ali um pouco até o desejo falar mais alto de novo, um carinho mais forte, uma pegada diferente, a nossa sorte é que na piscina não tinha ninguém muito menos câmera de monitoramento. Assim nada nos impedia de fazer sexo, as pegadas foram ficando mais intensas, até eu mergulhar para chupa-la e ela gemer baixinho embaixo da água, nossas roupas estavam perdidas pela piscina e nós nos amando como duas adolescentes irresponsáveis.