Estava
indo trabalhar quando resolvi parar na livraria, comprar um jornal e tomar um
capuccino. Peguei o jornal, me sentei a espera do capuccino que logo chegou.
Enquanto lia e bebia, não pode deixar de reparar que Alice estava cabisbaixa
arrumando os livros infantis. Fui até ela, me abaixei ao seu lado, fazendo-a
assustar:
- Minha nossa Senhora, que susto!
- Calma, calma. Desculpa! Vim apenas te dar bom dia e saber como esta.
- Bom dia, estou bem. Agora me deixe trabalhar.
- Nossa! Aconteceu algo? Está tão ríspida.
- Não aconteceu nada, estou apenas trabalhando.
- Certeza?
- Não, desculpa você não tem nada a ver com isso, são coisas pessoais.
- Pois é notei que está cabisbaixa, por isso vim aqui, mas desculpa se te atrapalhei.
Me virei e sai, fui para a redação, ela não se mexeu ao me ver sair, havia planejado algo, mas não deu certo.
- Minha nossa Senhora, que susto!
- Calma, calma. Desculpa! Vim apenas te dar bom dia e saber como esta.
- Bom dia, estou bem. Agora me deixe trabalhar.
- Nossa! Aconteceu algo? Está tão ríspida.
- Não aconteceu nada, estou apenas trabalhando.
- Certeza?
- Não, desculpa você não tem nada a ver com isso, são coisas pessoais.
- Pois é notei que está cabisbaixa, por isso vim aqui, mas desculpa se te atrapalhei.
Me virei e sai, fui para a redação, ela não se mexeu ao me ver sair, havia planejado algo, mas não deu certo.
Era quarta-feira, dia de happy hour, foram todos a um barzinho na rua da livraria, Mônica passa por mim e diz:
- Não vai com a gente?
- Não, tenho textos a terminar, valeu pelo convite.
Ela veio até mim, virou minha cadeira para ela, abaixou colando seu rosto no meu, me beijou, provocou e perguntou de novo:
- Não vai mesmo? Nem por mim?
- Ok Mônica, vamos!
Fomos por incrível que pareça não bebi nada, estava sã, quando pude notar que Mônica estava bêbada e dando em cima de um estagiário. Não demorou muito para os dois ficarem e eu ver entrar pela porta atrás no mais novo casal, Alice. Não me contive, levantei e fui até ela.
-
Desculpa ter saído daquela forma.
-
Tudo bem, eu mereci.
- O
que faz aqui?
-
Vim beber, esfriar a cabeça e você?
-
Happy hour, não muito agradável, mas tudo bem (risos).
-
Espera, aquela não é a sua namorada beijando aquele cara?
- Eu
já lhe disse, ela não é minha namorada. Mas esquece, que bom que você está
aqui, estava louca por uma companhia interessante.
-
Aceito sua companhia, "to" precisando conversar.
Sentamos
em uma mesa de onde eu conseguia ver tudo que a Mônica estava fazendo, e nada
me agradava. Alice pediu um chopp e quando bebia, pude notar a falta da aliança
em seu dedo.
-
Você está assim, cabisbaixa por quê?
-
Você só esta perguntando isso porque viu que estou sem a aliança e quer uma
explicação sobre o que aconteceu.
-
Sim, exatamente isso. - Não fiz enredo, fui tão direta quanto ela.
-
Não tem mais casamento, ele terminou comigo, conheceu outra e foi morar com
ela. Ele me traiu durante 1 ano e meio, estava desconfiada e no meio de uma
briga, eu falei e ele confirmou, então acabou.
Ela
começou a chorar desesperadamente, resolvi tira-la de lá e levar para
casa, ode poderíamos conversar melhor. Estávamos de saída quando Mônica notou
que Alice estava comigo, ela veio às pressas em nossa direção.
-
Quem é essa vadia com você?
-
Cala a boca Mônica, vadia é você que fica se jogando pra cima de mim, me
provocando e depois fica ai se esfregando em outro, vá a merda!
O
tapa fez tanto barulho que o bar parou para olhar para nós, segurei Mônica pelo
braço e disse:
-
Olha aqui, você não é minha dona, nunca foi, você e nada são a mesma coisa. Diz
que me ama, mas o primeiro pinto que aparece você ataca com fome, sedenta por
essa merda, VADIA sim, mal amada e filha da puta. Os caras só ficam com você
por dinheiro, porque você é burra e fica sustentando moleque, tudo bem que
foder com você é excelente, porém você é mandona demais e não sabe esperar as
coisas acontecerem, vive forçando a barra e acaba ganhando tudo
no cansaço. To me demitindo, desaparecendo, me libertando de você.
-
Filha da puta, você apenas me usou....
-
USEI SIM, você já fez pior comigo no passado e fica ai jogando a culpa em mim,
adeus.
Peguei
a mão de Alice e saímos, ela me olhava com um sorrisinho no rosto.
-
Agora entendi.
-
Esquece esse assunto, Não sou prioridade hoje e sim você.
- Eu
te fiz perder o emprego (risos).
- Na
verdade esse emprego nunca foi meu, fui uma verdadeira idiotice ter ido pra lá.
Acho que se eu trabalhasse na livraria com você seria melhor, pelo menos eu
estaria rodeada do que mais gosto, livros.
-
Até que não seria uma má ideia (risos). Você... Poderia me deixar em casa?
-
Claro que sim, só me dizer onde é.
Ela
me guiou, deixa-a lá e fui pra casa sonhar com o sorriso de Alice.