- Esquece a cama, o quarto, deita aqui comigo.
Ela pegou cobertores e deitou-se ao meu lado, nos cobriu e me abraçou,
simplesmente dormimos. Um pesadelo veio me assombrar, me fez acordar e
acorda-la no susto dos meus gritos:
- AAAAAAH!
- Calma o que foi, respira...
- Desculpa... te.. assustei.
- Pesadelo?
- Talvez, não sei ao certo. Medo.
- Como assim, medo?
- Você já sentiu algo que nunca quis sentir?
- Sim, mas...
- Então, eu to sentindo algo assim e isso esta me matando por dentro,
não sei mais o que fazer.
- Que tal encarar seu medo de frente e tentar fazer algo?
- Mas como? Ela não me quer nem pintada de ouro.
- Você se banhou no ouro pra saber?
Pairou um silêncio e cada uma foi para o seu quarto, eu abri a janela,
sentei no parapeito e fiquei fumando um cigarro, tentando lembrar o que eu
havia sonhado ao certo, eu só lembrava dele vestida de noiva, mais nada.
Amanheceu eu decidir ir embora, ir atrás pela ultima vez, Mônica
ficou irritadíssima, mas me acompanhou. A deixei em casa e fui atrás pela
ultima vez, fui ao trabalho dela e me disseram que era seu casamento, até riram
baixinho debochando "como você não sabe".
Eu a vi entrando na igreja segurando a mão do pai seria culpa minha tal
ato? Afinal os dois não se falavam. Mas o pior de tudo era o casamento dela,
aquele vestido lindo, branco, tomara que caia com uma calda enorme (como o que
ela vestia no meu sonho). Eu a esperei entrar e então entrei de fininho, fiquei
ao fundo onde ninguém me viu. Assisti a tudo, aquele circo armado, aquele falso
sorriso treinado em frente ao espelho, aquela falsa alegria.
Eu chorava por dentro como uma criança, mas nenhuma lágrima saia de meus olhos, não sei o que era pior. O casamento acabou eu ainda fiquei na igreja até todos saírem, exceto a mãe dela, que continuava lá dentro triste, meio sem rumo. Ela me viu saindo, veio até mim e disse:
- Por que você não a impediu?
- Por que ela é dona da vida dela e sabe o que ta fazendo, eu não faço mais parte do caminho que ela escolheu.
- Você perguntou a ela?
- Não importa mais, é passado.
Eu saí, fui para a redação, escrever uma crônica sobre o ocorrido, me rendeu um bom texto, digno de criticas construtivas e uma coluna de crônicas fixas na revista, mas todas assim, românticas e que nos levem ao poço da depressão.
Eu chorava por dentro como uma criança, mas nenhuma lágrima saia de meus olhos, não sei o que era pior. O casamento acabou eu ainda fiquei na igreja até todos saírem, exceto a mãe dela, que continuava lá dentro triste, meio sem rumo. Ela me viu saindo, veio até mim e disse:
- Por que você não a impediu?
- Por que ela é dona da vida dela e sabe o que ta fazendo, eu não faço mais parte do caminho que ela escolheu.
- Você perguntou a ela?
- Não importa mais, é passado.
Eu saí, fui para a redação, escrever uma crônica sobre o ocorrido, me rendeu um bom texto, digno de criticas construtivas e uma coluna de crônicas fixas na revista, mas todas assim, românticas e que nos levem ao poço da depressão.
Mônica nem se quer tocou no assunto, me deixou livre dela e de qualquer
coisa.