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sexta-feira, 30 de março de 2012

Realidade Subjetiva

Era um fim de tarde de outono, eu parada no trânsito que começava a ficar caótico nessa cidade, ao som de Foo Fighters - Best of you. Eu olhei ao meu lado e o sol se pondo no horizonte, entre prédios e mais prédios.
O telefone tocou, coloquei no viva voz e atendi:
- Oi, esta podendo falar?
- Estou no trânsito, diga-me.
- Vem aqui pra casa, precisamos conversar.
- Assim que eu conseguir sair desse trânsito, vou sim.
- Estou te esperando. Beijos.
Com muita dificuldade, cheguei.
- Entra... Tudo bem?
- Sim, estou bem. O que você quer conversar, fiquei preocupada.
Ela me beijou, me jogou no sofa e por ali ficamos, quando a coisa esquentou, eu parei e falei:
- Para! Me diz o que você quer conversar.
- Eu quero você, eu não paro de pensar em você. Estou apaixonada.
Eu fiquei sem reação, eu também a amava, estava de quatro por ela.
- Eu... Eu...
- Desculpa, te assustei. Me perdoa!
Calei-a com um beijo demorado, devagar, sentindo bem sua boca na minha, seu corpo responder aos meus carinhos, ela foi se entregando aos poucos, de vagar, com se nunca tivesse feito isso antes. Quando nossos corpos nus se encontraram, eu sussurrei ao seu ouvido:
- Estou loucamente apaixonada por você, se dependesse apenas de mim, já estariamos juntas a muito tempo.
- Eu te amo e te quero.
- Você me tem, namora comigo?
Seu corpo respondeu minha pergunta, ela se mexia devagar, me beijava com delicadesa. Eu a apertava, acariciava. Quando comecei a lamber ela gemia devagar, baixinho, então comecei a pegar com um pouco mais de força, ela puxava meu cabelo pela nuca, eu a lambia freneticamente, quando ela começou a mostrar como ela era de verdade na cama. Escandalosamente um tesão...

Então acordei suando e com uma imensa vontade de ir atras dela.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Acasos

Aquela morena não sai do meu pensamento, meu passado mais do que nunca batia a porta me fazendo quase cair em tentação, mas eu não queria, queria apenas reencontrar aquela morena, que havia me deixado louca. Ela fugia de mim, eu não sabia por que e eu ia aos mesmos lugares como se fosse rotina, mas nada de reencontrá-la. Passava perto de sua casa sempre, sem sucesso. Quando desisti e chamei alguém do passado para sair, enfim a reencontrei. Fiquei parada, sem saber como reagir, eu queria 'ta' sozinha e chegar nela, quando então vi um cara trazendo uma bebida a ela, ele a beijou e eu fiquei sem rumo, queria ir embora, mas não podia estava acompanhada.
- Vamos nos sentar ali?
- Claro, vamos lá.
Nos sentamos, ela passava a perna dela na minha, me provocava e eu queria apenas pedir para ela parar, quando então a beijei, sentei ao lado dela e curti aquela noite ao lado de quem talvez eu não quisesse. Fomos pra casa, ela me queria e eu queria aquela morena. Ela me jogou na cama, subiu em mim e me beijo, fiz carinho, beijei seu corpo todo, comecei a tirar sua roupa e quando comecei a lambê-la lembrei da morena, quanto mais eu lembrava, mais forte ficava a minha língua e a minha vontade de fazer sexo com ela. Ela gemia baixo, sua respiração ofegante, seu corpo meio tremula, ela puxava meu cabelo e quanto mais forte, mais forte eu a chupava e acariciava. Aquele corpo perfeito, mas mesmo assim não era o que eu almejava.
Quando terminamos, ela deitou em mim e ficamos conversando, rindo e eu acabei esquecendo um pouco o que me atormentava. Dormimos!
Ao acordar, pela primeira vez acordei sozinha, ela já havia ido e no criado mudo um bilhete "Desculpa, tive que ir ao trabalho mais cedo, me liga quando quiser, adorei a noite, te adoro."
Deixei o papel no lugar, peguei meu tablet e fui me distrair escrever,
"Ela me atormentava, me fazia perder a razão..."
Fui interrompida por um chamado no face,
"Te ver acompanhada não foi legal, queria que você estivesse sozinha, te queria muito ontem à noite"
"Me queria, não quer mais. Você me confundi"
"Você também me confundi"
"Posso passar na sua casa e almoçamos juntas?"
"Estou te esperando".
Fui num salto, almoçamos como velhas amigas, como se nos conhecêssemos a anos, eu apenas admirando sua beleza. A cada segundo um pensamento novo, uma lembrança daquela noite inesquecível, passei então a provocar sem querer, foi inevitável:
- Pelo visto você adora provocar né?
- Heeeey! O que eu fiz?
- Fica me olhando com essa cara de boba, assim fico sem graça.
- Ah, desculpa... É apenas meu jeito.
- Lindo jeito por sinal.
- Ok, você venceu, me deixou sem graça (risos).
- Você ta vermelha, hahahaha.
- Tá, isso não é engraçado.
- Não mesmo, é lindo.
Então ela inclinou-se sobre a mesa e me beijou sim aquele beijo de novela mexicana aonde depois disso o casal vai para casa transar. No nosso caso foi diferente, terminamos o almoço e saímos do restaurante de mãos dadas, como um verdadeiro casal, que gostoso sentir ela pertinho de mim. Andamos por ai, vimos vitrines de lojas, falamos da roupa das pessoas e eu toda boba a cada gurizinho estiloso que eu via. Sim... Ainda a minha paixão por nenéns, ela comentava também, mas havia algo intrigante em seus comentários... Havia medo!