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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Perdendo-se

As estações do ano não se respeitam mais, o tempo ficou louco assim como nós, perdido no próprio tempo e espaço, ficção e realidade.
Os dias amanhecem chuvosos, cinzas e frios. As tarde são normais, parece que nada acontece. As noites são alternadas, noites com lindos luares ou noites chuvosas, fica a gosto do freguês.

Meus dias tem se resumido em dormir ouvindo a chuva bater no telhado e acordar com ela me dizendo para voltar a dormir. Minhas noites em bares quaisquer ao lado de amigos, falando de nada e ao mesmo tempo de tudo que nos importa no momento, minhas manhãs e tardes se resumem em trabalhar e esquecer que existe vida além disso.
Preciso dar férias aos meus pensamentos, anseios e receios. Preciso me dar férias de mim.
Essa enchente de sentimentos faz contraste com o cinza do céu, me perdi dentro de mim procurando algo que eu julgava ter achado. Mas a chuva levou com ela tudo que um dia poderia ter me pertencido. Tenho apenas solidão, músicas, ombro amigo e nenhum amigo, também tenho o copo sempre cheio.
Não tenho nada além de quatro paredes, um copo, algumas garrafas de solidão, martírio, tristeza e um computador furreca com uma internet ruim que as vezes me permite escrever.
Eu procurava mais, porém cansei de perder tudo toda vez que procurava por algo ou alguém.

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