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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Eu sabia que você não tinha uma boa imagem de mim, alias, ninguém tem mesmo, assim como voce imaginava isso, todas as outras pessoas imaginam. Não que eu ligue, até prefiro, assim evito de gostar de alguém ou que alguém goste de mim.
Eu fui prai com intenção alguma, eu nunca quis que voce muda-se seu ponto de vista sobre mim, mas em meio a todas as nossas conversas antes de dormir, aquelas sussurradas ao pé do ouvido, eu senti que algo poderia mudar ali, me senti com medo e não quis demonstrar.
Guria, eu não sei se tinha algum ponto de vista a seu respeito, mas confesso que já sentia ciúmes de voce antes de tudo isso acontecer, principalmente né, enfim.
Passar o final de semana ao teu lado e te conhecer realmente me fez ter um ponto de vista, aquele que eu implorei para não ter tão cedo, para não sentir, por puro medo.
Já ouvi muitos parenteses sobre o fato de gostar de alguém, sei que existem várias formas disso acontecer, mas acho que a melhor delas é quando voce tem uma visão, fecha os olhos e no meio de um beijo os abre para ter certeza que não é um sonho, pra ter certeza que aquilo ta acontecendo de verdade, então os fecha de novo e quando os abre, eles brilham de uma forma diferente, eles vem as coisas ao redor de uma forma diferente.

"A gente tava deitada, era domingo, vc estava em cima de mim me beijando, eu fechei os olhos e me senti num sonho, prestes a acordar, então quando voce parou de me beijar e eu te olhei de novo, eu me senti em um abismo sem volta, eu só tinha um opção, me jogar e, eu me joguei. Só não imaginava que voce me segurar daquela forma."

Eu nunca quis voltar pra minha realidade, eu a sinto vazia, eu sinto uma puta falta do caralho de voce, eu acordo desejando o dia que vou acordar ao teu lado de novo, eu durmo implorando pro teu corpo ta aqui comigo pra eu me encaixar, sentir teu lábio e dormir em paz.
Voce me acalma, me traz paz, me faz melhor e eu, sou desse jeito que te permitir conhecer, sou mais viadinha ainda, mas isso voce descobre com o tempo, se quiser.
Eu gosto de voce de um jeito que eu não sei definir muito bem, é ciúmes misturado com o fato de não poder cobrar ou esperar muito de voce, voce é livre pra fazer as escolhas que julgar serem melhores pra ti, eu infelizmente sou um pouco ausente fisicamente, logo voce encontra outra pessoa pra sentir algo assim (talvez, não sei), logo o tempo me apaga de voce, todos esses vestigios que deixei, logo não existiram mais. Porem em mim eles vão resistir ao tempo, eu não sou de ficar por ai "pegando geral", quando eu gosto de alguém eu perco oportunidades, digamos assim, por ter uma esperança de que um dia algo pode mudar e eu não querer dar passos em falso e foder com tudo.
Eu vivia um dia de cada vez por isso, agora eu ando medindo meus paços. Voce me deixou te conhecer, me permitiu gostar de voce, e eu, eu gostei, eu gosto do seu jeito louco, bobo e ciumenta de ser, eu gosto da forma que voce olha pra onde eu to olhando, preocupada se eu vou achar outra coisa. Acontece que eu não quero mais nada, eu só quero voce.
Se tudo isso não significar nada pra voce, não responda e me esqueça, mas se isso significar algo, deixa o teu jeito de não falar sobre sentimentos de lado, eu preciso saber deles agora.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Proposta Indecente pt.2

Acordei jogava no sofá com garrafas para todos os lados, bitas de cigarro também. Ela estava vestida e eu também, acabei lembrando que a recusei por causa da bebida, mas a luz do dia a deixava muito linda, até pensei em algo mas levantei de vagar para não acorda-la.
Levantei e peguei um cobertor, fechei a cortina da sala e ela se arrumou no sofá, inconsciente mas o fez. Aproveitei e dei uma geral na casa, fui passar um café e só então ela acordou, perdida e confusa.

- O que aconteceu?
- Bom dia guria, bebemos muito e caímos no sono, apenas isso.
- Aah, lembrei, verdade você me recusou, risos.
- É. - Eu estava vermelha de vergonha, sentia meu rosto queimar.

Ela veio se sentar comigo na cozinha e tomamos um bom café meio amargo pra poder melhorar da ressaca, logicamente, fumando.

- Quer tomar um banho ou quer que eu te leve embora.
- Agora eu não quero nada, apenas tomar esse maravilhoso café.
- Então eu vou pro banho rapidinho.
- Uhum, eu não vou fugir não, relaxa.

Eu sabia que ela não fugiria e olhar pra ela estava me dando vontade de agarra-lá, era a carne e o desejo falando, como eu podia ser assim, as vezes me assustava com isso. Mas como eu vivia um dia de cada vez, porque faltava aquela pessoa que me prendesse, eu não ligava muito pra isso.
Entrei no banho, água quente caindo no corpo e nenhum pensamento, só minha dor de cabeça monstruosa pela excesso da noite.
Então eu senti um abraço, uma boca nas minhas costas e uma mão na minha barriga, me puxando e me apertando, me beijando e desejando.

- O que você ta fazendo guria?
- Matando a minha curiosidade e vontade, cala a boca e curte o momento.

Me virei, ela estava nua, a puxei e a beijei. As mãos dela percorriam todo meu corpo e as minhas cada vez mais embaixo, ela estava me deixando louca. A puxei pela nuca, ela se ensuava e provocava, ela era completamente safada. Fechei o chuveiro e a carreguei pra cama, ela tinha domínio da situação, sentou em cima de mim e se esfregava com vontade, a virei na cama e fui direto para chupa-lá, ela ainda se fez de difícil, mas quando comecei, ela puxava meu cabelo, gemia alto e me pedi pra fazer com mais força.
Quanto mais eu chupava ela, mais ela queria, com gemidos altos e movimentos com o corpo, ela me enlouquecia de tesão. Eu a sentia gozar e respondia a seus pedidos, ela me puxou pelo cabelo e inverteu a situação de novo, sentada em mim ela se esfregando e passando a mão nas minhas costas sussurrou ao meu ouvido "Você sabe como enlouquecer uma mulher com sua língua, isso é perigoso e antes que fique ainda mais eu vou embora".

Ela se levantou, vestiu-se e foi embora.

Proposta Indecente

Estava cedo para começar a beber, o sol ainda não havia se posto e eu já havia fumado um maço, me troquei, sai como um foguete pela porta do apartamento, desci 5 lances de escada porque não estava com paciência pra elevador, desci correndo como se eu fosse uma heroína e fosse salvar o mundo naquele momento, nada mais era do que a vontade de ver o sol se pondo.
Praça cheia de crianças, horário de saída de escola, eu no carro sem atenção ou concentração alguma pra dirigir, apenas olhava o céu, loucura eu poderia matar alguém naquele estado, mas me lembrei que já havia dirigido pior não feito mal a ninguém.
Fui até um pico ver o por do sol e fumar, quando a noite surgiu e trouxe consigo a lua cheia, eu entrei no carro e fui para o bar, eu precisa beber e esquecer o que poderia vir a pensar. Dentro do carro o celular tocou, número desconhecido aquela altura do campeonato eu não atenderia mesmo, acho que nem se minha mãe me ligasse pra dizer que estava com saudades eu atenderia.
Cheguei no bar estacionei um pouco longe como de costume, desci do carro e deixei o celular lá dentro, não queria nada tirando meu foco de ficar bem um dia na vida. Entrei estava tocando uma rádio qualquer local, só sei que era essas músicas pop que todo mundo canta sem saber o que diz, mas ela tinha uma melodia gostosa pra caramba e havia uma mesa com 5 amigas cantando-a. Me sentei em uma mesa para duas pessoas e pedi um cerveja, a de sempre, ser fregues a tanto tempo tinha lá suas vantagens.
Eu estava na quarta garrafa quando me deparei com olhares fixos vindo da outra mesa, eu já havia notado olhares fugitivos (quando a pessoa não sabe se olha ou disfarça), mas agora ela nem piscava, virava o copo obsecada em mim, apenas olhei e sai pra fumar, ela foi atrás e me pediu o isqueiro emprestado.

- Me empresta o isqueiro?
- Claro.
- Obrigada! Você vem sempre aqui pelo visto né?
- De nada, as vezes só. - Eu não queria papo.
- Desculpa ser tão intrometida assim, é que não pude deixar de reparar como é bonita - Nessa hora eu me olhei de cima a baixo, de camisa lisa, jeans surrado e um vans velho no pé, sério que eu era bonita daquele jeito, risos.
- Obrigada.

Joguei a bita fora pedi licença e voltei pra minha mesa, sentei de costas para a mesa delas agora, foi até sem querer mas veio a calhar, eu não queria mesmo papo com ninguém.
Dessa vez pude observar uma mesa com um casal de lésbicas, quanta melação pra pouco espaço, tava me cansando o olhar, resolvi olhar o teto e beber, olhar os lados, olhar o bar todo mas lá não, aquele casal me fazia pensar no que eu não tinha e no que eu queria ter, logo meu pensamento foi invadido pela minha pequena e eu estava ficando bêbeda o suficiente pra fazer merda, minha sorte era ter deixado o celular no carro.
Eu voltei meu olhar para o casal, agora havia uma terceira pessoa em pé a frente delas e uma gritaria começou, era a guria que me pediu o isqueiro a pouco, ela estava cantando uma das gurias e a namorada mandando ela voltar pro lugar dela pois não queria confusão, ou seja, confusão formada.

- Olha aqui sua piranha, você estava quieta lá na sua mesa e a gente não havia te notado até você vir aqui, então volte pra lá e para de dar em cima da minha namorada.
- Mas ela tava me olhando, eu não posso fazer nada se sou melhor que você!
- Não ela não estava te olhando sua vagabunda.

Aquilo ia longe ainda, eu paguei a conta e estava saindo quando um copo arremessado acertou minhas costas, puta da vida me virei para ver quem havia feito e a guria venho correndo na minha direção.

- Puta que o pariu, me desculpa, não era pra te acertar era pra acertar aquela vadia que ta dando em cima da minha namorada.
- Da próxima usa a mão pra bater e não o copo cheio.
- Me desculpa mesmo viu.
- Tudo bem vai, normal brigas acontecerem nesse bar. - Eu olhei por cima dos ombros dela e vi a vadia beijando a namorada dela, ela se virou.
- Filha da puta!

Ela foi correr pra cima das duas eu a puxei pelo braço e a segurei pela cintura e só a olhei como quem dizia, seja superior a isso.

- Vamos sair daqui, vai ser melhor pra você.
- Vamos sim.

Ela aos prantos foi para fora eu fui até a mesa, peguei a bolsa dela e sai. Mostrei onde estava o carro, abri a porta pra ela e saímos. Sem rumo, apenas saímos dali, por mim eu procuraria outro bar, precisa beber mais, muito mais.

- Por que ta fazendo isso por mim?
- Não sei guria. - Acendi um cigarro e ela tomou de mim para fuma-lo.
- Sério eu não te conheço e você me "salva" assim.
- Você só não merecia ficar lá sozinha depois do que aconteceu.
- Quero beber mais, me acompanha?
- Tudo que eu queria ouvir.

Fomos pra casa, sentados no sofá enchendo a cara ela me falou um pouco dela, eu estava ficando muito bêbada e sabia que logo não lembraria de muita coisa, mas foda-se também, não estava me importando mais.
Ela veio pra cima de mim, tentou me beijar e quando conseguiu sentou em mim e foi ficando fácil, fácil até demais, empurrei ela para o lado e disse que era a bebida fazendo isso, melhor seria deixar pra lá.
Dormimos jogadas no sofá em meio a garrafas e bitas de cigarro.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Diga

Os dias já não faziam sentido, eram todos iguais e meus pensamentos vidrados em ti, eu olhava sua foto o tempo todo, todo dia e jogava o celular longe pra parar mas era impossível, era um cigarro atrás do outros, eu lembrava do teu beijo e de seus bordões, eu lembrava da nossa conversa, eu sentia sua falta como nunca senti a de ninguém antes.
Eu sentia vontade de chorar, de fazer você desaparecer da minha vida, mas eu não conseguia, quanto mais eu tentava te afastar do meu pensamento mais eu pensava em você e em como eu te queria, isso estava me deixando louca, eu poderia ta perdendo a oportunidade de conhecer alguém por não me permitir, por só pensar em você, mas eu não ligava, eu não me importava, eu gostava desse sentimento, você me fazia bem ate quando deveria ao certo estar fazendo mal com tudo isso.
Era estranho, era algo ingenuo, sincero até onde eu não aguentava mais.
Era noite, eu enchi a cara e o cigarro estava acabando, a unica coisa que as vezes conseguia me afastar de você, mas eu lembrava o quanto você também fumava e ria sobre isso, pensando que poderíamos de longe estar fazendo a mesma coisa, exceto pelos pensamentos, eu sabia que eu não fazia parte dos seus, tinha completa consciência disso.
Eu me joguei no sofá e acendi o ultimo cigarro, sabia que depois dele eu possivelmente dormiria, ou sonharia acordada como de costume.

"Você chegava toda feliz, pulava em meus braços, me abraçava forte e agradecia, te segurei forte e rodamos até você me dar um tapa no ombro e eu te soltar. Saímos andando, estávamos em um parque, conversando e rindo e lógico fumando né, porque somos viciadas nisso (risos).
Sentamos perto de umas arvores, sombra é sempre bem vinda, você me falou como esta se sentindo sobre tudo que acontecia e eu fiquei quieta, não poderia abrir a boca que ia acabar falando sobre o que você não queria ouvir.
A noite caiu e fomos embora, te levei pro meu apartamento pra gente tomar um vinho e continuar conversando, eu cheguei e fui direto pra sacada, você atrás de mim, sentou e eu entrei pra pegar o vinho e as taças, ali ficamos sentadas, bebendo, rindo e fumando até a hora que eu não respondi mais por mais, você sorria feito uma criança de uma brincadeira minha, me chamava de boba e eu então te segurei pela nuca e te puxei, eu senti meu corpo arrepiar todo ao tocar seu lábio macio, te segurei pela cintura e te puxei de novo, agora você estava sentada na minha perna, minha mão na sua cintura começava a correr pelas suas costas, eu puxava de leve seu cabelo te conduzindo numa dança perigosa, você deixava.
Te peguei no colo e te levei pra minha cama, te beijando o pescoço fui levantando sua blusa até tirá-la, minha boca agora percorria seus ombros, descia pelo peito e chegava até sua barriga, que você encolhia respirando fundo, subi te beijando e sua respirando começava a ficar mais forte, minhas mãos terminaram de tirar o resto das suas roupas, você estava completamente nua na minha frente, você sorria, mordia minha orelha, eu percorri seu corpo com a boca até chegar onde queria, comecei a te chupar e você gemia, respirava ofegante e isso me deixava cada vez mais louca."

Eu abri o olho com o sol batendo na minha cara, tinha amanhecido e estava frio, mas eu estava suando, com a camisa molhada de suor e com o celular na mão aberto na foto dela e havia uma mensagem, mas não era dela, era de quem eu disse não pra poder espera-la. Eu estava ficando literalmente louca.