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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Minha garota

Estava em casa naquele lugar... amigos, cerveja, cigarro e música boa. Me faltava ela para o sorriso ser completo.
Eu saia do bar quando dei de cara com ela entrando totalmente perdida a procura de alguém que por sinal era eu, quando ela me viu pulou em meus braços e me deu um forte abraço. Me assustei e só soube dizer "que bom que você veio".
Saímos andando e conversando, nesse meio tempo percebi que havia mais alguém de olho na minha garota. Já tinha visto aquele cara antes... Conversa vai, conversa vem e eu morrendo de vontade de agarrá-la e beijá-la, mas eu não conseguia fazer isso. Ela me deixava completamente sem ação, até o momento que disse:
- Vamos entrar pra ver a banda?
Era a minha hora, eu precisava apenas ser eu... Difícil?!
Entramos e o show estava agradável, melhor ainda ela ali ao meu ladinho abraçada comigo. Mas tinha que ter alguém para fazer o meu sangue ferver, tinha que existir aquele cara. Ele veio, aproximou-se dela enquanto eu estava no bar pegando uma bebida para nós, quando voltei ele estava de xavequinho no ouvido dela. Meu sangue ferveu, me vi quebrando duas garrafas na cabeça daquele idiota, mas me contive.
Me aproximei, dei uma garrafa na mão dela e disse:
- Vai dispensar ou ficar com ele?
Ela me olhou com uma cara de quem não gostou do que ouviu virou-se de frente para mim e sem dizer nada me beijou. Naquele momento eu não ouvia nada, eu não estava ali. Era como se estivesse em uma espécie de 'casulo acústico', eu só sentia sua boca na minha e ouvia sua respiração. Depois do beijo ela emendou:
- Dispensar né!
Eu sorri meio boba, meio sem graça e então abracei-a por trás e ficamos assim durante o show. Mas quem disse que o cara deixou por isso mesmo?! O filho da puta não desistiu de atormentar minha vida e voltou a insistir, na minha mente a seguinte frase repetia-se "Com a minha mulher ninguém mexe e fica por isso mesmo."
E quem foi que disse que ficaria por isso mesmo?!
Estávamos sentadas conversando, rindo, entre amigos, o maldito do cara veio e sentou-se perto dela. Ela segurava minha mão e ele a fez soltar, ficou de xavequinho no ouvido dela, nesse momento eu não me lembro muito bem da minha reação, lembro apenas de ter o visto levantando-se do chão e da minha mão dolorida. Eu acabara de enfiar a mão na cara daquele idiota, estava feliz pelo meu feito. Ele levantou-se e atrás de mim todos meus amigos levantaram-se também, eu me sentia foda naquele momento. Ela veio me abraçou e pediu para sairmos dali. 
Entramos, fomos ao bar e eu pedi gelo para colocar na mão, nunca havia dado um soco tão forte assim em alguém. Ela toda linda cuidando de mim, brigando comigo por eu ter brigado, mas depois me agradeceu dizendo que foi uma prova linda de tudo aquilo que eu já vinha falando para ela.

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