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domingo, 13 de julho de 2014

Eu estava motivada a dar um jeito nas coisas, ela era uma garota legal, realmente merecia outra chance e se depois de todas as brigas e pequenas discussões ela ainda estava ali, devia gostar pelo menos um pouco de mim. Fui até a casa dela, começamos conversando, estávamos sozinhas em seu quarto, como de costume logo ela estava no meu colo.
Me beijava como se estivesse esperado todo tempo por aquele momento, mas eu não sentia o mesmo. Aquela boca que antes era tão atrativa, naquele momento não se diferenciava muito das outras e, aquele olhar de ressaca que costumava me puxar só me mandava mais pra longe. Mesmo assim insisti.
Deitei-a na cama, suas mãos correndo pelas minhas costas e um único pensamento em minha cabeça "eu preciso tentar, preciso fazer isso". Corri a mão pela sua barriga, enquanto beijava seu pescoço, apertei-a forte na cintura como sei que ela gosta, ela abriu um sorriso, fiquei feliz. Continuei descendo minha mão até alcançar o meio de suas pernas, ela gemeu. Entretanto não me senti excitada como de costume, e aquela vontade de possui-la que antes me dominava já não estava ali, pelo contrário.
Fechei os olhos e logo estava longe, bem longe daquele quarto. Você estava comigo, seu cheiro invadiu minha mente, deixei-me levar, seu sorriso, seu toque, parei de ouvir tudo o que acontecia a minha volta. Parei tudo que estava fazendo, deitei ao lado dela sem entender o que estava acontecendo. Você estava ali, dentro de mim.
Acendi um cigarro. Meu deus como ela odeia cigarro,. "Vamos ter que dar um jeito nisso", ela disse tirando-o das minhas mãos, foi então que percebeu. Meu olhar distante. Eu não estava ali, não estive ali em nenhum momento daquele dia. Ela sorriu e disse, "As coisas mudam rápido, não imaginei que ia ser to rápido assim". Eu sabia que ela sabia, não me dei ao trabalho de explicar, me vesti e fui embora.
Aquilo nunca tinha acontecido comigo antes, pensei, "Devo estar maluca. Com certeza estou maluca", seria to fácil ficar com ela agora, mas desde que você chegou as outras pessoas ficaram simplesmente desinteressantes.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Insanidade

Eu andava bebendo mais que o normal, aquele estado de embriagues me fazia chegar mais perto dela, eu estava virando uma alcoólatra da saudade que aquela guria me causava. Todos os meus vícios estavam piorando com tudo aquilo, era 3 maços por dia, litros e mais litros de cerveja e alguns bons de whisky, eu já não tinha mais como manter aquilo tudo por muito tempo.
Os dias iam passando e eu não conseguia seguir minha vida, a cada rosto eu via o dela. A cada mulher que eu tentava me relacionar era nela que eu pensava, era ele que eu via e queria o tempo todo, aquela guria estava me enlouquecendo de verdade, antes o que eram transtornos e sessões de analise, hoje nem elas resolviam mais.
Eu peguei o carro e sai por ai, andando sem rumo até o celular tocar e eu parar em frente a uma padaria, desci para comprar mais cigarros e atendi.

- Alô?!

Então o telefone ficou mudo e a pessoa desligou, até hoje não descobri quem ligou, eu só consegui ouvir uma respiração do outro lado e logo peguei o telefone para ligar para ela, mas desisti quando senti alguém esbarrar em mim.

- Quanto tempo, quem diria que te encontraria do outro lado da cidade numa noite tão linda.
- Ah, oi, pois é.
- Fumando pra esquecer?
- É, você me conhece muito bem mesmo, não tem como mentir pra você.
- Quer ir pra algum lugar fumar e conversar?
- Ta, pode ser.

Eu não estava me importando muito com aquela presença, mas sabia que seria bom se eu conseguisse falar com alguém a respeito da minha saudade e insanidade.
Ela fui levando o carro e eu apenas fumando e falando igual uma não sei  o que, ela as vezes ria e dizia, nossa eu já vi isso antes. Quando reparei estávamos na frente da casa dela.

- Esqueci que você é louca. Por que me trazer aqui?
- Vamos entrar e eu te digo.

Entramos e então ela abriu um whisky, serviu dois copos e sentou no meu colo de frente pra mim, me prendeu no sofá com seu corpo e começou a me beija, dizendo que me faria esquecer aquela guria, dizendo que ela seria toda minha e que seria a melhor noite da minha vida.
Mas não foi, quando ela começou a me beijar no pescoço e a passar a mão nas minhas costas, eu senti o toque de outra pessoa, senti a boca de outra pessoa e sem pensar duas vezes empurrei ela para o lado e sai, me levantei e pedi para ela abrir a porta pois eu ia embora. Ela veio para cima de mim como um furacão, me pegou de novo e começou tudo de novo, ela não me deixaria ir embora enquanto eu não matasse a vontade dela.
Eu me deixei levar pelo momento, mesmo pensando em outra pessoa eu estive com ela naquele momento, totalmente incompleta e ela sabia disso, mas ela quis do mesmo jeito, ela sabia que pra me curar de um amor só um novo amor ou um novo sexo, mas dessa vez ela errou, dessa vez tudo que eu sabia sobre mim estava errado.

Nicotina

Era nisso que pensava quando ela me vinha a cabeça. Eu já havia fumado porém não era um hábito frequente, mas ela me fez querer isso. Ela era embriagante e viciante como cigarros, e meus pensamentos sórdidos a respeito dela se misturavam em meio a fumaça que saia da minha boca. Eu tentei evitar, tentei realmente não me apaixonar por essa mulher, mas ela era extremamente excitante. O cheiro dela permaneceu na minha pele por dias e por mais que eu evitasse, aquela mistura de cigarros e perfume não deixava meu ser.
Fui então me adequando  a isso.
A ter pensamentos insanos sobre sorrisos e olhares, a acordar suada no meio da noite com aquela voz rouca na cabeça. Fui me acostumando a te-la por perto mesmo longe, a sentir seu cheiro mesmo quando ela não está por perto, fui parando de sentir medo e me deixando tomar pelo desejo. Fui deixando-a entrar, pouco a pouco e quando percebi, estava presa. Completamente presa em suas teias. 
Talvez ela tenha articulado tudo para que fosse assim, ou talvez ela nem se lembre de como foi, mas sinceramente não importava. Eu já estava ali, perdida, envolvida de todas as formas possíveis, afinal sempre fui movida pelas paixões, me fizessem elas bem ou não.
A chama é o que importa, saber que existe algo ali e que em algum momento vou poder sentir de novo, aqueles toques, aqueles lábios, o gosto da sua pele na minha boca. Não preciso de muito mais do que isso. Enquanto não tenho, fico com a nicotina.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Desejo

Eu acendi um cigarro, tentava olhar disfarçadamente para trás para que ela não percebesse meu olhar, mal sabia eu que intenções eram mutuas, eu continuei no meu canto sem dar sinais de intenção. Uma amiga apareceu e então vi que ela a conhecia, permaneci na minha sem demonstrar nada, ali não era lugar, já tinha histórias suficientes naquele lugar para querer mais uma.
A noite seguiu e os dias passaram, eu sabia que ainda viria aquela guria de novo, sabia que aquela noite não morreria ali e não morreu. Um acontecimento, uma frase e "boa noite, vamos conversar?!". Ali se iniciava algo que minha mente não imaginou, não se preparou e foi tudo meio rápido. Era o dia todo olhando a foto dela e deixando os pensamentos sórdidos bem a vontade para fazer a festa com o meu pensamento.
Eu dormia pensando e assim acordava, uma ligação, uma voz serena e bonita, doce, uma verdadeira melodia para os ouvidos. Ela não acreditava nas minhas cantadas baratas, mas foram as únicas verdades que a vida me ensinou a dizer, mas dessa vez existia um pouco mais que a intenção de uma simples noite em um motel, era um desejo que crescia dentro de mim para ser saciado aos poucos, esse desejo insolente, me fez perder noites de sono, me fez dizer coisas verdadeiras de mais para aquele momento, eu corria contra o tempo, contra a minha vontade.
Ela dizia acreditar, mas algo em mim dizia que ela me achava louca, de fato sou. Louca de desejo, de vontades e curiosidades, em uma noite minha mente a imaginou dentada sobre meu corpo, com algumas mexas do cabelo cobrindo seu rosto, escondendo seu sorriso bobo, minha mão deslisava pelas suas costas a dela pela minha barriga, sua boca encontrava minha nuca e a minha não encontrava ar para respirar, você me tirou o folego, então despertei de mais um sonho acordada, era tão real que por um instante pude sentir sua pele na minha, mesmo isso nunca tendo acontecido de fato.