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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Era eu e um sentimento


Ela veio correndo em minha direção, gritos desesperados e um abraço. Caímos ao chão e ela sorria como quem dizia, que bom te ver de novo. Levantamos, sacudimos a poeira e a fala se foi. Nada sai da boca dela nem da minha, mais risos, porém dessa vez eram risos envergonhados pelo silêncio ou talvez pelo tombo. 
Ela pegou minha mão, me puxou para a galera e me fez curtir a noite toda, ela me puxou em um canto e deixou as palavras de lado, era apenas olho no olho, lábios próximos e sua mão macia em minha face cansada. Ela sorria e eu viajava em pensamento querendo parar o tempo, querendo não mais acordar daquele sonho. Eu olhava ao meu redor e não via nada, via apenas ela me fazendo sentir o que nunca havia sentido antes. Me fazendo ser apenas eu, criança inconsequente, pseudo adulta, sobrevivente do caos dos dias.
Eram juras sem citar uma palavra, eramos cúmplices de um sentimento que não podíamos descrever, era eu e ela e todo aquele amor. A noite foi chegando ao fim, o dia amanhecendo e ela se indo... 
Ao nascer do sol eramos eu e meus pensamentos sentados em um banco qualquer, olhando o movimento das ruas. Era eu, pensamentos e lágrimas de uma noite em vão, de um sonho sem fim. Era eu e todo o amor que nunca vai passar.

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