- Sai da minha casa agora. - Disse em tom de ordem!
- Eu não vim aqui pra falar com você, sai da minha frente me deixa terminar de falar com ela.
- Cala a sua boca, na minha casa mando eu. Sai agora ou eu chamo a policia e te acuso de invasão domiciliar.
Nessa mesma hora aquela guria cresceu pra cima de mim, a empurrei e a briga começou. Eu ouvia alguém chorando e pedindo para nós pararmos, ela entrou no nosso meio e nos separou, virou-se para mim e disse:
- Eu vou com ela para que isso acabe.
- Você não pode ir com ela, não faz isso!
- Desculpa! Eu não consigo ver você se machucando por minha causa, eu vou para isso acabar.
- Se você sai por aquela porta com essa guria nunca mais olha na minha cara!
Ela pediu desculpa mais uma vez e saiu. Peguei a chave e desci atrás, entrei no carro e sai feito louca. Passei por elas, eu corria como se aquilo fosse me fazer fugir dali, esquecer o que havia acontecido. Mas me dei conta de que isso não adiantaria muito, fiz um retorno e voltei para tentar encontra-las, estavam sentadas na praça perto do apartamento. Estacionei o carro e fui até ela:
- Eu esqueci de fazer uma coisa.
Levantei-a do banco puxando pela cintura e a beijei, um beijo demorado e a chuva voltou a cair.
- Esquece o que eu te falei lá dentro, esquece essa garota que ta sentada ai nesse banco, esquece o passado e se de uma chance de ser feliz, de sorrir e não mais se preocupar. Esquece de tudo e me deixa tentar te fazer feliz. Fica comigo!
Ela me olhou com lágrimas nos olhos, me abraçou e pediu para que eu a tirasse daquele lugar. Viramos as costas para o passado e saímos abraçadas em direção ao carro, entramos e fomos para casa, sem reações contrárias... O passado havia ficado sentada no banco de uma praça, de uma praça qualquer.
Ela foi comigo para casa e então voltamos a nos deitar:
- Agora você pode contar a minha história.
- Ah sim, verdade... Mas agora a história é outra e rápida.
"Haviam duas pessoas, um sentimento não reciproco, mas existia respeito. Uma fazia de tudo pela outra que sabia que poderia contar sempre com aquela pessoa. Um belo dia, elas estavam deitadas na cama, abraçadas e uma delas abriu a gaveta do criado mudo e tirou de lá uma caixinha de presente, ao abrir..."
Eu ia contando a história e fazendo exatamente igual, havia tirado uma caixinha do criado mudo e aberto para ela, então disse:
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