"Ela veio correndo no meio daquela tempestade, aos berros, chorando. Se jogou em cima de mim e começou a me bater, me xingando de todos os adjetivos mais "lindos" que existem.
Ela estava enfurecida com toda aquela situação, eu estava com raiva dela devido ao show que estava fazendo em praça pública.
Em um momento, ela parou se levantou, me chutou e saiu (vai entender). Eu não aguentei, a puxei pelo braço e comecei a gritar com ela, a chamei de vadia, de filha da puta, de fácil em todos os sentidos, mas acho que nada doeu tanto quando "Eu usei você, eu nunca quis nada além do tivemos".
Ela se soltou de mim, foi andando para 'trás' sem olhar, simplesmente saiu desnorteada com a situação. Me virei e fui para casa, naquele minusculo apartamento, eu terminei um maço e abri outro, bebi muitas cervejas e fiquei olhando o celular, na esperança daquela noite ter sido apenas um pesadelo. Dormi no sofá.
Ao acordar, com a cabeça dolorida e com a sala imunda de bitas de cigarro e garrafas, meu primeiro instinto foi pegar o celular e ver se havia algo, havia.
"Você pode ter me usado sim, mas eu amo você, isso infelizmente vai demorar para mudar sua filha da puta."
Eu pensei em responder, em ligar, mas resolvi apenas tomar um banho e sair para andar, esfriar a cabeça, ver pessoas (de novo)."
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