Não querendo ser feminista, mas sendo. Descobri que o lado de baixo é bom, mas estar por cima e acompanhar todo o desenrolar da história não tem preço. Vai ver é isso que despertou a curiosidade dela, o querer saber como é o outro lado.
O carinho ficou diferente, a mão ficou mais pesada, o lábio mais denso, os beijos intensos o toque quase uma erupção.
Ela percorria um corpo conhecido, mas ao mesmo tempo novo ao seu olhar.
Ela não sabia ao certo por onde começar, queria tudo de uma vez só, eu bem que tentei acalma-la, mas a sede dela não me deixa respirar.
Ela apertava, mordia, arranhava.
Toda vez que eu tentava inverter a situação, ela me pegava mais forte.
Eu estava gostando da brincadeira, do desconhecido.
Ela estava com uma cara inconfundível, a do desejo, tesão.
Insaciável, maléfica.
Deitamos uma ao lado da outra sem conseguir respirar, ela levantou preparou uma bebida para mim, pegou algo na bolsa e foi para a sala. Eu fui atrás dela e a peguei fumando e bebendo, caímos na risada e ficamos largadas no sofá, fumando, bebendo e conversando, nos descobrindo ainda mais.
Não demorou muito a pegar no sono, a levei para a cama e deitei também.
- Amor, acorda. Vamos tomar um banho antes de você ir.
- Hmmmm.... Bom dia amor (smack)
- Dormiu bem?
- Muito bem.
- Banho juntas?
- Ah, sim claro.
No banho era inevitável não reparar na água escorrendo pelo seu corpo, não havia nada de novo ali, mas aquele corpo perfeito me encantava e toda vez parecia que eu o vi-a pela primeira vez.
- Vai ficar me olhando e não vai entrar no banho?
- Ah, desculpa. É que não consigo parar de admirar sua beleza.
- Beleza que só você vê.
- Que bom, só eu preciso ver mesmo.
Ela me encostou na parede, segurou o meu rosto e perguntou no meu ouvido:
- Quando vai assumir que me ama?
- Quando você também fizer o mesmo!
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