"Ela corria na orla da praia, de repente ela estava em casa com seu filho chorando ao colo, a cena mudava de novo e apenas me lembro dela dentro de um táxi indo para longe, chovia muito naquele dia e o resto são apenas borrões e um clarão em minha direção."
Acordei suando frio, gritando e me deparei sozinha em casa, primeira coisa que fiz foi ligar pra Mônica, mas o celular estava desligado, então me vesti, procurei um boné para disfarçar o cabelo despenteado e fui para um barzinho tentar esquecer o pesadelo.
Escolhi um barzinho mais ao centro da cidade, me sentei pedi uma porção de fritas com queijo e uma cerveja, do nada comecei a rascunhar algo qualquer no celular por falta de caneta e papel, então percebi que havia respondido um e-mail de uma leitora, deixei salto para passar a frente quando fosse para a redação.
Fiquei ali comendo e bebendo por mais ou menos umas 2 horas, mas a verdade é que eu mal bebi, não conseguia parar de pensar no pesadelo, na mulher do pesadelo, minha morena que havia se casado (se é que ela ainda era minha).
Sentada ali vi muitas pessoas, mas nada me assustou mais do que um casal que acabará de chegar, eles pareciam ter brigado e a menina estava com uma cara de choro, o cara estava se achando o bom, sentaram pediram uma cerveja e só quando a luz iluminou bem o rosto daquela garota foi que eu percebi quem era realmente. Ela estava de volta, de voltar para me confundir, aquela morena. Meu sonho era algum tipo de premonição? Ainda bem que desacredito disso.
Eles foram bebendo cada vez mais e eu menos, alias ela mal bebeu ele que encheu a cara. Começaram a discutir, ela jogou a aliança na cara dele e quando levantou para sair ele a puxou pelo cabelo, ameaçou bater e então um cara da mesa ao lado o segurou, eu peguei a bolsa dela a puxei pelo braço, abaixando o rosto coberto pela aba do boné para ninguém me reconhecer, então tirei-a dali, ela entrou no carro com uma cara de assustada e eu sai cantando pneu, sem chances para o cueca vir atrás:
- Seu louco, pra onde esta me levando?
- Pra um lugar longe desse cara.
- Pera ai eu conheço essa voz.
Ela tirou meu boné e me bateu.
- Caralho eu to dirigindo, quer que eu bata com o carro, porra meu, acabei de te salvar daquele troglodita e é assim que me retribui? Deveria ter te deixado lá apanhando na frente de todo mundo.
- Sua filha da puta, se é pra ficar jogando as coisas na minha cara não precisava ter feito nada disso.
Parei o carro e mandei ela sair, mas quando ela ia fazendo isso travei a porta e arranquei com o mesmo novamente.
- Como quer que eu sai se você não deixa?
- A verdade é que eu não quero, desculpa, mas eu posso não ter nada a ver com a sua vida, mas não deixaria ninguém lhe fazer mal.
- Você estava certa, eu não deveria ter casado. Foi precipitado demais.
- Vamos pra minha casa conversar, pode ficar por la numa boa.
- Aceito.
E o maldito sonho ainda na mente, me fazendo resistir a não contar. A cada quilometro que me aproximava de casa eu sentia um frio ainda maior na espinha, mas tentava me controlar, na verdade eu não sabia se a abraçava de alegria ou para conforta-la, talvez os dois.
- Entra
- Nossa, como esta diferente aqui.
- Esta tudo do mesmo jeito, porém arrumado.
- Arrumado, pois é, o que aconteceu?
- É que agora eu trabalho, fico pouco em casa e tenho outro lugar pra bagunçar.
- E tem uma mulher cuidando de você também.
- N... não, de onde tirou isso?
- Apenas deduzi, desculpa
- Tudo bem, agora quer me contar o que ta acontecendo?
- Ele é um monstro, de um tempo pra cá não para em casa, anda me traindo e ainda tem a cara de pau de dizer que me ama e que quer um filho. O problema é que o amo também e... Bom, dai a gente fica assim, brigando por bobeira.
- Você ia dizer algo e não disse.
- Não era importante. Bom, desculpa mas estou com fome.
- Ah sem problemas, quer que eu faça algo pra você comer?
- Você na cozinha?
- Me viro muito bem.
- Aceito seu file de frango a parmigiana, da pra ser?
- Seu pedido é uma ordem.
Fui pra cozinha, fiz tudo e coloquei a mesa. Ela comeu com uma boca tão gostosa que parecia criança comendo. Tomou um banho e se deitou, eu arrumei tudo e quando sai do banho ela estava em um sono profundo e pesado, foi então que percebi que ela havia engordado um pouco, até cheguei a pensar que ela estava gravida como no sonho.
Peguei um cobertor e estava indo para a sala quando ela acordou:
- Onde você vai?
- Pra sala dormir.
- Não, deita aqui ao meu lado, você me passa segurança.
Assim o fiz, dormimos até o despertador me acordar para ir trabalhar. Acordei, liguei para Mônica e disse que não poderia ir pois estava com visita em casa, ela ficou uma fera, mas fazer o que.
Fui a padaria, voltei e fiz o café da manhã, levei para ela na cama. Com cuidado para não assusta-la, acordei-a com carinhos e então tomamos café da manhã:
- Você ainda não me disse o que faz por aqui, pensei que estivesse morando em outra cidade.
- Na verdade estava, voltei para a casa da minha mãe essa semana.
- É mesmo, por que?
- Problemas de saúde.
- Com a sua mãe?
- Não comigo.
- Como assim, o que você tem?
Ela colocou o copo na bandeja, segurou minha mão e então falou:
- Estou gravida, mas meu marido não pode nem sonhar com isso, se não nunca conseguirei me separar dele.
- Mas como vai esconder algo assim, acha que ele nunca vai procurar saber?
- No depois eu vejo o que faço.
Uma forte dor de cabeça se instalou em mim, o sonho martelava como nunca em minha mente, mas nada disse a ela. Terminamos o café e fui leva-la embora, quando chegamos na casa da mãe dela o marido a esperava do lado de fora, quando ele me viu chegando, se jogou na frente do carro, abriu minha porta me tirou de dentro do mesmo e me bateu até que alguém interveio, ela me jogou no banco do carona e saiu dirigindo feito uma louca, voltamos para casa.
Eu havia esquecido como era voltar sangrando para casa depois de brigar por causa de uma mulher.
- Entra
- Nossa, como esta diferente aqui.
- Esta tudo do mesmo jeito, porém arrumado.
- Arrumado, pois é, o que aconteceu?
- É que agora eu trabalho, fico pouco em casa e tenho outro lugar pra bagunçar.
- E tem uma mulher cuidando de você também.
- N... não, de onde tirou isso?
- Apenas deduzi, desculpa
- Tudo bem, agora quer me contar o que ta acontecendo?
- Ele é um monstro, de um tempo pra cá não para em casa, anda me traindo e ainda tem a cara de pau de dizer que me ama e que quer um filho. O problema é que o amo também e... Bom, dai a gente fica assim, brigando por bobeira.
- Você ia dizer algo e não disse.
- Não era importante. Bom, desculpa mas estou com fome.
- Ah sem problemas, quer que eu faça algo pra você comer?
- Você na cozinha?
- Me viro muito bem.
- Aceito seu file de frango a parmigiana, da pra ser?
- Seu pedido é uma ordem.
Fui pra cozinha, fiz tudo e coloquei a mesa. Ela comeu com uma boca tão gostosa que parecia criança comendo. Tomou um banho e se deitou, eu arrumei tudo e quando sai do banho ela estava em um sono profundo e pesado, foi então que percebi que ela havia engordado um pouco, até cheguei a pensar que ela estava gravida como no sonho.
Peguei um cobertor e estava indo para a sala quando ela acordou:
- Onde você vai?
- Pra sala dormir.
- Não, deita aqui ao meu lado, você me passa segurança.
Assim o fiz, dormimos até o despertador me acordar para ir trabalhar. Acordei, liguei para Mônica e disse que não poderia ir pois estava com visita em casa, ela ficou uma fera, mas fazer o que.
Fui a padaria, voltei e fiz o café da manhã, levei para ela na cama. Com cuidado para não assusta-la, acordei-a com carinhos e então tomamos café da manhã:
- Você ainda não me disse o que faz por aqui, pensei que estivesse morando em outra cidade.
- Na verdade estava, voltei para a casa da minha mãe essa semana.
- É mesmo, por que?
- Problemas de saúde.
- Com a sua mãe?
- Não comigo.
- Como assim, o que você tem?
Ela colocou o copo na bandeja, segurou minha mão e então falou:
- Estou gravida, mas meu marido não pode nem sonhar com isso, se não nunca conseguirei me separar dele.
- Mas como vai esconder algo assim, acha que ele nunca vai procurar saber?
- No depois eu vejo o que faço.
Uma forte dor de cabeça se instalou em mim, o sonho martelava como nunca em minha mente, mas nada disse a ela. Terminamos o café e fui leva-la embora, quando chegamos na casa da mãe dela o marido a esperava do lado de fora, quando ele me viu chegando, se jogou na frente do carro, abriu minha porta me tirou de dentro do mesmo e me bateu até que alguém interveio, ela me jogou no banco do carona e saiu dirigindo feito uma louca, voltamos para casa.
Eu havia esquecido como era voltar sangrando para casa depois de brigar por causa de uma mulher.
E oensar que foi você que me agrediu, não me protegeu e me fez mal. Pois é... Você fez comigo o que dizia odiar e o que nunca faria comigo. Estranho... Mas talvez a culpa seja minha mesmo. Me odeio, te odeio, odeio tudo que aconteceu :/
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