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domingo, 29 de julho de 2012

Só Um Final De Semana, Só Uma Casa Nas Montanhas

Viagem de feriado? Sério que eu ainda era capas de fazer isso? Pois é, o convite veio da bela Mônica, ah desculpem a minha indelicadeza não a apresentei ainda, Mônica é a minha editora chefe.
Ela veio até a minha mesa e deixou um convite no meio de alguns papeis, pra ninguém saber, talvez. Só sei que fui embora mais cedo, arrumei minhas coisas, peguei o carro passei na casa dela. Estava lá com sua enorme mala me esperando:
- Mas é só um final de semana, pra que tudo isso?
- Mulher né! Sabe como é (risos).
- Tudo bem (mais risos).
Nossa viagem fui subir a serra e ir para a casa dela nas montanhas, lugar frio e gostoso, longe de tudo, onde eu poderia passar o resto da minha vida, bebendo vinho, fumando e escrevendo, lugar propicio para novas inspirações. Nos instalamos, em quartos separados, eu estava na boa como amiga mesmo, se ela estava com alguma intenção eu ainda não havia  percebido nada.
Chegamos e fomos logo fazer algo para jantar, afinal 3 horas de viagem depois de um dia de trabalho, costuma cansar um pouco. Ela cozinhou, eu coloquei a mesa e servi o vinho, massa para cair bem, estava tudo uma delicia. Conversas, risos, passado, presente e o que esperamos do futuro, livros, escritores, música. Fim do jantar, prolongamos a conversa para a varanda, frio, chuva fina e ar puro. Um cigarro aqui, outra taça de vinho ali e assim as horas foram passando, um maço acabou duas garrafas também. Decidimos parar por ali e nos retirar, já era bem tarde.
Cada uma para o seu quarto, ela se trancou e eu fui tomar um banho. Confesso que morri no chuveiro lembrando o sorriso dela ao falar que odeio uma das bandas favoritas dela por ser de tempos atuais, eu ria sozinha no banho, não sei se era culpa do vinho ou do belo sorriso de Mônica.
Fui para o meu quarto, me troquei e quando ia deitar na cama para escrever, ela bateu a porta:
- Posso entrar?
- Claro que sim. - Coloquei o note de lado - Eu ia escrever, mas se quiser ficar aqui comigo, será melhor.
- Sem cantadas (risos).
- Não foi uma cantada, foi apenas uma... (risos), desculpa, foi uma cantada sem querer.
- Perceptível, você nunca muda mesmo.
- Eu não percebo o que faço as vezes, perdão.
- Tudo bem, eu só não queria ficar sozinha, tenho um pouco de medo dessa casa a noite.
- Nunca ficou aqui sozinha?
- Não, sempre vim pra cá acompanhada, namorados ou amigas.
- Entendi, bom se quiser pode dormir aqui, a cama é de casal e eu não vou te agarrar. Terá apenas que tentar não se incomodar com o abajur acesso, vou escrever um pouco.
- Tudo bem, vou virar pra cá e dormir, obrigada.
Um beijo no rosto, lábios carnudos e molhados, a algum tempo seria o céu, mas naquelas circunstâncias eu não sabia como agir. Lógico que a carne queria aquela mulher, mas a consciência não.
Fiquei escrevendo um pouco, logo o sono bateu e adivinhem só o que escrevi? Toda essa confusão de pensamentos, daria muito pano pra manga isso tudo. Fim da vontade de escrever, sono batendo forte, me ajeitei para dormir. Lado bom, ela se virou e me abraçou, assim dormirmos.

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