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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Rascunho Sem Importância

Era obvio que ela responderia não, era obvio que eu não demonstrava nenhuma segurança. Era tão obvio que eu não entendia o motivo da minha tentativa, nada nunca daria certo, eu teria que mudar muito ainda para conseguir demonstrar a ela o que sentia e do que era realmente capaz. Mas não se muda uma personalidade, apenas se trabalho em cima do que se tem, mas o que eu tinha?
Nada, era essa a minha conclusão depois de um não e outro tapa na cara. Vai me diz, porque adoram me estapear? Ok, sem respostas, melhor a incerteza de um ato do que o contrario.


Assim a vida passaria, ela com aquele cueca, eu com nada nem ninguém. Afinal aquela faxina me levou as últimas ideia de qualquer rabisco que emplacaria algo realmente bom de minha autoria. Começar do zero? Sim, mas antes uma dose de pinga pra esquentar porque essa cidadezinha do interior esta acabando com meu corpo.


Fim de tarde, frio, nuvens, lua, estrelas, linda noite para boas ideias, porém só saiam as burrices que cometi com a minha morena, decidi então que começaria do zero retratando tudo que passamos até aquela data e que deixaria em aberto o fim da história, pois acreditava que ela não havia acabado, afinal vai que o cara não da conta do recado, ela se cansa dele e tudo volta ao normal?!


Mal sabia eu que esse fim poderia chegar muito antes do que eu poderia imaginar ou calcular.

Um comentário:

  1. Como pode esses textos de anos atrás retratar algo que estaria acontecendo agora?! Que raiva de você, se tudo!

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