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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Enfim o Começo

Esses sonhos subjetivos já estavam me deixando louca, eu já não sabia mais o que era sonho ou realidade, estava confundindo tudo. Apenas não confundia o que sentia por ela, mesmo as vezes querendo esquecer tal sentimento.
Muita coisa havia mudado, eu mal conseguia vê-la durante a semana. Minha rotina me consumia por inteiro, agora além de um trampo registrado em carteira eu também estava na faculdade, meus rascunhos cada vez mais escassos e sem sentidos, bebedeiras quase nulas, eu estava perdendo muitos vícios, menos o de ir atras de quem eu julgava amar.
Naquela tarde eu descobri que ela não iria sair de casa, então fiz um caminho diferente para a faculdade, uma pulta volta do caralho, super contra mão, mas para vê-la até a mentira mais descarada do mundo cairia bem. Passando em frente a casa dela, a via para em frente ao portão com alguns amigos, passei devagar e buzinei, acenei e ela me gritou, passei e dei a volta na praça, voltei para a frente da casa dela, estacionei e ali ficamos, eu, ela e os amigos. Falando bobeiras, rindo, de repente eles se despende e ficamos só eu e ela, então uma conversa mais franca:
- Você realmente vendeu seu apartamento? Gostava tanto dele.
- Ele lembrava muito o SEU apartamento, (risos). Pelo visto faz tempo que não nos vemos...
- Eu pensei nisso quando passei por aqui e te vi, por isso dei a volta e cá estou.
- Estava com saudades de você, suas bebedeiras e loucuras.
- Eu... Eu posso te garantir que minhas saudades são ainda maiores de coisas bem fúteis (risos).
- Como sempre, só pensando em sexo.
- Calunia (risos), não pensei nisso, apenas nesse sorriso que você acabou de me dar.
- Como sempre, o dom de me deixar sem graça.
- Como sempre, o dom de me fazer feliz com pouco.
- Entra, vem conhecer minha casa nova.
- To indo pra facu, parei mesmo só pra dar um oi e ganhar um abraço.
- Não seja por isso.
Ela me abraçou apertado, beijou meu pescoço e sussurrou "fica aqui comigo, só hoje", não tive como escapar, quando dei por mim já estávamos em seu quarto, nos beijando.
- Que fácil convencer você a ficar.
- Eu não sei dizer não pra dona do meu coração.
- O que?
- É... É... nada, esquece.
- REPETE!
- Calma, não é nada demais. Bom já que eu falei isso, vou criar vergonha na cara e coragem e desabafar de verdade.
- Pois bem, estou esperando.
- Eu te amo, não sei como isso começou ao certo, mas eu sei que estou completamente apaixonada por você, eu sonho com você todas as noites, já não sei mais o que é sonho e o que é real, esse tempo todo sem te ver acabou definitivamente comigo, com a vontade que eu tinha de viver, meus dias se arrastam melancólicos, preto e branco. Eu preciso de você, do seu jeito de ser, do seu sorriso para ser feliz, você me completa. Nunca me imaginei dizendo tais palavras a alguém, ainda mais assim, da forma como nos conhecemos, nunca imaginei me apaixonar assim, mas confesso, sou louca por você, eu amo você.
- Estou sem palavras.
Então um silêncio mortal se fez, ela ficou paralisada olhando minha cara de sei lá o que posso chamar aquilo.
- Fala alguma coisa, esse silêncio está acabando comigo.
- Estou sem palavras, você é importante pra mim, mas não sei se amo você, como você me ama, não sei se...
Calei sua boca com um beijo, igual ao do sonho, demorado, suave, ela correspondeu, ao fim do beijo:
- Me da uma chance, apenas isso.
- Você quer mesmo tentar?
- Por você eu sou capaz de tudo, quero apenas ficar mais perto de você.
- Tudo bem.
Ela me abraçou, nos beijamos e ficamos ali, deitados, ela sobre o meu corpo, carinhos, beijos e conversa, uma tentativa de nos conhecermos mais.

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