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domingo, 1 de janeiro de 2012

Tudo novo de novo!

Eu estava naquela velha sacada novamente, olhando os outros passarem na rua com suas garrafas e roupas brancas. Aquele velho cigarro na mão, aquele velho copo na outra e assim seria meu ano novo, sem novidades.
Liguei a televisão para ver se me animava e quanto mais bobagem passava, mais me injuriava. Desci, peguei o carro e sai para dar uma volta. Passei por vários lugares, os melhores e que costumavam ter poucas pessoas estavam lotados, eu voltei para o apartamento e de lá vi alguns fogos. Algumas pessoas em outros apartamentos gritavam e um vizinho bateu a minha porta a meia noite, atendi e ele me chamou para irmos ao terraço ver os fogos, peguei meu copo, garrafa e cigarro e fui com eles.
Lá de cima, a única coisa que eu via olhando o céu era o rosto de quem não estava, nunca esteve nem estaria ali, era ilusão. Então uma linda criança veio e me desejou feliz ano novo, confesso... Amoleceu o coração, mas não me tirou ela do pensamento.
Mais um ano acabara e outro começava da mesma maneira, sem novidades. A não ser pelo fato de que meus vizinhos tentavam a todo custo socializar comigo e eu me fechava, mas aquela criança conseguiu me fazer rir e quando a chuva caiu, ficamos as duas lá brincando na chuva até altas horas.
Voltamos para dentro, ela foi para casa dela e me chamou para ir também, as duas molhadas de chuva. Fui para minha casa colocar uma roupa seca e peguei uma garrafa de vinho e me dirigi até o apartamento de baixo, acabara de fazer amigos e a noite terminava agradável.
Olá ano novo, espero que os velhos amores fiquem lá atras e que seja vida nova mesmo!

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