Eu estava naquela velha
sacada novamente, olhando os outros passarem na rua com suas garrafas e roupas
brancas. Aquele velho cigarro na mão, aquele velho copo na outra e assim seria
meu ano novo, sem novidades.
Liguei
a televisão para ver se me animava e quanto mais bobagem passava, mais me
injuriava. Desci, peguei o carro e sai para dar uma volta. Passei por vários
lugares, os melhores e que costumavam ter poucas pessoas estavam lotados, eu
voltei para o apartamento e de lá vi alguns fogos. Algumas pessoas em outros
apartamentos gritavam e um vizinho bateu a minha porta a meia noite, atendi e
ele me chamou para irmos ao terraço ver os fogos, peguei meu copo, garrafa e
cigarro e fui com eles.
Lá
de cima, a única coisa que eu via olhando o céu era o rosto de quem não estava,
nunca esteve nem estaria ali, era ilusão. Então uma linda criança veio e me
desejou feliz ano novo, confesso... Amoleceu o coração, mas não me tirou ela do
pensamento.
Mais
um ano acabara e outro começava da mesma maneira, sem novidades. A não ser pelo
fato de que meus vizinhos tentavam a todo custo socializar comigo e eu me
fechava, mas aquela criança conseguiu me fazer rir e quando a chuva caiu, ficamos as duas lá brincando na chuva até altas horas.
Voltamos
para dentro, ela foi para casa dela e me chamou para ir também, as duas molhadas
de chuva. Fui para minha casa colocar uma roupa seca e peguei uma garrafa de
vinho e me dirigi até o apartamento de baixo, acabara de fazer amigos e a noite
terminava agradável.
Olá
ano novo, espero que os velhos amores fiquem lá atras e que seja vida nova
mesmo!
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