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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Reaprendendo a Amar

“O que ela desperta em mim não tem explicação, me sinto uma adolescente que sente tesão pela primeira vez, que ama pela primeira vez.
Uma pessoa totalmente leiga de sentimentos sabe que esta sentindo algo, mas não sabe se é certo ou se é permitido.
Ela me deixa assim, pensando milhões de coisas boas, milhões de bobeiras e querendo apenas estar perto.
Ela tem esse poder sobre mim, me deixar pensando e imaginando...”

Havia acabado de chegar em casa, joguei carteira e chaves na mesa de centro e a blusa ficou pelo sofá. Lá fora a chuva caia fina e constante, abri a geladeira e me decepcionei, vazia. Peguei minhas coisas e sai novamente, fui até a padaria, capuz na cabeça e a chuva a me molhar.
Entrei, sentei e pedi um misto quente e uma cerveja. Enquanto esperava, observei que do outro lado do balcão, meio ao longe havia uma pessoa que me observava enquanto passava o copo nos lábios. Desviei meu olhar para minha cerveja e então levantei um brinde de longe, ela correspondeu.
Comi meu lanche e pedi outra cerveja, segunda garrafa... Eu sabia que não poderia deixar passar da quinta, daí já seria zona de perigo.
Ela levantou, veio até onde eu estava e disse:
- Muito prazer, meu nome é....
- Prazer, o meu é Karen.
Ficamos ali conversando e quando dei por mim já havíamos bebido umas 10 garrafas, pelo que eu consegui contar, ela meio alegre e eu pensando bobeiras, também pudera... Ela era loira, lábios carnudos e rosados e tinha um corpo de não colocar defeito, ela se atirava em mim, me abraçava, chegava com a sua boca próxima da minha e eu me afastava. Sim, eu estava fugindo daquela bela mulher.
Paguei a conta e quando ela achou que íamos para outro lugar, simplesmente a cumprimentei e fui embora, ela de longe gritou:
- É assim que acaba?
Eu voltei até ela e respondi:
- Não acaba pelo simples fato de que não começou nada, apenas bebemos umas cervejas e falamos bobeira para descontrair.
- Mas eu estava a fim de ficar com você.
Nesse momento ela tentou me beijar, a segurei e respondi:
- Eu não posso fazer isso, tenho um compromisso com o meu coração. Ele me manda ficar na minha, eu estou apenas respeitando.
Ela ficou sem entender, me deu um beijo no rosto e foi embora. Fui caminhando pela praça olhando a chuva cair, me sentei em um banco e quando olhei para a sacada do apartamento, eu jurei ter visto alguém fumando lá. Subi correndo, feito louca... Entrei dessa vez sem jogar nada em lugar nenhum. Revirei o apartamento, encontrei apenas um recado no meu celular sobre a mesa de centro: “Aposto que você esta com uma vadia, bebendo e falando que a ama.”
Respondi: “Acertou a parte da vadia, mas errou o resto. Eu a dispensei, porque eu só sei pensar em você, mas que diferença faz né?! Você está em outra.”
Joguei as coisas na mesa de centro, tirei a roupa molhada, tomei um banho e ao sair do chuveiro escutei a campainha tocar. Me enrolei na toalha e fui atender...
Era um beijo envolvente, sem cara de que teria fim, um beijo interminável... Aqueles de novela, aqueles de não colocar defeito. Não tive tempo de pensar como ela havia conseguido subir sem ser anunciada, alias eu gostava daquele lugar por isso, entrada era livre e sempre me reservava surpresas (risos).
Tranquei a porta, ela foi me empurrando até o sofá, deitada sobre mim ela me beijava, mordia e fazia sentir tudo aquilo de novo.
Ela me sufocava de amor, me fazia sentir tesão e frio na barriga, me fazia querer ela cada vez mais. Aquela casa acabara de ficar pequena para o nosso amor.

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