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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Nada Faz Sentido

A chuva não dava sinais de que iria parar tão cedo, trancada em casa nem a sacada era amiga para um cigarro. No sofá da sala assistindo a um filme e a todo instante olhando os rascunhos jogados sobre a mesa, encontrei uma foto da galera onde ela se destacava porque eu só sabia observa - lá, sorriso bobo e pensamento longe.
Resolvi então sair, peguei as chaves e a blusa e ao abrir a porta ela estava lá prestes a tocar a campainha, toda molhada de chuva. Joguei tudo no sofá e a puxei para perto de mim, a abracei e disse:
- Vamos tirar essa roupa molhada agora, antes que você fique doente.
- Você sempre com segundas intenções (risos)
O riso foi inevitável, levei-a ao meu quarto dei uma toalha para se secar e uma roupa para trocar, voltei para sala para esperá-la. Não demorou muito ela veio vestida com uma camiseta que mais parecia um vestido, novamente eu não contive o riso e disse:
- Vamos jantar?!
- Se você parar de rir de mim, sim!
- Ta bom, parei.. hahaha
Fizemos algo pra comer, jantamos e depois deitamos no sofá para assistir a um filme qualquer. Era impossível ficar tão perto dela e não beija-la, tentei me conter... Sem sucesso.
Aproximei um pouco e senti ela fazer o mesmo, ao tocar sua boca era como se a chuva tivesse ficado ainda mais forte e trovoes anunciassem algo incerto. Quanto mais eu a beijava, mais sentia meu coração acelerar, parecia que eu estava correndo uma maratona em direção ao coração daquela garota.
A chuva ficava cada vez mais forte e eu já não sabia mais obedecer a razão, apenas a minha vontade de te-la em meus braços. O sofá ficou pequeno para nós, peguei-a no colo e fomos para o meu quarto, a noite densa e chuvosa molhando o vidro da janela e nós a esquentar o clima dentro daquele quarto, ela apenas me fez parar quando o medo do amanhã bateu em seu pensamento:
- É... é melhor a gente não forçar nada.
- Você quem sabe, te respeito.
Então deitei na cama, ela sobre meus braços...
Eu acordei com o barulho da chuva que ainda caia, olhei ao meu redor... Cama vazia, roupas espalhadas pelo quarto, fui até a sala tudo como havia deixado e na cozinha, pratos sujos. Nem um sinal dela naquele apartamento!
Só havia duas opções: Eu havia sonhado ou então, enlouquecido de vez.

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