"Às
vezes te sinto tão longe, tão fora de conectividade comigo.
Às
vezes me sinto excluída das suas coisas ou tão dentro delas que eu até me
perdi.
É simples
assim, eu me sinto vivendo a sua vida e não encontro mais a minha, eu tenho
medo de quando tudo isso chegar ao fim e eu não souber mais voltar para a minha
vida, temo pelo pior, não é drama, é uma realidade consciente de que no futuro
tudo tende a piorar.
Não
me vejo mais como antes, vejo uma pessoa muito mais chata e medrosa do que
nunca, cheia de vontades insatisfeitas, cheia de vontades que não passam, cheias
de anseios que se bobear não me pertencem mais.
A gente
vai aprendendo a viver a dois e esquece que não nascemos grudados no outro,
além da nossa mãe. Então criamos expectativas, sonhamos, crescemos e nos
fodemos.
Quando
vamos aprender que abrir mão das coisas não é viver a dois, não estamos aqui
pra subtrair e sim pra somar e multiplicar, mas isso nunca acontece existe
sempre algo que precisa mudar, ser retirado naquele momento ou pra sempre. Existe
sempre algo de “ruim”, mesmo não sendo.
É simples
eu não me encontro mais em lugar nenhum, mal faço ideia de quem sou, aquela
sensação de que falta algo foi suprida momentaneamente, mas ela tornou ainda
mais forte do que antes o que me preocupa muito, afinal o que eu sou? O que eu
quero? O que eu espero?
De uma coisa eu sei, ou deixa como esta e continua
vivendo ou joga tudo pro alto com uma forte tendência a se arrepender do dia
que fez isso."
Deixei o rascunho sobre a minha mesa de centro e fui deitar...
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