- Vamos nos sentar ali?
- Claro, vamos lá.
Nos sentamos, ela passava a
perna dela na minha, me provocava e eu queria apenas pedir para ela parar,
quando então a beijei, sentei ao lado dela e curti aquela noite ao
lado de quem talvez eu não quisesse. Fomos pra casa, ela me queria e
eu queria aquela morena. Ela me jogou na cama, subiu em mim e me beijo,
fiz carinho, beijei seu corpo todo, comecei a tirar sua roupa e quando comecei a
lambê-la lembrei da morena, quanto mais eu lembrava, mais forte ficava a minha língua
e a minha vontade de fazer sexo com ela. Ela gemia baixo,
sua respiração ofegante, seu corpo meio tremula, ela puxava meu
cabelo e quanto mais forte, mais forte eu a chupava e acariciava. Aquele corpo
perfeito, mas mesmo assim não era o que eu almejava.
Quando
terminamos, ela deitou em mim e ficamos conversando, rindo e eu acabei
esquecendo um pouco o que me atormentava. Dormimos!
Ao
acordar, pela primeira vez acordei sozinha, ela já havia ido e no criado mudo
um bilhete "Desculpa, tive que ir ao trabalho mais cedo, me liga quando
quiser, adorei a noite, te adoro."
Deixei o papel no lugar,
peguei meu tablet e fui me distrair escrever,
"Ela me atormentava, me
fazia perder a razão..."
Fui
interrompida por um chamado no face,
"Te
ver acompanhada não foi legal, queria que você estivesse sozinha, te queria
muito ontem à noite"
"Me
queria, não quer mais. Você me confundi"
"Você
também me confundi"
"Posso
passar na sua casa e almoçamos juntas?"
"Estou
te esperando".
Fui num salto, almoçamos como
velhas amigas, como se nos conhecêssemos a anos, eu apenas admirando
sua beleza. A cada segundo um pensamento novo, uma lembrança daquela
noite inesquecível, passei então a provocar sem querer, foi inevitável:
- Pelo visto você adora
provocar né?
- Heeeey! O que eu fiz?
- Fica me olhando com essa
cara de boba, assim fico sem graça.
- Ah, desculpa... É apenas
meu jeito.
- Lindo jeito por sinal.
- Ok, você venceu, me deixou
sem graça (risos).
- Você ta vermelha, hahahaha.
- Tá, isso não é engraçado.
- Não mesmo, é lindo.
Então ela inclinou-se sobre a
mesa e me beijou sim aquele beijo de novela mexicana aonde depois disso o casal
vai para casa transar. No nosso caso foi diferente, terminamos o almoço e
saímos do restaurante de mãos dadas, como um verdadeiro casal, que gostoso
sentir ela pertinho de mim. Andamos por ai, vimos vitrines de lojas, falamos da
roupa das pessoas e eu toda boba a cada gurizinho estiloso que eu via. Sim...
Ainda a minha paixão por nenéns, ela comentava também, mas havia algo
intrigante em seus comentários... Havia medo!
Saudade de como era as coisas, de como você era, de como nós éramos, de sorrir e saber que cada texto era para mim, pois eu a inspirei isso! Desculpa ><
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