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quinta-feira, 1 de março de 2012

Acasos

Aquela morena não sai do meu pensamento, meu passado mais do que nunca batia a porta me fazendo quase cair em tentação, mas eu não queria, queria apenas reencontrar aquela morena, que havia me deixado louca. Ela fugia de mim, eu não sabia por que e eu ia aos mesmos lugares como se fosse rotina, mas nada de reencontrá-la. Passava perto de sua casa sempre, sem sucesso. Quando desisti e chamei alguém do passado para sair, enfim a reencontrei. Fiquei parada, sem saber como reagir, eu queria 'ta' sozinha e chegar nela, quando então vi um cara trazendo uma bebida a ela, ele a beijou e eu fiquei sem rumo, queria ir embora, mas não podia estava acompanhada.
- Vamos nos sentar ali?
- Claro, vamos lá.
Nos sentamos, ela passava a perna dela na minha, me provocava e eu queria apenas pedir para ela parar, quando então a beijei, sentei ao lado dela e curti aquela noite ao lado de quem talvez eu não quisesse. Fomos pra casa, ela me queria e eu queria aquela morena. Ela me jogou na cama, subiu em mim e me beijo, fiz carinho, beijei seu corpo todo, comecei a tirar sua roupa e quando comecei a lambê-la lembrei da morena, quanto mais eu lembrava, mais forte ficava a minha língua e a minha vontade de fazer sexo com ela. Ela gemia baixo, sua respiração ofegante, seu corpo meio tremula, ela puxava meu cabelo e quanto mais forte, mais forte eu a chupava e acariciava. Aquele corpo perfeito, mas mesmo assim não era o que eu almejava.
Quando terminamos, ela deitou em mim e ficamos conversando, rindo e eu acabei esquecendo um pouco o que me atormentava. Dormimos!
Ao acordar, pela primeira vez acordei sozinha, ela já havia ido e no criado mudo um bilhete "Desculpa, tive que ir ao trabalho mais cedo, me liga quando quiser, adorei a noite, te adoro."
Deixei o papel no lugar, peguei meu tablet e fui me distrair escrever,
"Ela me atormentava, me fazia perder a razão..."
Fui interrompida por um chamado no face,
"Te ver acompanhada não foi legal, queria que você estivesse sozinha, te queria muito ontem à noite"
"Me queria, não quer mais. Você me confundi"
"Você também me confundi"
"Posso passar na sua casa e almoçamos juntas?"
"Estou te esperando".
Fui num salto, almoçamos como velhas amigas, como se nos conhecêssemos a anos, eu apenas admirando sua beleza. A cada segundo um pensamento novo, uma lembrança daquela noite inesquecível, passei então a provocar sem querer, foi inevitável:
- Pelo visto você adora provocar né?
- Heeeey! O que eu fiz?
- Fica me olhando com essa cara de boba, assim fico sem graça.
- Ah, desculpa... É apenas meu jeito.
- Lindo jeito por sinal.
- Ok, você venceu, me deixou sem graça (risos).
- Você ta vermelha, hahahaha.
- Tá, isso não é engraçado.
- Não mesmo, é lindo.
Então ela inclinou-se sobre a mesa e me beijou sim aquele beijo de novela mexicana aonde depois disso o casal vai para casa transar. No nosso caso foi diferente, terminamos o almoço e saímos do restaurante de mãos dadas, como um verdadeiro casal, que gostoso sentir ela pertinho de mim. Andamos por ai, vimos vitrines de lojas, falamos da roupa das pessoas e eu toda boba a cada gurizinho estiloso que eu via. Sim... Ainda a minha paixão por nenéns, ela comentava também, mas havia algo intrigante em seus comentários... Havia medo!

Um comentário:

  1. Saudade de como era as coisas, de como você era, de como nós éramos, de sorrir e saber que cada texto era para mim, pois eu a inspirei isso! Desculpa ><

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