Havia me tornado meu pior pesadelo, eu era alcoólatra e amava a única
mulher por quem eu nunca deveria ter me apaixonado, me relacionado o que dirá
até conhecido. Eu não podia entrar na vida dela e destruir tudo, como eu sempre
fazia. Não seria justo com ela. Mas já era tarde, ela havia me deixado como
nenhuma mulher antes havia conseguido, literalmente de quatro.
Eu mudava minha rotina para poder esbarrar
ainda mais com ela, passa em frente ao prédio dela duas vezes por dia para
mais, na esperança de vê-la por lá e poder dar uma carona, gritar meio que de
longe nos vemos mais tarde, algo assim.
Não, eu não estava no Rio, muito menos ela havia me atropelado com uma
bike. Eu estava na minha cidadezinha mesmo e havia pagado um drink a ela,
maldito drink que me fez perder o juízo e o coração para aquela morena.
Cada palavra que saia da minha boca nos últimos
dias era assim, contraditória. Hora penso em casar, hora penso em fugir. Mas
quanto mais eu penso em fugir, mais vou atrás dela.
Irônico?! Já não sei mais a palavra certa para
usar.
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